[RESENHA] Dez Formas de Fazer um Coração se Derreter – Sarah MacLean

Ano: 2016

Páginas: 348

Língua: Português

Editora: Arqueiro

Preço Médio: 39,90

Sinopse: Isabel Townsend não é exatamente o que se espera da filha de um conde. Apesar de ter a pele delicada e de saber se portar como uma dama quando necessário, a jovem também monta a cavalo, conserta telhados, administra a propriedade e cria o irmão caçula desde que a mãe faleceu – tudo isso sem despertar a menor suspeita de que não há um homem sequer para cuidar de sua família.
Para o pai dela, que só queria se divertir e gastar dinheiro em jogatinas, pouco importava o que ela fizesse. Porém, quando ele morre, Isabel se vê sem recursos e precisa defender os direitos do irmão, ameaçados pela chegada iminente de um tutor. Assim, não lhe resta saída senão vender sua coleção de estátuas de mármore, o único bem que herdou.
Para sorte sua, um especialista em antiguidades acaba de chegar ao condado. Inteligente e sensual, lorde Nicholas St. John é um solteiro convicto que deixou Londres para se livrar das jovens que passaram a persegui-lo desde que foi eleito um dos melhores partidos da cidade.
Em poucos dias, fica claro para Nick que Isabel é a mulher mais obstinada e misteriosa – além da mais interessante – que já cruzou seu caminho. Ao mesmo tempo, ao conhecê-lo melhor, a independente Isabel percebe que há homens em que vale a pena confiar. Enquanto eles põem de lado suas antigas convicções, seus corações se abrem para dar uma chance ao amor.

É um livro divertido do começo até o fim, Nicholas foi o gêmeo que mais gostei até o momento (sim, ele é irmão gêmeo do Gabriel do primeiro livro da série). O que mais gostei mesmo foi o desenvolvimento dos personagens, as questões em relação a medo, insegurança e segredos foi bem desenvolvido e ao decorrer da leitura você vai evoluindo junto com os personagens e claro que como todo romance de época tem que ter as cenas mais picantes e esse ponto foi outro que foi bem escrito porque não ficou muito explícito.

A forma como o Nicholas reage e age em relação a casa de Minerva me deixou um pouco desconfiada no começo, eu achei que ele não ia aceitar muito bem e ia entregar a Isabel, mas como todo livro de romance tem que existir algum tipo de clichê, ele sabe que está apaixonado por Isabel e por isso quer ajudar Isabel da melhor forma possível. A forma que Isabel trabalha suas inseguranças e medos foi bem desenvolvido e foi o que mais me fez gostar dela.

Só achei que o final poderia ter mais um capítulo, o final para mim teve uma certa pressa em acabar. Gostei muito do livro e já estou ansiosa para o terceiro livro da série.

[CRÍTICA] Minha Mãe é uma Peça 2

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Confesso que fui assistir Minha Mãe é uma Peça 2 com muitas expectativas de que seria bom e foi mais do que eu imaginei. Diria que foi melhor do que o primeiro.

O que me fez amar ainda mais o filme foi que ele me fez refletir o que uma mãe sente quando um filho começa a uma necessidade de ser independente Alguns momentos excessivos que Dona Hermínia tem com os filhos eu me identificar porque eu vejo um pouco disso Na minha casa e finalmente pude ver (ou não kkk) que é apenas uma mãe mãe. Nós chegamos na aborrecença, e / ou começamos a vida adulta queremos ser independentes, ser livre mesmo ainda morando com os pais. Mas nem sempre é assim tão bom quanto esse “dramas” que como mães são só preocupação de mãe.

Mãe acha que seu filho nunca vai crescer, que vai ser seu passarinho para sempre, mas quando ver o seu passarinho criou assas e quer voar. Precisamos de limpar e proteger como se fossem passarinhos bebês. As vezes é exagerado e excessivo? É Mas é uma única forma delas demonstram o quanto nós amamos e só queremos o nosso bem. E o filme retratou muito bem isso com muito amor, humor, alegria e lágrimas. Com certeza será o primeiro a fazer a minha lista de melhor filme de 2016 (sim, ganhando de Rogue One.)

O filme estreia dia 22 de dezembro de 2016, é dirigido por César Rodrigues

[RESENHA] Inferno – O filme

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Resenha escrita por Julianna Costa

 

Inferno

 

O incômodo que eu sinto com os livros de Dan Brown – e consequentemente com suas adaptações cinematográficas – é a constante sensação de repetição. Um mistério disposto através de quebra-cabeças, um pedido de ajuda ao professor que dá identidade a franquia, uma ajuda feminina oportuna que serve apenas como sidekick temporário, e um ou dois plot twists que são facilmente antecipados – pelo mesmo motivo de repetição – mas que não darei nomes aqui, para evitar spoilers.

Em Inferno, o professor e simbologista Robert Langdon está na Itália, perseguindo pistas deixadas pelo bilionário Bertrand Zobrist, viciado em Dante Alighieri, que pretende disseminar um vírus capaz de exterminar metade da população humana.

A motivação do bilionário é uma coisa meio Ozymandias – para os fãs de Watchmen – só que bem menos complexa (ou interessante). Zobrist acredita que o aumento da população é um câncer que vai destruir o mundo e por isso, os números precisam ser radicalmente reduzidos.

Meus principais problemas com esse filme podem ser divididos em três ordens:

1 – O vilão não funciona

Zobrist ameaça o futuro de metade da humanidade, mas, na realidade, em momento algum você realmente sente a iminência do perigo. O modo como o vilão se apresenta é coeso e tranquilo, passando para o espectador uma sensação de razão muito maior que a de loucura.

No entanto, embora a interpretação de Ben Foster pudesse ter sido um pouco mais direcionada nesse quesito, minha principal crítica ao seu personagem ainda é a aleatoriedade que ele impõe à trama.

Não existe uma explicação mais profunda sobre suas intenções ou procedimentos. O filme apenas nos conta que Zobrist quer salvar o mundo porque sim, ele usa Dante Alighieri porque sim e ele deixa pistas porque sim. Claro, há explicações superficiais que justificariam cada uma dessas condutas, mas elas são TÃO superficiais que a lógica rapidamente cai no ridículo.

 

2 – A colcha de retalhos do roteiro

A sequência de eventos do filme não acontece de um modo fluido. Na verdade, é o exato oposto: Em vários dos eventos você se pega, sobressaltado, questionando-se “ok, como diabos esse personagem chegou aí?” ou “POR QUE ele está fazendo isso??”

Não é o tipo de reação que se espera do público em um filme de investigação e mistério.

E quanto mais complexa e cheia de ferramentas a engrenagem fica, mais perceptível se torna o fato de que sua fundação é frágil. A complexidade surge com a intenção de fazer o espectador imaginar que a trama é elaborada e inteligente, mas atinge um efeito contrário com sua enxurrada de falhas na narrativa.

 

3 – O “show and tell”

Um bom filme (uma boa história, na verdade) precisa equilibrar bem o “show and tell”. Ou seja, o que vai ser efetivamente “mostrado” para o espectador, e o que vai ser apenas “contado”. Um filme que mostra todos os acontecimentos corre o risco de ficar muito longo e confuso. Já um filme que conta todos os acontecimentos – sem mostra-los – facilmente se perde entediando o espectador.

Aqui residiu o maior problema da narrativa de Inferno. Para manter o mistério, o diretor resolveu deixar o espectador no escuro completo mostrando-lhe quase nada, apenas para revelar todas as verdadeiras intenções desse ou daquele personagem no momento final de virada, com o “monólogo do vilão” que acontece em mais de um momento do filme – embora nem sempre por vilões. Isso deixa a sensação de que você não está vendo uma história ser contada, mas apenas ouvindo os personagens contarem o que o diretor não conseguiu mostrar.

Torna a experiência enfadonha, desinteressante e, em última instância, ruim.

 

 

SPOILER

Quando li o livro, uma das partes que achei mais ricas foi o final. Para mim, foi um momento realmente surpreendente que tornou a história original do seu próprio modo.

No entanto, no filme, a opção feita foi por mudar completamente o resultado fina, retirando-lhe o que tinha de realmente único para cair no “mais do mesmo”. Realmente, não consigo compreender essa decisão que contribuiu para, na minha opinião, bater o prego final no caixão da franquia.

 

Desestimulante, desinteressante e desconectado, a pior das três adaptações de livros de Dan Brown. Não que as duas primeiras tenham sido obras-primas do cinema, mas pelo menos elas tinham o “inesperado” ao seu favor. Inferno, apesar de tentar inovar aqui e ali, acabou se perdendo em repetição.

[Resenha] O lar das crianças peculiares , de Tim Burton

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Resenha por Julianna Costa

O mais curioso a respeito do livro escrito por Ransom Riggs – e consequentemente o roteiro do filme por ele inspirado – é como consegue ser igualmente simples e complexo.

Resumir a história é atividade que pode ser feita sem maiores problemas. No entanto, acompanha-la torna-se uma atividade delicada que deve ser feita com cuidado.

O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares conta a história de Jacob Portman e seu relacionamento com seu avô. Desde muito jovem, Jacob ouvia de seu avô as histórias maravilhosas – e inacreditáveis – sobre o orfanato em que cresceu durante a Segunda Guerra, quando sua família o enviou para fora da Polônia, sob o cuidado de estranhos, para que pudesse se salvar.

Com a maturidade, no entanto, veio a Jacob a compreensão de que as histórias de seu avô talvez não fossem tão reais assim, e que seriam, na verdade, apenas sua interpretação de fatos assustadores que viveu quando criança.

Mas, como o próprio Jacob deixa claro em sua narrativa, um evento é capaz de mudar tudo. E, para ele, esse evento é justamente a misteriosa morte de seu avô – definida pela polícia como acidente e ataque de animais – que o jovem protagonista tem dificuldade em aceitar.

Eis que ele parte em uma viagem para a ilha remota onde seu avô afirmou ter crescido, para tentar encontrar um pouco de paz e encerramento. Uma sequência de eventos simples até então, mas que se tornam fantásticos e surreais quando Jacob começa a investigar os mistérios que a ilha esconde.

Com uma caracterização interessante, o filme se conta através do estilo típico de Tim Burton. Tão típico que, em mais de uma cena, eu me peguei rindo e imaginando o quanto o diretor deve ter amado fazer uma ou outra cena em especial. Embora talvez, seja o filme de composição menos… “peculiar” de Burton. Ao contrário do sombrio-gourmet, ou do alegre-algodão-doce que ele sempre apresenta com maestria, O Orfanato da Srta. Peregrine tem um estilo quase “normal” se comparado a outros títulos inesquecíveis do diretor.

O elenco seria do tipo capaz de levar o espectador às lágrimas se não tivesse sido tão mal aproveitado entre cenas corridas, piadas desnecessariamente mantidas e desenvolvimento superficial.

Eu não sou fã incondicional da Eva Green, mas confesso que ela foi meu elemento favorito na história. Ao saber do filme, questionei, por alguns instantes, como seria assistir Bonham-Carter (aí sou fã incondicional) no papel da Srta. Peregrine, mas assim que Green assumiu a tela com suas roupas elegantes e seu sorriso matriarcal, minhas dúvidas se desfizeram. Green funciona e é uma pena que, ao resto do elenco, não tenha sobrado tempo para acompanha-la.

O que achei mais frustrante na narrativa, no entanto, foi como o roteiro decidiu se apressar em contar a investigação inicial de Jacob para leva-lo a ilha de uma vez.

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Eu sei que são ritmos diferentes, que um filme nunca pode ser igual a um livro e tudo isso… mas é sempre um pouco incômodo quando você precisa assistir um diretor desconsiderar o que você – enquanto leitor – considerou uma das partes mais importantes da história.

O relacionamento de Jake com seu avô e a consequente investigação que se inicia com o misterioso assassinato é uma parte riquíssima da história e que serve para criar o plano de fundo de antecipação e interesse na ilha, orfanato e tudo que ali se esconde. O filme, no entanto, prefere focar em uma narrativa sombria na sua primeira metade – digna de assustar crianças menores com algum empenho – e em uma aventura sessão da tarde, na sua metade final, abandonando os ares de mistério da história quase que completamente.

Essa velocidade com que problemas eram apresentados, e a facilidade com que eram resolvidos, me incomodou por boa parte da experiência.

Como em todas as adaptações, mudanças foram feitas, personagens foram excluídos e nós, leitores-espectadores nem sempre vamos concordar com o diretor ou uns com os outros. Então, quanto a esse ponto, para evitar spoilers, tudo que posso dizer é que não entendi o propósito por trás de uma das mudanças mais importantes. Não se preocupe: se você leu o livro, vai entender de que mudança estou falando assim que assistir o filme.

No entanto, houve uma mudança que eu recebi de bom grado.

Quando vi o filme, ainda estava na metade da leitura e ainda não tinha lido a apresentação da Bronwyn no livro.

No livro, ela é uma garota com uma super-força e, em sua apresentação, é descrita como uma garota rude e masculinizada, ao que se segue o comentário de algo como “ok, ela nem é tão bonita assim, mas é gente boa”.

Bem, não é segredo que eu não gosto desse tipo de caracterização. Acho extremamente desnecessário definir a aparência de uma mulher como algo relacionado ou não ao pacote de convenção social que lhe é atribuído quando nasce com uma vagina, e associar a divergência entre sexo biológico e aparência que é esperada da sociedade como ausência de beleza é algo extremamente problemático, na minha opinião.

O filme não seguiu por essa vertente e eu apreciei não precisar assistir comentários desse nível. Bronwyn é apresentada como uma garotinha minúscula em seu vestido de princesa… Acho que teria preferido a personagem “rude” como ela é, mas sem qualquer comentário associado a sua beleza, obrigada. No entanto, se é preciso escolher, nesse critério específico, fico com o filme.

A história é interessante para todas as idades, embora eu acredite que crianças menores definitivamente podem se assustar no primeiro terço do filme.

Como um todo, consegue ser visualmente atraente e gratificante. Fãs do livro não devem ir esperando algo revolucionário. Uma boa apresentação é feita, mas nada excepcional.

Visualmente interessante, mas com um compasso acelerado, O Orfanato da Srta. Peregrine – como filme – também permanece preso na dualidade entre o simples e o complexo de modo que, por ironia do destino, “peculiar” acaba sendo a melhor palavra para descrevê-lo.

RESENHA – PETS

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Divertido e uma excelente atração para todas as ideias, Pets estréia em todos os cinemas do país nesta quinta-feira.

Apesar de ter bichinhos fofinhos e falantes, PETs surpreende com uma história redonda e divertida tanto para as crianças quanto para os adultos.

Max, um cachorro que vive os confortos de um pet adotado por um humano amoroso, vê sua vida mudar totalmente quando sua dona aparece com mais um cachorro em casa. Não satisfeito com sua nova companhia, ele resolve se livrar dele, mas, acaba se metendo em uma grande confusão.

Se passando em Nova Iorque, PETs brinca com o mundo dos animais criados com frufrus e mimos, versus os animais abandonados e os que foram criados nas ruas. Amizade, lealdade e muita aventura fazem com que o tempo do filme passe sem que o espectador sinta, e enquanto isso, se divirta.

O filme tem uma trilha sonora cosmopolita e brinca com os costumes dos novaiorquinos, sem que fique caricato. Sendo assim, como já confirmado, PETs é divertido, leve, e ideal para curtir em família.

[RESENHA] GAROTA ONLINE EM TOURNÊ, ZOE SUGG

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Ano: 2016

Páginas: 294

Língua: Português

Editora: Verus Editora

Preço Médio: 25,90

 

Sinopse: Penny está de malas prontas! Quando Noah a convida para acompanhá-lo em sua turnê pela Europa, ela mal pode esperar para passar semanas na companhia de seu fantástico namorado roqueiro. Mas, entre a agenda cheia de Noah, seus companheiros de banda não tão amigáveis e mensagens ameaçadoras de fãs invejosas, Penny começa a se perguntar se foi feita para a vida em turnê. Ela sente muita falta da família, de seu melhor amigo, Elliot… E de seu blog, o “Garota Online”. Será que Penny vai aprender a equilibrar vida, amor, amizade, planos para o futuro — tudo isso com os pés na estrada —, ou vai pôr tudo a perder nas férias de verão mais emocionantes e imprevisíveis da sua vida?

 

Tão leve, divertido e fofo como o anterior, Garota On Line em Tournê promete um pouquinho mais de agitação que o primeiro volume da série. Promete e cumpre, afinal, qual o preço de um relacionamento perfeito? E o quão mais caro ele fica quando você tem como namorado um dos boys mais cobiçados e ainda está tentando se encontrar?

Zoella acertou em cheio em seus livros. Ela consegue se comunicar com o seu publico em geral, trazendo um livro de escrita leve e com uma história bem sessão da tarde em conjunto com a escritora. Assim como no primeiro volume, ela acerta não tendo furos e apresentando tão bem os personagens. Vale dizer que não curto muito o Noah, nem a ideia de quem ele é como personagem, mas ele casa super bem com as ideias de sonhos de adolescentes. Uma das coisas mais legais é que mesmo sendo colocada em um pedestal, a Zoella não deixa de lado a importância de falar sobre o preço da fama, de tratar as crises de ansiedade e de pânico de sua protagonista com naturalidade – sério, precisamos falar mais sobre esse tipo de coisa! – e também um dialogo muito bom sobre a conquista de nossos sonhos. Noah está em turnê, mas será que esse sonho não tem um preço? E será que vale mesmo tudo isso?

A evolução e como os personagens passam por altos e baixos no livro são muito bem pontuados. Se preparem para sentir uma raivinha, vale avisar de agora. E mesmo com um final fofo, vale se preparar: o terceiro volume vem aí. Lá fora, está previsto para este ano, perto do natal.

XoXo

[RESENHA] Entropia, Alexandre Marques

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Ano: 2016

Páginas: 304

Língua: Português

Editora: Record

Preço Médio: 25,90

Sinopse: Um ousado romance do mesmo autor de ”Parafilias”. Em ”Entropia”, Alexandre Marques Rodrigues mais uma vez mostra pleno domínio das técnicas narrativas: em um ousado romance, o autor se emaranha por toda a complexidade de seus personagens, em um enredo que se desconcentra na ideia, concretizada ou não, de viagem, de procura (ou será de fuga?) de si mesmo ou do corpo enterrado da mãe. Tudo cumprido, Alexandre Marques Rodrigues vai muito além. O jogo de identidades entre personagens – que perturba o leitor tanto quanto lhe impõe investigá-los, decifrá-los, mapeá-los, confirmá-los a cada página – é caso muito sério, ocasião em que a literatura capta o espírito dissolvido de um tempo sem que da engenharia do escritor se ouça o mais mínimo ruído.

O termo entropia é utilizado para explicar perdas irreversíveis, e pode ser empregado em diversos setores da atuação do universo existencial. No caso da termodinâmica, por exemplo, é a parcela da energia que se transforma em calor, não podendo mais ser revertida em forma de trabalho. – via dicionario informal.

Desafiador. Provavelmente o livro que mais demorei a ler este ano. Sim, desafiador, uma vez que sua diagramação é tão confusa propositalmente. Entropia mostra que Alexandre Marques Rodrigues quer mais que tirar o leitor de sua zona de conforto, que quer que ele realmente seja atencioso com o que está consumindo. Não é um simples livro de contos ou um livro sobre estrutura textual, mas um livro para despir os leitores com tamanha complexidade que enquanto escrevo a resenha me pergunto se realmente fui capaz de compreender totalmente a obra, que em breve quero reler, nem que seja para saber que não compreendi o suficiente.

Não é o tipo do livro que estamos acostumados. Não é limpo para nossa visão e nossa absorção, e justamente por isso se torna uma obra que merece destaque. O autor trabalha bem as relações humanas. Das mais comuns até as mais banais, de tal forma que você vai se pegar pensando e refletindo sobre o que leu. Ou se perguntando o motivo dos possiveis trocadilhos com nome de personagens, ou até mesmo ambientação de diferentes espaços tão iguais. Entropia oferece demais mesmo para o mais culto leitor.

Passado e presente, protagonista e coadjuvante andam juntos. Como já disse, é diferente de muito do que já li e justamente por isso, demorei bastante para terminar a leitura, pois em diversas vezes me vi incomodada pela proposital diagramação.

Já leu? Vamos trocar algumas figurinhas! hehehe Não leu? Pelamor! Pega emprestado e vamos papear!