Top #5 Romance Policial Escandinavo

Ah, a Escandinávia. Aquele lugarzinho no Norte da Europa que todo mundo associa a Vikings e eu a diferentona associo ao romance policial. Sendo meu gênero literário favorito, não consigo nem listar a quantidade de livros desse tipo que já li, mas o que posso dizer é que: os favoritos são todos escritos por autores escandinavos. E eu não estou sozinha, tanto é que “literatura policial escandinava” já é um termo bem comum no meio literário que vem adquirindo cada vez mais adeptos.

Apesar de ser uma região relativamente tranquila e de baixa criminalidade, parece que os rigorosos invernos escandinavos inspiram os autores a dar vida a enredos densos e eletrizantes. Eu diria que todos os romances policiais acabam sendo um pouco parecidos, mas os escandinavos tem uma carga extra de violência, cenas explícitas e tramas que mexem completamente com o seu psicológico.

Apresento a vocês 5 títulos que eu julgo essenciais, tanto para quem está começando agora como pra quem entrou nesse beco sem saída há anos.

 

#5 – Aurora Boreal, Åsa Larsson

AuroraBoreal

Este thriller começa com a morte do pastor Viktor, cujo corpo é encontrado no altar de sua igreja, desencadeando um enigma com requintes sobrenaturais que vai prender o leitor do começo ao fim do livro. As perguntas que seguem são muitas e envolvem questões espinhosas como religião, a política e a ganância humana numa trama cheia de surpresas e cenas fortes.

Aurora Boreal foi um dos muito livros que eu li nas viagens de avião da vida, e vou contar pra vocês, eu nem senti o tempo passar com ele em mãos. O livro mal começa e você já está agarrado às páginas como se sua vida dependesse disso. Åsa tem um estilo de escrita com frases curtas e simples, que te fazem devorar cada parágrafo cada vez mais rápido. Ela também explora alguns pontos importantes como o fanatismo religioso, corrupção e a necessidade de desenvolver a habilidade de dizer NÃO. deixo avisado que Sanna é a personagem mais odiável do mundo

 

#4 – Não Voltarás, Hans Koppel

Não Voltarás

Mike Zetterberg vive com a esposa Ylva e a filha do casal numa pequena cidade praiana na Suécia. Uma noite, Ylva não volta para casa depois do trabalho. Mike acredita que ela só foi tomar um drinque com as amigas, mas, quando ela não aparece na manhã seguinte, ele começa a se preocupar. Enquanto Mike lida com as suspeitas da polícia e com o próprio desespero, ele nem desconfia de que sua esposa está viva e a apenas alguns passos de casa, presa num porão do outro lado da rua, atraída para uma trama horripilante de punição e vingança. Uma câmera de vigilância lhe permite ver sua família pela tela da TV. Eles não podem vê-la — e certamente não podem escutar seus gritos desesperados de socorro.

Não Voltarás é o tipo de livro que você lê se sentindo numa maratona. Comecei a ler esperando uma coisa completamente diferente (vide a capa) e me surpreendi positivamente. A cada página eu ficava mais desesperada, pensando que a polícia ia prender o marido de Ylva, ficava mal pela filhinha dela e prendia o fôlego ao vê-la tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe da família. Apesar de prender o leitor, o livro é muito pesado, o que torna a leitura difícil, inclusive ele tem uma das cenas que eu julgo mais fortes da literatura policial. Mas quando o mistério finalmente é revelado… Nossa, vale à pena. Eu fiquei uns bons dias questionando todas as minhas ações depois que terminei de ler.

#3 – Indesejadas, Kristina Ohlsson

Indesejadas

Suécia, meados de um verão chuvoso. O inspetor Alex Recht e sua equipe, auxiliada pela analista criminal Fredrika Bergman, começam a investigar o que parece ser um caso clássico de disputa familiar pela guarda de uma criança. No entanto, quando a menina é encontrada morta no extremo norte da Suécia, com a palavra “indesejada” escrita na testa, o caso se transforma rapidamente no pior pesadelo da equipe de investigadores.

Kristina Ohlsson conseguiu me transportar para dentro do livro quando criou uma trama perfeitamente plausível. Não me entenda mal, mas às vezes a gente acaba lendo uns exageros e pensa “não, isso não acontece na vida real”. Mas em Indesejadas tudo, tudo mesmo, desde o momento em que a menina some até as ações dos personagens, tudo é muito crível, previsível… Mas aí é que está. Quando você acha que conseguiu prever tudo e desvendar o mistério: TOMA NA CARA. Kristina Ohlsson sambou na minha cara e eu adorei cada segundo. Eu não posso falar o ponto alto do livro porque seria um spoiler gigantesco, mas GENTE… Sem palavras.  

 

#2 – A Princesa de Gelo, Camilla Läckberg

a princesa de gelo

De regresso à cidadezinha onde nasceu depois da morte dos pais, a escritora Erica Falk encontra uma comunidade à beira da tragédia. A morte da sua amiga de infância, Alex, é só o princípio do que está para vir. Com os pulsos cortados e o corpo mergulhado na água congelada da banheira, tudo leva a crer que Alex se suicidou. Quando começa a escrever uma evocação da carismática Alex, Erica, que não a via desde a infância, vê-se de repente no centro dos acontecimentos. Ao mesmo tempo, Patrik Hedström, que investiga o caso, começa a perceber que as coisas nem sempre são o que parecem. Mas só quando ambos começam a trabalhar juntos é que vem ao de cima a verdade sobre aquela cidadezinha com um passado profundamente perturbador…

Sou obrigada a repetir: parar de ler esse livro é uma tarefa impossível. Camilla Läckberg já começa a história com uma cena emblemática: a moça morta na banheira congelada. A partir daí, começamos a conhecer Alex (a moça da banheira) através da visão da Erica, sua melhor amiga de infância, e isso é muito importante pro desenvolvimento da história. A narrativa se alterna entre Erica, Patrik, o investigador do caso, e personagens secundários, formando um grande quebra cabeça que ninguém conseguiu montar até o momento que a autora quis. Com um dos finais mais chocantes que eu já li e tratando de temas muito pesados e delicados, A Princesa de Gelo é um daqueles livros que te deixa questionando a vida e tudo o mais quando você acaba de ler. Atenção: se você, como eu, tem o costume de ler a última página de um livro, NÃO faça isso com este. Vai estragar a experiência completamente!

 

#1 – Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (Trilogia Millennium),  Stieg Larsson

Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada – o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Henrik está convencido de que ela foi assassinada, e que um Vanger a matou. Quase quarenta anos depois, o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henrik lhe oferece proteção se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mikael descobre que suas inquirições não são bem-vindas pela família Vanger, e que muitos querem vê-lo pelas costas. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados, ele percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet.

Os anos passam, os livros são lidos… E nenhum outro autor me coloca no bolso como Stieg Larsson. Os Homens Que Não Amavam As Mulheres é o primeiro livro da trilogia Millennium e não deixa nada a desejar. Os personagens principais são extremamente cativantes. De um lado, Mikael Blomkvist, um jornalista que adora pisar no calo dos poderosos políticos suecos. Do outro, Lisbeth Salander, hacker introvertida que tem um estilo gótico nada suave e meio punk. De início, parecem ser dois mundos que não deveriam se cruzar, mas nada é mais certo que esses dois juntos. Larsson escreve de maneira simples, onde cada capítulo representa um período datado, criando uma narrativa que flui com tranquilidade. Mesmo nas cenas mais pesadas a leitura não trava em momento algum. A trilogia Millennium como um todo é difícil de categorizar, Stieg Larsson sabia muito bem o que estava fazendo quando a escreveu. Tem elementos para todos os gostos: tem trama policial, tem romance, tem conspiração política, tem suspense, tem comédia… É uma boa pedida em qualquer momento literário da sua vida. Recomendação máxima com cinco estrelas! eu amo Lisbeth Salander e vou protegê-la sempre

E aí, você já leu ou ficou com vontade de ler algum dos livros citados? Acrescentaria algum? Fala aí pra mim!

Thamy Engelbrecht

O rostinho por trás do cabelo. 20 anos, graduanda em História, viciada em memes, feminista e mãe dos peludos Anúbis e Jade. Nas horas vagas, lê tudo que vê pela frente.

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