[Resenha] Tocando as Estrelas – Rebecca Serle

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ISBN: 9788581637334

Ano: 2015

Páginas: 224

Língua: Português

Editora: Novo Conceito

Preço Médio: R$ 27,90

Quando Paige Townsen deixa de ser uma simples aluna do ensino médio para se tornar uma celebridade, sua vida muda do dia para a noite. Em menos de um mês, ela troca as ruas da sua cidade natal por um set de filmagens no Havaí e agora está conhecendo melhor um dos homens mais sexies do planeta segundo a revista People. Tudo estaria perfeito se o problemático astro Jordan Wilder não fincasse o pé em uma das pontas desse triângulo cinematográfico. E Paige começa a acreditar que a vida, pelo menos para ela, imita a arte.

Todo mundo tem curiosidade para saber como funcionam os bastidores de um filme. Ainda mais quando o filme é baseado em uma trilogia super famosa, um dos mais aguardados do ano. Quando Paige decide participar das audições para o papel principal no primeiro filme da trilogia Locked, ela não imaginou que sua vida fosse mudar tão bruscamente ao ganhar o tal papel e que ela fosse entender como realmente funcionava por trás das câmeras.

Paige sempre sonhou em ser atriz e famosa, participando das peças da escola, alguns comerciais em sua cidade (Portland) e produções locais. Ela tinha sonhos grandes e corria atrás disposta a fazer o que fosse possível para alcança-los, vendo essa chance com a tal audiência para interpretar August e fazer parte da adaptação da série favorita de sua melhor amiga Cassandra.

Mas a parte difícil nem foi conseguir o papel: foi realmente se tornar August e ver sua vida dar um giro de 360º da noite para o dia. Paige (ou PG como passam a chama-la) precisa passar alguns meses em Maui, no Havaí, gravando o filme já que o livro se passa em uma ilha. Até aí tudo bem, afinal, quem não quer morar no Havaí por um tempo? E só fica melhor, porque seu colega de trabalho é Rainer Denvor, o ator teen mais sexy da atualidade e um fofo. Rainer ajuda Paige em todas as cenas que fazem juntos e com toda a pressão que o diretor coloca para ela ser melhor sempre, sabendo que aquela é a primeira vez de PG em um set de filme. Uma amizade que cresce cada dia mais e logo deixa Paige meio em dúvida sobre o que ela está sentindo. Ela estaria interessada por Rainer ou estaria confundindo a simpatia dele com outra coisa? Normal de adolescente…

Para completar, o outro ator que irá fazer parte o triângulo amoroso do filme é o inimigo número 1 de Rainer: Jordan Wilder. Os dois tem uma treta do passado envolvendo a ex-namorada de Rainer e Jordan parece sentir prazer em provocar o inimigo, essa disputa ganhando um incentivo quando ele percebe o interesse de Rainer por Paige. Então Paige se ver entre o astro teen lindo e fofo (Rainer) e o bad boy sexy (Jordan), além de toda a preocupação por ela não se sentir preparada para levar August para as telas e lidar com o que virá depois que o filme for lançado.

É uma história jovem-adulto bem bonitinha e simples. Eu adorei o background do livro por falar de um assunto que eu acompanho bastante, que são as franquias para cinema de livros super aclamados. Passei a leitura toda imaginando que era Crepúsculo e eu estava vendo o relacionamento de Kristen e Rob nascendo, sabe? E por mais cliché que a história se desenvolva e você imagine com quem ela vai ficar no final (o que não é necessariamente quem eu shippei o livro todo), tem sua graça. Não é um livro para você tirar uma lição de vida e passar dias pensando sobre tema, mas para ler durante as férias e passar o tempo de forma divertida.

A autora escreve de modo simples e sem muitos rodeios e criou personagens que você consegue se apegar na medida certa. Paige não tem frescura como muitas mocinhas de YA, o que foi um ponto super positivo pra mim. Eu realmente entendi todas as suas dúvidas e como ela se sentia perdida naquele novo mundo. E os mocinhos da história mostraram um pouco como os atores jovens lidam com a fama muito cedo, como as imagens que eles passam podem não se exatamente suas verdadeiras personalidades off-cam.

E sabendo que a continuação irá sair agora no segundo semestre nos EUA, fiquei ainda mais curiosa para saber como esse triângulo amoroso irá lidar com a fama e as consequências dela.

Se interessaram por Tocando as Estrelas?

Beijos 🙂

[RESENHA] A Rainha Vermelha – Victoria Aveyard

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ISBN: 9788565765695

Ano: 2015

Páginas: 419

Língua: Português

Editora: Editora Seguinte

Preço Médio: 34,90

Skoob / GoodReads

O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.

Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?

Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.

Livros que causam muito barulho na mídia me deixam, ao mesmo tempo, com o pé atrás e muito ansiosa para ler. Foi assim com todas as distopias teen dos últimos 5 anos e não poderia ser diferente com A Rainha Vermelha. Depois de semanas vendo praticamente todas as booktubers gringas falando sem parar sobre essa nova série, resolvi me jogar.

ATENÇÃO. A resenha pode conter spoiler. Avisados desde já.

Seguindo o molde de todas as distopias adolescentes, temos uma nova ordem mundial. De um lado temos os “Vermelhos”, que são os humanos normais, com sangue vermelho e que vivem em uma situação precária de pobreza, trabalho pesado e desigualdade. Do lado rico, temos os “Prateados” que são super-humanos com sangue prateado e poderes que os tornam imbatíveis. São ricos, poderosos e tornam as vidas dos Vermelhos um inferno, com trabalho quase escravo e uma guerra interminável.

Ao completar 18 anos, os jovens que não tiverem um emprego são mandados para a guerra e fim de papo. Seja menino ou menina, se você não tiver uma utilidade naquela sociedade vai ter que ir para o campo de batalha e rezar para sobreviver dia pós dia. Mare Barrow é um desses jovens sem futuro. Ela nunca foi muito boa na escola e não se encaixava em nenhuma função de aprendiz que a livrasse da vida militar, além de ser uma “mão leve” que rouba as pessoas para conseguir um pouco de dinheiro. Ao contrário de sua irmã mais nova, que é um talento para a costura, Mare sabe muito bem que seu destino é ir para o front de batalha e esperar o dia de morrer naquela guerra.

Por causa de um erro seu, a irmã de Mare perde o emprego de aprendiz e amarga a possibilidade de precisar se juntar ao exército do rei quando completar 18 anos, já que a chance de conseguir um novo tutor para ensiná-la uma nova profissão é baixíssima. Mare se sente culpa até o último fio de cabelo, claro. Mas sua sorte muda quando ela conhece um garoto um pouco mais velho que ela em uma noite.

O tal garoto a escuta se lamentar sobre seus problemas e como ela logo precisará deixar sua família por causa do serviço militar. Ele diz trabalhar no castelo e consegue ajuda-la ao conseguir um emprego lá também. No dia seguinte, Mare é levada para o castelo para começar a trabalhar como empregada lá, justamente no grande evento da monarquia: a seleção para a futura rainha de Norta.

É aí que o livro parece que vai dar uma de A Seleção da Kiera Cass, mas a diferença na hora de escolher a esposa do Príncipe Cal é que as candidatas não precisam desfilar suas belezas e sim suas habilidades. Como todo “Prateado” tem um poder, as garotas demonstram seus poderes em uma arena e a melhor irá se casar com Cal, juntando-se a ele na guerra para proteger o país. Duas coisas acontecem durante o evento: Mare descobre que o tal garoto que a ajudou conseguir o emprego na verdade é o Príncipe Cal e que ela tem poderes de “Prateado”.

Um “Vermelho” ter poderes de “Prateado” é algo inédito e todos os presentes mal conseguem acreditar quando veem Mare produzindo raios de eletricidade no meio da arena. Rapidamente o rei e a rainha de Norta tentam controlar a situação da melhor maneira, que obviamente é a que irá colocar Mare naquele mundo podre da elite “Prateado” para sustentar uma mentira.

Controlando os dedos para não dar mais spoiler nessa resenha, posso dizer que A Rainha Vermelha é claramente inspirado em diversos livros, mas tem sua própria identidade como história. Além de A Seleção, notei também uma referência a Jogos Vorazes com a semelhança entre Mare e Katniss. As duas têm personalidades bem fortes e são decididas apesar de estarem em um mundo que pessoas poderosas querem manipula-las. Inclusive, Mare é chamada de “garotinha elétrica” por causa de seu poder e na hora eu pensei em como Katniss é chamada de Garota Em Chamas.

Outra semelhança entre as duas é que Mare não precisa de um romance para ter importância na história, um dos pontos positivos no livro. Mare pode até ter seu príncipe prometido (o irmão mais novo de Cal, Maven) mas a autora pouco explorou o romance ou criou um triangulo amoroso que é massivamente relatado nas distopias jovem-adulto. Mais importante que estar entre dois garotos disposto a esquecer os laços sanguíneos por causa dela, é a verdadeira luta que cada personagem tem dentro daquele mundo.

E por último eu senti uma coisa meio Game of Thrones, umas vibe Cersei vindo da Rainha Elara. Mas não vou dizer muito para não estragar o livro ao revelar coisas importantes para desenrolar a trama, esse que me surpreendeu no grande plot twist que ocorre.

A Rainha Vermelha me deixou realmente satisfeita, pois eu senti que a autora não subestimou a capacidade intelectual do leitor ao encher linguiça com romance. O primeiro livro apresentou bem esse novo mundo e os personagens envolvidos, dando um nó na minha cabeça quando é revelado quem é o verdadeiro vilão dessa história. Tem a parte política que falou em A Seleção, tem uma personagem principal sem frescura e terminou da maneira que eu gosto: me deixando querendo logo saber o que vai acontecer.

Dá pra colocar o manuscrito de A Rainha Vermelha 2 na minha mesa amanhã, Victoria?

Resenha: Garoto Encontra Garoto – David Levithan

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ISBN: 9788501047779

Ano: 2014

Páginas: 240

Língua: Português

Editora: Galera Record

Preço médio: R$ 25,00

Ebook: R$ 16,15

Sinopse: Nesta mais que uma comédia romântica, Paul estuda em uma escola nada convencional. Líderes de torcida andam de moto, a rainha do baile é uma quarterback drag-queen, e a aliança entre gays e héteros ajudou os garotos héteros a aprenderem a dançar. Paul conhece Noah, o cara dos seus sonhos, mas estraga tudo de forma espetacular. E agora precisa vencer alguns desafios antes de reconquistá-lo: ajudar seu melhor amigo a lidar com os pais ultrarreligiosos que desaprovam sua orientação sexual, lidar com o fato de a sua melhor amiga estar namorando o maior babaca da escola… E, enfim, acreditar no amor o bastante para recuperar Noah!

Poderia ser mais um jovem-adulto sobre amor. A fórmula é a mesma: casal se conhece, se apaixonam, algo acontece para separá-los e passamos alguns capítulos sofrendo até que eles ficam juntos novamente. O grande diferencial de Garoto Encontra Garoto é justamente viver a mesma história de amor juvenil sob a perspectiva de um adolescente gay.

Paul vive em uma realidade bem diferente dos garotos gays de sua idade; ele é assumido e feliz. Seus pais o aceitam com todo amor do mundo, a escola em que ele estuda dá liberdade para que os alunos gays possam viver em paz, além de ser totalmente diferente em diversos aspectos. As líderes de torcida se apresentam em motos Harley Davidson. O quaterback do time é uma drag-queen que prefere atender pelo nome de Infinite Darlene e ocasionalmente os meninos heterossexuais se apaixonam por meninos.

Ele conhece Noah em uma livraria e descobre que ele é o novo aluno de sua escola, os dois se conectando logo de cara. Noah é o típico garoto com mente de artista, o que deixa Paul ainda mais apaixonado e pronto para se envolver com alguém depois do fim de um relacionamento nada legal. Mas é claro que nós temos que sofrer um pouco antes deles ficarem juntos “felizes para sempre”. Paul acaba cometendo um erro e machucando Noah, sendo obrigado a ralar para reconquistar sua confiança e amor, já que Noah também teve o coração partido pelo ex-namorado.

Como se não bastasse tem que correr atrás e provar para Noah que eles podem ser felizes, Paul ainda tem que ajudar Tony, seu amigo com pais extremamente religiosos que não aceitam que o filho é gay, e também precisa lidar o fato da melhor amiga Joni estar namorado o maior babaca preconceituoso da escola. É tanto problema na vida de Paul que a história poderia ser o mais dramática possível, mas é justamente o contrário.

Eu ainda não li os outros livros do autor (Todo Dia e Will & Will) mas definitivamente vou correr para conferi-los, pois David Levithan tem aquele jeito gostoso de escrever, sabe? Como John Green e Rainbow Rowell. Eles têm esse dom de falar sobre assuntos que são polêmicos e pesados de uma forma fofa, que te faz mais rir do que chorar. Em Garoto Encontra Garoto, ele faz arder aquela chaminha de esperança de um dia termos um mundo como o de Paul, onde os garotos gays possam viver em paz com sua orientação sexual e a sociedade seja o menos preconceituosa possível. O livro já tem mais de 10 anos e ainda assim não tivemos tantos avanços como os que David um dia imaginou para esses adolescentes que só querem ser felizes. Um quaterback que anda de salto-alto e maquiagem pelos corredores da escola ainda choca muito as pessoas e Infinite Darlene não teria essa liberdade toda para ser quem ela quer.

Porém, podemos viver um pouco nesse mundo ideal na história de David Levithan. Lá, Paul não precisa lutar contra os pais para viver da maneira que deseja e tem um trecho em que ele e Tony estão conversando que mostra exatamente como ele tem sorte:

“Quando conheci você, não podia acreditar que alguém como você pudesse existir, e nem que uma cidade como a sua pudesse existir. Eu achava que entendia as coisas. Pensava que acordaria todas as manhãs com um segredo e iria dormir todas as noites com o mesmo segredo. Achava que minha vida só começaria quando eu estivesse longe daqui. Sentia que tinha descoberto uma coisa sobre mim cedo demais, e que não havia nada que eu pudesse fazer para reverter a verdade. E eu queria reverter, Paul. Aí, conheci você na cidade e no trem, e de repente pareceu que uma porta foi aberta. Vi que não podia viver como vinha vivendo, porque agora havia outra maneira de levar a vida. E parte de mim amou isso. E parte de mim odeia. Parte de mim, essa parte escura e apavorada, deseja que eu jamais tivesse descoberto como poderia ser. Não tenho a coragem que você tem…”

É exatamente isso que Garoto Encontra Garoto traz para o leitor; uma porta aberta. Para aqueles garotos que descobriram essa tal verdade cedo demais como Tony e tem medo, sabem que não serão aceitos pelos pais e sociedade. Que vão pegar esse livro e se agarrar a essa esperança que o autor passa através de uma história tão simples e que tantas outras vezes contadas de forma diferente, mas com a mesma intenção.

É apenas um garoto que conheceu um garoto, se apaixonaram e vão lutar por esse amor. Como não amar, hein?

Beijos 🙂

Resenha: A Playlist de Hayden – Michelle Falkoff

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ISBN: 9788581637044

Ano: 2015

Páginas: 288

Língua: Português

Editora: Novo Conceito

Preço médio: R$ 34,90

Sinopse: Depois da morte de seu amigo, Sam parece um fantasma vagando pelos corredores da escola o que não é muito diferente de antes. Ele sabe que tem que aceitar o que Hayden fez, mas se culpa pelo que aconteceu e não consegue mudar o que sente

Enquanto ouve música por música da lista deixada por Hayden, Sam tenta descobrir o que exatamente aconteceu naquela noite. E, quanto mais ele ouve e reflete sobre o passado, mais segredos descobre sobre seu amigo e sobre a vida que ele levava.

Eu sempre me pergunto o que faria caso um amigo morresse sem eu esperar. Que tipo de dor iria sentar, como eu iria reagir a notícia, o que seria de minha vida depois. A gente nunca quer perder alguém querido, quanto mais de uma forma tão brusca como o suicídio.

Sam teve que passar por isso quando encontrou o melhor amigo, Hayden, morto. Hayden decidiu tirar a própria vida com uma mistura de comprimidos com bebida e pegou sua família e seu único amigo de surpresa. O que aconteceu para aquele garoto tomar essa atitude? Essa era a grande pergunta que aparentemente não tinha resposta.

A única “dica” que Hayden deixou foi uma playlist no iPod e um bilhete para Sam dizendo que ele iria encontrar as respostas nas músicas. Composta por músicas extremamente depressivas e de bandas que ambos curtiam, Sam passa a escutar fervorosamente a playlist em busca de alguma pista que o faça entender a escolha do amigo. Mas ao invés de encontrar as respostas que queria, Sam descobre que o amigo tinha mais segredos do que ele imaginava.

Hayden foi um garoto tímido que sofria bullying junto com seu melhor amigo, sendo uma das principais vítimas do Trio de Valentões; grupo que seu irmão mais velho fazia parte com mais dois babacas da escola. Além do mais, Hayden era diversas vezes repreendido pelos professores por não conseguir se concentrar nas aulas ou responder as provas de forma nada convencional, reflexo da dislexia que tinha e não tratava. Seus pais não compreendiam isso e praticamente maltratavam o filho, achando que ele era desleixado e não teria futuro algum. Hayden também acreditava nisso, o que fez Sam questionar se esse foi o motivo para ele colocar um fim em sua vida tão cedo.

Novas pistas vão surgindo conforme Sam escuta a playlist, acessa o computador do amigo que a mãe de Hayden lhe dá, principalmente quando conhece Astrid. Sam nunca imaginou que Hayden fosse amigo dela e se vê ainda mais perdido em relação ao amigo, achando que não o conhecia tão bem assim. Mas Astrid irá ajuda-lo não só a entender o amigo como também a superar aquela perda tão difícil.

É um livro que, por ter temas tão pesados, passa a ideia de que será uma história triste e dramática ao extremo. Ao contrário. A autora consegue tratar desses assuntos de uma forma que te deixa até mesmo confortável para falar sobre morte e suicídio. Não deixa de ser um livro com uma premissa tensa, porém, é um sofrimento que dá pra aguentar e te faz refletir bastante.

Questões como, até que ponto as brincadeiras comuns entre adolescentes e o bullying passa de algo “simples” para o estopim que leva um garoto a tirar a própria vida ou a dificuldade que muitas pessoas têm de aceitar que dislexia é uma doença séria, tornam esse livro jovem-adulto um dos mais interessantes que li. É maduro, mas cheio de inocência. Quem nunca se viu surpreso por descobrir que não conhecia tão bem assim a pessoa que convivia diariamente? Hayden tinha seus segredos e infelizmente Sam só os descobriu depois que o amigo se foi.

E a playlist contém muitas bandas que eu adoro, então eu meio que ficava com as músicas de cada capítulo na cabeça enquanto o lia. Recomendo não só o livro como as canções citadas.