Resenha: The Enticement, Tara Sue Me (Série A Submissa #4)

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Sinopse: Limites foram feitos para ser ultrapassados.

Abby West tem tudo o que sempre quis: uma família, uma carreira em crescimento e um marido sexy e dominante que realiza  todos os seus desejos e necessidades. Mas enquanto sua vida fora do quarto começa a tornar agitada, os comandos de seu Mestre começam a se tornar mais extremos quando estão entre quatro paredes. Abby não compreende muito bem a necessidade excessiva de controle de Nathaniel, mas não consegue negar a maneira deliciosa que seu corpo reage a estas demandas. 

Entre a relutância de Abby e os comandos inflexíveis de Nathaniel, o delicado balanço entre o poder do relacionamento D/s ameaça mudar. Quando uma grande tensão se mescla com um forte desejo, eles vão ter que encontrar o equilíbrio para que o que construíram não se quebre. 

Quando a Tara Sue Me anunciou que a Trilogia de A Submissa na verdade seria uma série eu quase surtei. Quem acompanha o blog e o nosso canal, ou simplesmente me conhece sabe como sou fã do seu trabalho e completamente apaixonada pelo casal.

Mas aí, cerca de uma semana antes do lançamento de The Enticement, ela explicou o motivo de dar continuidade a história dos dois: A vida de um casal não acaba com o casamento, apenas começa. Obviamente não pude deixar de concordar com ela. Quem é casada(o) ou mora junto a gente bem sabe. Fora que a maioria dos livros e séries acabam justamente quando os personagens se casam. É como se juntar as escovas de dentes fechasse suas histórias com chave de ouro. Não é assim na vida real e também não é assim nos livros da Tara.

E é este o cenário que temos neste 4 volume da série. Abby e Nate estão casados, já tem dois filhos. Ele continua tocando sua empresa e ela, depois de se realizar profissionalmente com seus projetos na biblioteca, resolve se dedicar a família.

As mudanças na rotina, os cuidados redobrados de continuarem mantendo tudo sempre balanceado é complicado para qualquer casal, e mais uma vez eu adoro como a Tara demonstra isso com simplicidade e sem dramas. Melhor ainda, como ela demonstra que amadureceu sua escrita junto com a história dos dois.

Obviamente nem tudo são flores. E o que ambos sentem mais falta é de ter tempo para se dedicarem a sua vida de Dominante e Submissa. Lembro de um capítulo extra que ela escreveu anos atrás e colocou para ser comprado durante uma campanha de arrecadação de fundos para doação onde o casal ainda não tinha tido filhos, mas estava disposto a levar o jogo mais à diante. Neste capítulo tinham elementos que depois seriam incorporados na Novella The Challet, que conta a história do casamento e claro, foca na lua de mel dos dois, e de serem Submissa e Dominante por uma semana inteira. Foi um capítulo onde o amor dos dois transbordou, mesmo com as pequenas dificuldades que tiveram, mas ainda assim, era curto demais para mostrar tudo o que ocorre no livro.

Como comentei da maturidade da escrita da Tara estar ligada ao amadurecimento do casal, se permita aproveitar uma leitura que vai te tirar da zona de conforto. Bem, ao menos a minha e de algumas conhecidas, ela conseguiu fazer a mágica acontecer.

A Tara explora elementos novos. No lugar da Abby continuar escrevendo em seu diário, ela agora tem um blog que está fazendo sucesso. Lá ela compartilha sobre sua vida e suas experiências como submissa e esposa, algo que é relativamente comum nos dias de hoje. O Tumblr mesmo é cheio de blogs com mulheres que compartilham o seu dia-dia. A diferença é que o blog de Abby começa a se tornar extremamente conhecido e ela recebe uma proposta que nem mesmo Nate permitiria que ela negasse. Mas até que ponto a sua dedicação ao blog vai ser saudável?

Me vi louca para ler os posts escritos pela Abby! Especialmente de algumas cenas que ocorrem no decorrer do livro.

Ainda sobre elementos novos, vamos ver os dois jogando por uma semana inteira. Já tem algum tempo desde que tiveram a oportunidade de jogar por um longo período. Por mais apelativo que pareça, também pode ser perigoso para a relação dos dois. Esta semana está recheada com boas conversas, com antecipação. Com cenas quentes e também totalmente diferentes do que esperava.

São cenas tão bem construídas que confesso que no início da leitura me senti um pouco constrangida. Isso não é algo que costuma acontecer. Mas não foi um constrangimento ruim, foi mais para um frio na barriga por não saber exatamente como aquilo iria acabar. São cenas tão bem pensadas e executadas que logo me vi querendo ler mais. Querendo saber até onde seriam capaz de ir. Mas uma vez senti como Voyer vendo a relação dos dois dar mais um passo, mas dessa vez fui pega completamente desprevenida. E amei cada pedacinho disso.

Se prepare para uma montanha russa de emoções durante a leitura. Existe o casal amoroso, os pais e amigos carinhosos e o Dominante provocando os limites de sua Submissa. Momentos de tensão, de ciúmes e de medo. E é isso que me faz amar tanto este casal. Não são perfeitos, mas estão sempre se esforçando para encontrar o equilíbrio. Existe também o Dominante e a Submissa que ajudam casais como foram ajudados. Adorei saber que mesmo eles não sendo perfeitos e estando cientes disso possam ajudar outros casais.

E falando em casais, se você ainda não leu Seduced by Fire, pelo amor de meu santo Deus, leia ele primeiro. Foi uma surpresa maravilhosa quando vi que os personagens das duas séries se mesclaram neste momento tão importante do relacionamento de Abby e Nate. Caso queira ver a resenha que fiz em vídeo para o Seduced By Fire, é só clicar aqui. 

Por mim a Tara jamais iria parar de escrever sobre os dois. Mesmo tendo me apaixonado por Julie e Daniel, casal de Seduced by Fire, o primeiro livro da série Partners in Play, fiquei extremamente intrigada e torcendo DEMAIS por Jeff e Dena.

Vou encerrar por aqui, fazendo questão de dizer que o último paragrafo do último capítulo é um dos mais lindos e que traduzem bem o relacionamento dos dois, em todos os sentidos. Recomendando demais que todos leiam os livros da Tara. E que este volume, em especial, prova que quando um autor prolonga seu relacionamento com seus personagens, não significa que vamos ler apenas mais do mesmo. Neste caso, os leitores foram privilegiados mais uma vez com muito, muito mais.

 

XoXo

 

Série A Submissa – Resenha + Quotes

The-Submissive-Trilogy

Com toda certeza essa é uma das minhas séries eróticas favoritas. Se não A favorita. Como sempre, fiz uma resenha sem revelar muito da história, mas foi difícil, viu? É uma paixão tão grande… vocês nem imaginam.

“A Rosa vermelha sussurra paixão,
A rosa branca exala amor;
Oh, a rosa vermelha é um falcão,
A rosa branca a pomba em flor.
Mas lhe trago esse alvo botão
De pétalas a ruborizar;
Pois até no amor mais puro e doce
Há o desejo de seus lábios beijar”

O que sem duvida eu adoro é a forma como a gente se relaciona com os personagens. Eles são extremamente humanos como a gente. Ninguém é perfeito, o fato da mocinha não ter tanto dinheiro não abre espaço para um abismo entre ela e o seu par, ninguém manipula ou é manipulado. O que vejo nos livros é a evolução de um relacionamento onde os dois sabem o que querem e trabalham por isso juntos.

No inicio existem medos, desejos, sonhos. Mas que relacionamento não começa assim? O frio na barriga gostoso, a antecipação… O desejo de que os dias em que ficamos separados sejam preenchidos ou passem rápido para que o encontro ocorra mais uma vez.

Eu posso lhe dar prazer, Abgail. Um prazer que você nunca imaginou. – A Submissa. 

E sem duvida, algo que amo na escrita da Tara Sue Me é que ela apresenta personagens que não tem um trauma, ou uma personalidade com traços psicóticos. Infelizmente, como gosto de ler livros eróticos com tema BDSM, vivo vendo personagens com esse tipo de problema. Quanto mais eu pesquisei sobre o estilo de vida, mais eu vi como em alguns livros o relacionamento acaba sendo passado se forma errada. É um jogo onde 2 podem jogar – como qualquer outro. O fato de terem desejos considerados diferentes, não significa que ninguém é doente. Me irrito de verdade quando vejo esse tipo de coisa.

Gente normal do dia dia, lembrei a mim mesma. – O Treinamento

*

– Masmorra. Sala de jogos. A mesma coisa na verdade. 

– Gosto de como soa “sala de jogos.” – eu disse – Masmorra deve ter correntes, cordas e…

Ele ergueu uma sobrancelha.

– Tudo bem – admiti rindo. – É a mesma coisa, na verdade.  – O Treinamento 

Existe desejo, existe paixão. Cenas de sexo bem descritas que não deixam nada a se imaginar e ainda assim, não são chulas. Várias vezes me pego explicando isso para colegas, amigas e conhecidos: A leitura do erótico só vai valer à pena se você abrir sua mente. E nem todo erótico é um pornô de péssima qualidade. Cenas muito bem descritas podem ser super sensuais, assim como aquelas que deixam um pouco a cargo da imaginação do leitor.

Eu uso três tipos diferentes de espancamentos – disse ele, acariciando. – O primeiro é um espancamento erótico. É usado para o seu prazer, para excitar você. – A Submissa 

Existe medo também. O medo de errar, o medo de não ser o suficiente para aquele outro alguém que tanto se admira e se gosta. Se tem algo que também destaco nessa trilogia é o fato de sim, os personagens se completarem, mas não precisarem necessariamente agir como um sendo a outra banda da sua laranja. Acho a coisa mais linda quando o Nate fala que a Abby é o seu 1%.

Até então, Abby simbolizava para mim o um por cento que faltava. – O Dominanador

Em A Submissa e O Dominador a gente vê esse relacionamento intenso começar e passar por pequenas dificuldades. Mas o que é forte, prevalece. Como comentei no vídeo, rola um certo draminha no qual eu não curto muito – não é o mais obvio de todos no livro, vale destacar – pois acho um tanto bobo, apesar de entender que ele se encaixa bem com a história.

Ao contrário de meus sonhos, eu sabia que ela não estava realmente a casa, mas podia sentir. Eu a sentia em todo lugar – na cozinha, na sala de estar, no hall. Ela deixou a sua impressão em cada cômodo da minha casa – O Dominador

*

Na noite passada, eu tinha pensado que as lágrimas eram devido ao que sentiam por mim. Ou Talvez às emoções esmagadoras de sua muralha indo abaixo. Mas e se ele tivesse chorado porque soubesse o que faria horas depois? – A Submissa

A Tara Sue Me tem uma escrita super fluida. E acompanhar a evolução do relacionamento dos personagens sob o angulo 24/7 é intensamente delicioso. Apesar de ser um livro onde você vê os personagens conversando abertamente sobre tudo e descobrindo a melhor maneira de lidarem juntos com cada nova descoberta e adaptação. é fofo. Me peguei suspirando várias e várias vezes vendo como os dois se amam. Como fazem o que for possível para que o relacionamento dê certo. Seja como o empresário e a bibliotecária ou como o dominante e a submissa. As cenas são ainda mais quentes e tem ainda mais elementos BDSM. Eles jogam no playroom, existe preparação, antecipação. O desejo só vai ficando ainda maior e os dois vão descobrindo várias outras formas de brincar com ele. Também tem o lado da Aby fazer parte da comunidade, para valer.

– Sabe – Disse Jonah, interrompendo meus pensamentos – Faço parte de um grupo de submissos que se reúne uma vez por mês. Gostaria de ir à nossa próxima reunião? 

– Seria ótimo. – Falei – O que vocês fazem? – Era difícil imaginar um grupo de submissos, sentados e conversando, bem, sobre ser submissos. 

Ele se apoiou na mesa e cruzou os braços.

– Depende. Na reunião passada, um de nossos participantes contou sua receita de massa caseira de macarrão e todos tentamos preparar um pouco. – O Treinamento. 

Como eu disse e vou repetir, amo essa coisa de personagens gente como a gente. E amei ver como esse relacionamento passou por diferentes fases sem, no final das contas, deixar de mostrar o quanto que se gostam. O quanto que querem levar o relacionamento a sério, como querem continuar caminhando juntos. A série tem 6 livros e uma novela, sendo que já publicados, apenas os primeiros 3 livros que já tem a tradução aqui no brasil e a novela, “O Chalé” que conta sobre o casamento e a lua de mel dos dois. Os outros três livros vão ser publicados nos meses de Abril, julho e novembro de 2015.

Espero de verdade que se vc leu esse post e não conhece a série, corra para conferir. Pra mim, os livros são bem balanceados tendo detudo um pouco, não deixando o romance e as cenas eróticas a desejar.

– Está sentindo? – Perguntou ele e senti tudo: sua posse, seu domínio, sua proteção, seu amor. Ele. – O Treinamento

Corre logo na livraria e vai conferir essa série maravilhosa, vai!

XoXo