[RESENHA] TODOS OS NOSSOS ONTENS, CRISTIN TERRILL

Todos os nossos ontens

Ano: 2015
Páginas: 352
Língua: Português
Editora: Novo Conceito
Preço Médio: 29,90

Sinopse: O que um governo poderia fazer se pudesse viajar no tempo?
Quem ele poderia destruir antes mesmo que houvesse alguém que se rebelasse?
Quais alianças poderiam ser quebradas antes mesmo de acontecerem?
Em um futuro não tão distante, a vida como a conhecemos se foi, juntamente com nossa liberdade. Bombas estão sendo lançadas por agências administradas pelo governo para que a nação perceba quão fraca é. As pessoas não podem viajar, não podem nem mesmo atravessar a rua sem serem questionadas. O que causou isso? Algo que nunca deveria ter sido tratado com irresponsabilidade: o tempo. O tempo não é linear, nem algo que continua a funcionar. Ele tem leis, e se você quebrá-las, ele apagará você; o tempo em que estava continuará a seguir em frente, como se você nunca tivesse existido e tudo vai acontecer de novo, a menos que você interfira e tente mudá-lo…

 

Já imaginou poder voltar no tempo e corrigir tudo? Mas a que preço?

Todos Os Nossos Ontens, vem levantar essas e muitas outras questões.

Para os amantes desse gênero, assim como eu, este livro vem com uma abordagem, desafiadora e empolgante. A leitura me prendeu o suficiente e ainda fiquei querendo mais.

Mesmo sendo um livro de 352 paginas, ficaram muitos assuntos que foram sitados brevemente, o que me deixou frustrada. Mas independente de tudo isso o tema é incrível e a escrita maravilhosa, os personagens são encantadores e tudo casa muito bem.

O livro se passa no futuro, onde a personagem descobre que precisa voltar no tempo para corrigir o passado, e para isso ela precisa voltar muito antes de tudo acontecer, e isso da um mistério ao livro, já que os personagens vão sendo revelados aos poucos e temos breves pinceladas do motivo que causou tudo isso, mas como uma fã incondicional de distopia e ficção, não pude deixar de desejar que a história fosse narrada na época em que tudo aconteceu, pois parece ser muito mais empolgante.

Já que vai sendo contado pequenas partes do que realmente aconteceu, fica um pouco vago, não me entenda mal, pois tem muita ação e muita ficção, mas o foco principal me pareceu o romance.

Minha opinião sobre os personagens mudaram constantemente, odiei e amei um certo personagem, o que deixou o livro ainda mais apaixonante.

Dormir e acordei pensando na história e querendo voltar a ler e saber onde tudo ia acabar.

Não dá para falar muito sem soltar spoiler, então leiam sem medo!

 

Dica: Se você não gosta de spoiler, então não leia a sinopse que vem na orelha do livro. Não é bem um spoiler, mas da para ter uma ideia do que vai acontecer antes da hora.

[Resenha] Preciso do seu amor, Bella André

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ISBN: 9788581637655

Ano: 2015

Páginas: 320

Língua: Português

Editora: Novo Conceito

Preço Médio: 25,00

Sinopse: A bem-sucedida corretora de imóveis de Seattle, Mia Sullivan, não é nada boba… A não ser naquela única semana em que entregou seu coração a um músico sensual, que não lhe deu nada em troca além de dias e noites perfeitas em sua cama. Apesar de ter jurado que nunca mais o veria, ele foi o único homem de quem não conseguiu se esquecer. Um dos roqueiros mais desejados do mundo, Ford Vincent pode ter a mulher que quiser… exceto Mia Sullivan. Agora ele sabe que as milhares de fãs que cantam suas músicas não podem preencher o seu vazio. Só o amor de Mia tem esse poder – então, ele jura fazer tudo o que for preciso para conquistar o coração dela novamente. Depois de um reencontro, uma atração intensa surge entre eles. Será que, finalmente, Mia e Ford irão descobrir um amor forte o suficiente para durar para sempre?

Falar dos livros da Bella Andre é sempre muito fácil pra mim. Ainda não li um que não gostasse e todos eles, mesmo lendo fora de ordem, são maravilhosos.

Para quem gosta de um romance um pouco mais quente e curte, claro, aquele draminha de leve e personagens divertidos, sério, pare para ler um dos livros dela. Sei que existe um certo preconceito pelos seus livros serem classificados como sessão da tarde, mas gente!!! Todo livro tem que ser extremamente cabeça e passar uma puta de uma lição de vida que vai te fazer ficar remoendo por aquilo? Além disso, é por um livro ser best seller que ele perde não só seu selo de qualidade, mas também sua mensagem?

Eu gosto muito dos protagonistas masculinos dela, mas as mulheres… ai ai. Acho que ela sempre consegue aproveitar muito mais o que ocorre ao redor quando a protagonista é feminina! E a Mia? ela é apaixonante! Tanto é que o Ford vai ter que conquistar o seu coração.

Mia é uma mulher que leva uma vida tranquila, é corretora de imoveis e certa vez, abriu seu coração para o músico que a levou a loucura por dias e noites. Ela sabia que aquela relação tinha data de vencimento, então procurou tocar sua vida a diante. Já o Ford, não consegue de fato seguir em frente assim. Sempre tem algo que acaba causando um vazio e é quando a produção de um filme sobre sua carreira e sua influencia como música começa de fato que ele compreende. Mesmo com tantas garotas aos seus pés, ele não demora a entender que a Mia é a mulher de sua vida.
É gostoso ver que ele vai atrás dela e não desiste. E entender como os dois ainda estão sentindo os efeitos do termino de uma relação relâmpago tantos anos antes te faz sofrer junto com eles. A Bella Andre sempre tenta levantar valores familiares, prega a união, o amor como algo absoluto e enquanto alguns acham isso piegas, acredito que combina demais com a linha de trabalho dela.

Do começo ao fim, é difícil de largar o livro. É complicado você conseguir largar e ficar sem saber o que vai acontecer no próximo capítulo e é gratificante quando as coisas começam a tomar forma de verdade.

Para quem curte romances, Preciso do seu amor é uma pedida maravilhosa!!!

XoXo

[RESENHA] Zac e Mia, A. J. Betts

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ISBN: 9788581637716

Ano: 2015

Páginas: 288

Língua: Português

Editora: Novo Conceito

Preço Médio: 22,00

Sinopse:A última pessoa que Zac esperava encontrar em seu quarto de hospital era uma garota como Mia – bonita, irritante, mal-humorada e com um gosto musical duvidoso.
No mundo real, ele nunca poderia ser amigo de uma pessoa como ela.
Mas no hospital as regras são diferentes. Uma batida na parede do seu quarto se transforma em uma amizade surpreendente.
Será que Mia precisa de Zac? Será que Zac precisa de Mia? Será que eles precisam tanto um do outro?
Contada sob a perspectiva de ambos, Zac e Mia é a história tocante de dois adolescentes comuns em circunstâncias extraordinárias.

A primeira coisa que me chamou atenção é que apesar de ser um siclit, Zac e Mia tem uma capa de cor amarela. É vibrante na medida, e combina extremamente com o livro.

Logo nas primeiras páginas me peguei envolvida. Não foi um livro que me arrancou lágrimas. Alias, foi uma leitura que apesar de um pano de fundo triste, foi muito gostosa. Não, apesar do tema semelhante, não estamos falando de um livro parecido com A culpa é das estrelas. Vi que algumas pessoas fizeram a comparação, mas até o humor é diferente. É mais doce, é mais leve.

Zac conhece a Mia por estar internado no hospital. Ele está lutando bravamente contra sua doença, mas por mais exemplar que seja, e mais otimista que seja, os resultados fazem com que se sinta ansioso. Ele é o típico observador do meio copo cheio. É amistoso, amoroso e carinhoso. Sabe de sua situação e que existem outras pessoas em situações tanto melhores quanto piores. Já a Mia é explosiva. Consegui me identificar melhor com ela. Ainda mais em sua situação. É difícil, na verdade, você não sentir as angustias deles.

A autora conseguiu passar muito bem todas as angustias, os medos e também as alegrias dos personagens. A escrita dele é bem leve, você vai lendo e nem sente o tempo passar. No final de cada capítulo você fica ainda mais curioso, preso e querendo saber mais e sem a certeza do que realmente está por vir. Quando acabei o livro fiquei satisfeita com a leitura como um todo. O livro tem um bom ritmo e muito mais que uma grande paixão adolescente, retrata uma bela amizade e a descoberta do amor. E esse é o ponto mais forte. Fora que também achei que a autora, assim como o Sr Green, tem um dialogo sincero e sem tantas frescuras sobre adolescentes com câncer. Na verdade, justamente pelo cenário em que se encontram, achei que ela conseguiu aprofundar mais sem deixar piegas.

Apesar de um tema que quem não é muito chegado em drama ficaria apreensivo, Zac e Mia é uma leitura leve e divertida, realmente fofa e por isso mesmo recomendada!

XoXo

[RESENHA] 172 horas na lua, Johan Harstad

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ISBN: 9788581637099

Ano: 2015

Páginas: 288

Língua: Português

Editora: Novo Conceito

Preço Médio: 25,90

 

Sinopse: O ano é 2018. Quase cinco décadas desde que o homem pisou na Lua pela primeira vez.
Três adolescentes comuns vencem um sorteio mundial promovido pela NASA. Eles vão passar uma semana na base lunar DARLAH 2 – um lugar que, até então, só era conhecido pelos altos funcionários do governo americano.
Mia, Midore e Antoine se consideram os jovens mais sortudos do mundo. Mal sabem eles que a NASA tinha motivos para não ter enviando mais ninguém à Lua.
Eventos inexplicáveis e experiências fora do comum começam a acontecer…
Prepara-se para a contagem regressiva.

Essa foi uma leitura que eu tava bem ansiosa para fazer. A gringaiada vivia surtando e as reviews sem spoiler que eu li e assisti realmente fazem juz ao livro. Pena que por conta da expectativa que criei a leitura talvez não tenha sido tão mindblowing como eu esperava.

Não, calma. O livro continua sendo incrível. E não se engane: ao ler, você vai sentir agonia, aflição, querer correr ou arrancar alguns dos personagens ali de dentro. Mesmo não superando minhas expectativas isso não significa que o livro não é bom. Ele é bem escrito, bem estruturado, o autor tem bom timing e a Novo Conceito arrasou na edição – não conheço detalhes da americana – mas o cuidado com a tradução, a diagramação e as imagens no livro são fantásticas. Sei que sou suspeita para falar sobre livros com páginas pretas, mas a edição está muito linda!

Em 2018 – ou seja, não tão distante do ano atual – a NASA não está com a melhor credibilidade. Ela resolve criar uma nova expedição até a lua e surpreende o mundo com um sorteio onde jovens, adolescentes de até 18 anos podem se inscrever. 3 sortudos vão ser escolhidos e vão passar 172 horas na estação DARLAH 2 e tem alumas tarefas para desenvolver.

Esses 3 jovens são completamente diferentes um dos outros. A grande protagonista, Mia, tem 16 anos e tem uma banda. Ela vê que essa viagem pode alavancar o nome de sua banda mundialmente. Antonie é o mais velho dos 3 e tem o coração machucado. Para ele, essa mudança de ares pode ser exatamente o que precisa para superar o que teve com a ex. Por ultimo temos Midori, uma das personagens que mais me cativou. Ela quer ter a chance de viver em outro país.

Cada um é de um país, uma cultura e tem vivências muito diferentes. Será que esse sorteio foi mesmo a melhor maneira de escolher aqueles que vão desenvolver juntos as missões na DARLAH 2? Só com esse detalhe já fiquei um tanto agoniada. Os povs da Mia são os que mais aparecem, e do sorteio em diante, é difícil largar o livro.

São muitas coisas que acontecem ao mesmo tempo e quando você pensa que vai dar uma respirada… BOOM de novo! Mesmo quando você acaba o livro, você se pega pensando bastante nele. Uma coisa que achei bem interessante e não consegui deixar de fazer a ligação foram as quedas de energia. Como assisti Ex Machina no mês passado, foi difícil não lembrar do que rola com o filme e tentar relacionar… mesmo que… bem, nada de spoilers. Agora é a minha vez de ver pessoas vibrando e agoniadas, gritando por aí!

Para 2015, 172 na lua é leitura juvenil obrigatória!

XoXo

[RESENHA] O Álbum, Timothy Lewis

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ISBN: 13: 9788581637365

Ano: 2015

Páginas: 240

Língua: Português

Editora: Novo Conceito

Preço Médio: R$ 25,00

Para Adam, negociante de objetos usados, a casa de Gabe Alexander é apenas uma propriedade que será esvaziada e vendida pelo maior lance. Entretanto, em meio às prateleiras repletas de relíquias, um álbum antigo atrai sua atenção. Nele há cartões-postais amarelados pelo tempo, escritos ao longo de 60 anos. Intrigado, Adam começa a lê-los: eles estão cheios de frases românticas e delicadas, as provas do amor incondicional entre Gabe e Pearl Alexander.

Gabe cuidava para que um cartão chegasse às mãos de Pearl todas as sextas-feiras. Cada um deles possui não apenas um poema, mas verdades preciosas sobre o cotidiano de um casal que viveu um sonho. A soma de todas essas verdades talvez responda perguntas que Adam se faz há muito tempo.

Em O Álbum, confesso que a leitura não fluiu. A trama é algo que imaginava que iria me envolver por completo – me lembrou certas tramas do Sparks – mas apesar de bem construída e bem apresentada, infelizmente não me fisgou. Talvez o excesso de romance do livro tenha me deixando um tanto… boring.

Acho que quem gosta muito de ler infelizmente passa por isso de vez em quanto. O livro tem tudo para ser seu número, quando na verdade a gente acaba notando que não é bem assim. É bem frustrante, e, no meu caso, a questão foi não conseguir me importar com alguns dos personagens. Isso me frustra em um nível que jamais vou conseguir mensurar. Como disse é frustrante, afinal, se você não consegue se importar com o personagem, se ligar a ele, como é que você vai se ligar de fato ao que está ocorrendo naquelas páginas? O fato de não me identificar com os personagens não me faz cega – a trama é interessante e bem construída. Só não consigo, de fato, aproveitar como o autor merece.

E, para encerrar esse post, indico o livro para quem curte um romance leve. Sim, indico. O fato de não ter funcionado para mim, não significa que não pode funcionar para você. Além disso, não foi uma leitura ruim a ponto de virar um “Vixe MARIA”. Depois do meu pequeno grandioso trauma no ano passado com a tal trilogia, venho tomando cada vez mais cuidado para que a leitura seja ruim, mas não se torne um pequeno trauma. rsrsrs

Imagino que essa minha resenha não tenha sido encorajadora, mas para quem nos conhece, sabe que aqui no Blog a gente sempre divide as nossas experiências, sejam boas ou ruins com vocês.

Bem, acredito que é isso.

XoXo

[RESENHA] Neve na Primavera, Sarah Jio

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ISBN: 9788581637211

Ano: 2015

Páginas: 336

Língua: Português

Editora: Novo Conceito

Preço Médio: 24,00

 

Sinopse: Seattle, 1933. Vera Ray dá um beijo no pequeno Daniel e, mesmo contrariada, sai para trabalhar. Ela odeia o turno da noite, mas o emprego de camareira no hotel garante o sustento de seu filho. Na manhã seguinte, o dia 2 de maio, uma nevasca desaba sobre a cidade. Vera se apressa para chegar em casa antes de Daniel acordar, mas encontra vazia a cama do menino. O ursinho de pelúcia está jogado na rua, esquecido sobre a neve.
Na Seattle do nosso tempo, a repórter Claire Aldridge é despertada por uma tempestade de neve fora de época. O dia é 2 de maio. Designada para escrever sobre esse fenômeno, que acontece pela segunda vez em setenta anos, Claire se interessa pelo caso do desaparecimento de Daniel Ray, que permanece sem solução, e promete a si mesma chegar à verdade. Ela descobrirá, também, que está mais próxima de Vera do que imaginava.

Esse é o meu primeiro contato com a autora Sarah Jio. Nunca tinha se quer ouvido falar sobre ela e seus trabalhos, o que no final me faz pensar se mesmo com meta, eu não ando negligenciando conhecer novos autores.

Digo isso pelo fato de ter gostado muito de sua escrita. Mesmo demorando para pegar o ritmo do livro, quando me envolvi, foi tão seriamente que não notei o tempo passar.

Falando em tempo, a história é contada por duas protagonistas que vivem em Seattle, porém uma em tempos atuais, a Claire, e outra que viveu nos anos 30, a Vera. Um fato em comum liga as duas. Além de serem de Seattle, no dia 2 de Maio de 2010 ocorre uma nevasca fora de época e exatamente a mesma coisa ocorre no dia 2 de Maio do ano de 1933.

Os capítulos vão variando entre cada protagonista e por ser em primeira pessoa, a gente tem uma noção do que cada uma está passando. Clarie é jornalista e tem que escrever sobre essa coincidência e acaba descobrindo sobre o desaparecimento do Daniel durante a nevasca de 33 e nunca mais fora encontrado. Como boa jornalista, ela vai investigar essa história do começo ao fim.

No começo, como disse, demorei um pouco para provavelmente pegar o ritmo por conta das mudanças. Cada ponto de vista é bastante íntimo. Os personagens são bem construídos, a história é bem contada e desenvolvida. Ponto extremamente positivo para o livro, pois ele mostra mulheres fortes, focadas em seus objetivos. É uma história sobre superação, sobre medo, sobre perda e que mesmo mostrando situações ruins, pessoas ruins, todos os personagens são extremamente humanos.

Foi uma leitura muito gostosa para um domingão de muita chuva. Terminei a leitura feliz e satisfeita.

XoXo

[Resenha] A lista, Cecelia Ahern

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ISBN: 9788581636832

Ano: 2015

Páginas: 384

Língua: Português

Editora: Novo Conceito

Preço Médio: 29,00

Sinopse: Kitty Logan tem 32 anos e aos poucos está perdendo tudo o que conquistou: sua carreira está arruinada; seu namorado a deixou sem um motivo aparente; seu melhor amigo está decepcionado com ela; e o principal: sua confidente e mentora está gravemente doente. Antes de morrer, Constance deixa um mistério nas mãos de Kitty que pode ser a chave para sua mudança de vida: uma relação de nomes de pessoas desconhecidas. É com base neles que Kitty deverá escrever a melhor matéria de sua carreira. Quando começa a ouvir o que aquelas pessoas têm a dizer, Kitty aos poucos descobre as conexões entre suas histórias de vida e compreende por que foi escolhida para dar voz a elas.

Cecelia Ahern é uma autora que escreveu uma das histórias que marcou muita gente: Ps: Eu te amo.  Pois é, alerta de lencinhos no ar!

A Kitty não está no seu melhor momento em sua vida. Seja como profissional ou pessoal, tudo está de cabeça para baixo. Ela perdeu sua melhor amiga e mentora para o câncer, e acaba pagando muito caro por ter acusado um homem que no final das contas era inocente. Ele a processa e ganha, e seu trabalho como jornalista é questionado.

Suspensa de um dos seus trabalhos, Kitty acaba ganhando uma missão que vai servir não só para homenagear a amiga que faleceu, mas também para desvendar o trabalho que ela iniciou, mas que não existe uma pauta que tenha sido realmente definida. A Kitty vai ser responsável por desvendar não apenas a lista com nomes, mas descobrir quem são aquelas pessoas para poder desenvolver a matéria. Ela acaba conseguindo ter contato com poucas pessoas da lista, mas tendo um tempo muito curto ela está certa de fazer valer o tempo conhecendo cada uma delas e tentando entender qual a ligação entre elas.

Gente… que livro lindo! A Cecelia consegue emocionar a cada pessoa que é conhecida e diferenciar cada uma delas. Foi um livro que assim como PS: Eu te amo, me prendeu, me deixou emocionada, me deixou um tanto irritada e intrigada… Adoro como ela consegue deixar todos os personagens tão reais… tipo, gente como a gente rs. É fácil de se relacionar, então a imersão se torna ainda mais intensa. Eu queria de verdade poder dizer muito mais sobre o livro, mas seria spoiler.

Foi um livro que me emocionou bastante e ver que Kitty estava amadurecendo aos poucos foi muito legal. Sabe aquele ditado de que sempre temos a oportunidade de crescer? Que por pior que estejam as coisas, que a gente pode sim melhorar, pode sim fazer mais? E que cada pessoa tem uma história para contar?

Pega um chazinho, os lencinhos e se senta para ler essa história linda. Só não recomendaria esse livro para ser uma leitura durante a TPM. kkkkk Eu realmente me emocionei, afinal, quem me conhece bem sabe como fico com histórias que tem amizade como ponto principal né? E apesar da protagonista começar a “trabalhar” na lista pela amiga, acaba descobrindo que está fazendo muito mais é por ela mesma!

Espero que tenham gostado da dica!

XoXo

Resenha – Fingindo, Cora Carmack

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ISBN: 9788581636665

Ano: 2015

Páginas: 336

Língua: Português

Editora: Novo Conceito

Preço médio: R$ 22,00

 

Sinopse: Meu nome é Cade Winston. Aluno de mestrado em belas-artes, voluntário, abraçador de mães e seu namorado pelas próximas vinte e quatro horas. Prazer em conhecê-la. Com seus cabelos cloridos, tatuagens e um namorado que combina com tudo isso, Max tem exatamente o estilo que seus pais mais desprezam… E eles nem sonham que a filha vive assim. Ela fica em apuros quando seus pais a visitam na faculdade e exigem conhecer o futuro genro. A solução que Max encontra para não ser desmascarada é pedir para um desconhecido se passar por seu namorado. Para Cade, a proposta veio em boa hora: é a chance que ele esperava para acabar com a sua fama de bom moço, que até hoje só serviu para atrapalhar sua vida. Um faz de conta com data marcada para terminar… E um casal por quem a gente vai adorar torcer. Fingindo vai seduzir você.
Caramba! Estou muito animada para fazer esse post, afinal, não é todo dia que eu leio um new adult tão leve.

Já tinha ouvido falar na autora, mas confesso que não me chamou atenção o suficiente. Eu não sei e sinceramente não entendo o motivo de ter tanto new adult cheio de personagens mega traumatizados. Desculpa sociedade, eu gosto de tudo um pouco, mas estava achando que o Sr Travis seria o único personagem de New Adult que eu realmente me sentiria apaixonada. Ok, tem outros que eu curto, mas O Travis é o Travis né? rsrsrs

De primeira tenho que elogiar a construção da Max. Amo protagonistas fortes, Não estou falando se personagens perfeitos, mas no contemporâneo é tão bacana ver que os personagens passam por uma montanha russa de emoções como a gente… Eu adorei o Cade também, mas a Max foi quem me cativou. Talvez por me identificar com ela no pequeno calo “expectativas dos pais”. Sério, quem nunca ouviu ou quem não tem um pai ou uma mãe que deseja o melhor para você e dá uma cantada do que você realmente deveria fazer?

“Fingir não me incomoda. – Talvez dizer aquilo em voz alta lhe conferisse um ar de verdade. – Não é nada de mais. Atuar é que eu faço.”

Adorei a forma como a Max corre atrás do que quer fazer, do que a faz feliz e como ela tem que lidar com a família dela. Mesmo que essa forma seja um tanto inusitada e atrapalhada.

O título já deixa bem claro o que devemos esperar, a capa também, e quanto mais esses dois acreditavam que estavam fingindo, mas eu pensava em como eles tinham que ficar juntos. O Cade é o bacanão, tranquilo… a Max é explosiva! Rebelde. Ou seja, eles acabam se completando… Devorei o livro todo em apenas um dia, feliz e satisfeita, querendo ler os outros livros da série também.

Espero de verdade que a experiencia com os outros seja tão bacana quanto esta. E você? Já leu Fingindo?

XoXo

Resenha: A Máquina de Contar histórias – Mauricio Gomyde

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Edição: 1

Editora: Novo conceito – Selo Novas Páginas

ISBN: 9788581635040

Páginas: 192

Preço médio: 20,00

Ebook: 15,19

Sinopse: Na noite em que o escritor best-seller Vinícius Becker lançou A Máquina de Contar Histórias , o novo romance e livro mais aguardado do ano, sua esposa Viviana faleceu sozinha num quarto de hospital. Odiado em casa por tantas ausências para cuidar da carreira literária, ele vê o chão se abrir sob seus pés. Sem o grande amor da sua vida, sem o carinho das filhas, sem amigos… O lugar pelo qual ele tanto lutou revela-se aquele em que nunca desejou estar. Vinícius teve o mundo nas mãos, e agora, sozinho, precisa se reinventar para reconquistar o amor das filhas e seu espaço no coração da família V. Uma história emocionante, cheia de significados entrelaçados pela literatura, mostrando que o amor de um pai, por mais dura que seja a situação, nunca morre nem se perde.

 

Confesso que já tinha lido um livro do Gomyde no ano passado. Minha experiencia com “Dias melhores para Sempre” foi deliciosa. Um livro que me emprestaram falando que eu deveria ler e ler logo. E assim foi feito.

Em a máquina de contar histórias o autor conseguiu me proporcional uma experiencia ainda mais incrível e rica. Já era um dos livros que estava em minha wishlist para a Bienal de SP, mas infelizmente não pude ir. Ps: a Jeu foi e conseguiu o dela autografado! Meta minha para a Bienal do Rio deste ano 😉

Como já comentei, este segundo contato com seu trabalho e ele conseguiu me deixar ainda mais emocionada. O livro é pequeno, curtinho. Livro que você lê em uma sentada, mas que te absorve de uma maneira mágica. Quando acaba, você passa horas ou até mesmo dias pensando na história. Acredito que todo mundo vai ter a chance de se identificar com o que ocorre. Seja por uma infeliz perda, ou por, em algum momento de sua vida precisar dar uma pausa e enxergar, não apenas ver, o que está a sua volta.

O Vinicius, protagonista do livro é um homem que conseguiu alcançar o sucesso como escritor. Mas em contraponto, apesar de estar extremamente bem em sua vida profissional, sua vida pessoal e familiar se torna quase inexistente. Desde meus tempos de escola escuto que precisamos ter sucesso profissional para ter uma real realização na vida. E a cada dia discordo ainda mais disso. Ter uma realização profissional é importante, mas será mesmo que o sucesso escancarado que vemos hoje em dia é fundamental?  Na realidade pergunto a você: O que é sucesso?

Costumo dizer muitas e muitas vezes que sucesso é uma palavra tão cheia de diferentes significados… E Vinicius se encaixa tão bem como a prova de que sucesso não é tudo. Ele é o autor aclamado, o lançamento de seu livro ‘A máquina de contar histórias’ é um estouro. Um livro que já era desejado desde muito antes de seu lançamento e mesmo assim, quando é apenas Vinicius, se vê completamente sozinho.

A notícia veio dilacerando o peito de Vinícius do jeito que ele jamais poderia ter descrito em uma de suas tantas histórias.

É enquanto tenta lidar com a perda de sua esposa para o câncer e começa a compreender que não conhece muito de suas duas filhas que Vinicius começa a entender que seu sucesso como autor gerou a sua ausência com as pessoas mais importantes de sua vida.

Sem o amor de sua vida, sem o carinho de suas filhas, sem amigos. Seu amor pela profissão é inegável, assim como o amor por sua família, mas ele precisa conquistá-lo e criar novos laços. Sua filha mais nova traz um conforto cômico, até por não compreender exatamente o que vem acontecendo, mas é com sua filha mais velha que ocorre o maior desafio. O peso de toda a responsabilidade de cuidar da irmã mais nova enquanto lidava com a mãe muito doente cai sob seus ombros enquanto o pai está se dedicando ao seu trabalho.

É caindo na estrada com as duas filhas que Vinicius tem a chance de recuperar seu posto de pai, o amor de suas filhas e de também compreender que apesar de amar o que faz, que é muito metódico. Que escrevia histórias cheias de sentimentos e significados quando na realidade mais parecia estar aplicando formulas.

O melhor é ele saber que pode não simplesmente mudar aquela situação, mas aprender e evoluir ainda mais como homem, como pai e como profissional. Apesar da perda que todos sofreram, que a família V ainda pode existir e ser unida e isso vai beneficiar a todos.

Enfim, recomendo o livro a todos. E esta vai ser uma daquelas histórias atemporais, apesar de trazer um tema tão atual sobre trabalhar demais,  ter que fazer sucesso demais perante padrões impostos para poder acreditar que deu certo. Estou em uma super torcida para que essa nova geração de profissionais que vem se formando veja que é importante se dedicar e trabalhar com o que ama, mas que não deve se focar apenas nisso. Que realização profissional tem que andar ao lado com sua realização pessoal. Que não importa com o que você trabalhe, que possa fazer por realmente amar.

A Máquina de contar histórias te faz pensar sobre um montão de coisas. E refletir, desejar ser uma pessoa melhor. Ao menos, esses foram alguns dos sentimentos que o livro despertou em mim.

Aquele foi o caminho trilhado, mas o que viria a seguir? Pouco importava, estradas sempre mudam. Os três só tinham uma certeza: aquela havia sido a jornada mais perfeita que jamais poderiam ter vivido…

Então aproveitando a vibe deliciosa que o livro proporciona pra gente, que tal tirar um tempinho para conversar, visitar e ouvir as pessoas maravilhosas que você tem ao seu lado?

XoXo