[resenha] Memorandom, Anders de La Motte

timthumb

Ano: 2016
Páginas: 448
Língua: Português
Editora: Record
Preço Médio: 35,00

Sinopse: Um policial que investiga o próprio passado. Um criminoso que busca a verdade sobre a morte do irmão. E um ministro da justiça que tem tudo a perder. David Sarac é um policial da Divisão de Inteligência da polícia de Estocolmo. Ele identifica, recruta e gerencia informantes, uma função crucial para o combate ao crime e na qual ele se destaca. Muito disso se deve ao seu informante de alto nível, Jano, inserido de forma estratégica nas organizações criminosas. No entanto, durante uma perseguição de carro, David tem um derrame e sofre uma colisão violenta dentro de um túnel. Ao acordar no hospital algumas semanas depois, ele não se lembra de nada dos últimos dois anos de sua vida, nem mesmo da identidade de seu mais proeminente informante. Muitas mortes ocorrem, todas elas relacionadas a Jano de alguma forma. Agora, David precisa correr contra o tempo para recuperar suas memórias e o contato com o informante antes que ele próprio se torne a próxima vítima.

Não tive sorte com livros policiais este ano. Tanto é que, sem dúvida alguma vou dar uma pausa com o gênero por um tempo. Infelizmente, mais um livro que tinha tudo para ser fantástico se tornou uma leitura lenta e enfadonha.

Anders de La Motte já trabalhou como policial. Toda a bagagem que ele tem poderia ser fantástica se não fosse pelo excesso. As cenas são muito longas, tudo detalhados demais e soa exagerado e grandioso demais, quando na verdade é bem mais simples. Um ponto positivo para o livro fica em sua organização: Temos três personagens em foco e a escrita em terceira pessoa, então fica mais simples de compreender tudo o que o autor repassa para o leitor. Em vários momentos somos tão bombardeados de infirmações que ficamos cansados.

O livro também é bastante lento. Tem seus bons momentos, mas de modo geral é bastante lento e não me prendeu.

Conclui a leitura intercalando com outros livros, pois não consegui que o livro me prendesse para que fosse uma leitura única. Outra coisa muito importante com relação ao livro, é que não consegui me conectar aos personagens. Não senti empatia ou proximidade com nenhum deles, o que obviamente não ajudou em nada.

Mas o mais complicado, sem duvidas, é que nenhum amigo leu  o livro. Então estou aqui, aguardando para trocar figurinhas sobre ele com alguém…