[Resenha] Grey, E.L.James

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Quem me conhece ou acompanha o canal por mais de 6 meses já sabe que minha relação de amor e ódio com 50 Tons de Cinza é de longa data e existe desde Master of The Universe, a versão da história em fanfic.

Eu adoro a ideia de 50 tons de cinza. Adoro! O cara quebrado, com diversos traumas causados por uma infância difícil e que busca por redenção. Redenção essa que ele só vai se permitir ter de fato após encontrar o amor de sua vida a jovem e inocente Ana. Em resumo é isso né pessoal? Ana vai ajudá-lo a superar seus problemas e a curtir mais a vida. Com ou sem sacanagem, ela vai ser a responsável por mudanças em sua vida.  Gosto também da ideia do homem frio, com coração partido demais para que se permita se apaixonar… Enfim, na época que ainda era fanfic, o que me chamou atenção é que todo mundo falava sobre a fic, surtava com a fic… Precisava conferir. Era uma fic +18 e com tema BDSM. Se eu me diverti lendo? Sim, me diverti. Curti, como vários outros livros e fanfics que mesmo me entretendo, não perdem seu mérito, mas não entram no hall de favoritos.

Eu amo romances BDSM, mas infelizmente, como em outros casos, 50 Tons aborda isso de uma forma bem errada. Ter um puta Playroom ou ser sádico não te faz um Dom. Desde a época que a E.L.James ainda  postava regularmente eu tinha um problema com isso… mas esse não é o caso do post em si. Isso pode ficar para outro momento.

Finalmente peguei Grey para ler e tinha esperanças de ver muito mais do Sr Grey, de ver mais sobre o homem que estava sendo dobrado pela garota que ele está loucamente apaixonado. E aí…Sim, foi uma decepção. O Sr Grey tem atitudes e pensamentos bobos, de um menino. Ele não tem sua Deusa, mas sabe que é hora do show. Ele tem preocupações que remetem a pensamentos típicos de personagens femininos. A decepção maior é que provavelmente tem mais passagens e descrições sobre o seu pênis do que situações realmente interessantes.

É o POV dele. Ela poderia ter explorado muito mais e não ter descaracterizado – ou mostrado quem o Sr Grey realmente é, vai saber – fazendo ele agir e pensar como um menino e não como um CEO imponente. Estar apaixonado com toda certeza gera uma quebra na rotina dele, mas não o faz de bobo perante o império que conquistou. Fora que mesmo sendo o POV dele, poderíamos ver muito mais de sua vida pessoal e isso temos muito pouco além do que já foi apresentado nos livros no pov da Ana. E o livro começa com uma promessa de que vamos saber mais sobre sua conturbada infância…. só que mais uma vez é tão pouco que mal faz diferença de fato. É como se mesmo usando palavras e uma visão diferente ela apenas mostrasse mais do mesmo. Sem aprofundar, quanto tinha uma senhora oportunidade para isso.

Enfim, decepcionada estou. 50 Tons de Cinza pode não ser uma grande obra literária, mas ao menos tem mais conteúdo. Grey me passou uma ideia de total desleixo da autora. Fora que, se em algum momento eu já achava ele egoísta e mimado, em Grey isso ficou bem claro. E diferente dos outros livros da série, não foi uma leitura divertida. Foi uma leitura que aos poucos ia se tornando cada vez mais sem graça… Realmente acho uma pena, sabe? Mas enfim…

Ps: Outros dois livros vão ser lançados, provavelmente em 2017 e 2018, mas dificilmente vou ler. Prefiro ficar com a parte boa da experiencia de Master Of The Universe/50Tons de Cinza/50 Tons mais escuros.

Ps2: Um exemplar da versão nacional de Grey (lançamento em Setembro) Será sorteada por aqui! 😉

XoXo