[RESENHA] Por Lugares Incríveis – Jennifer Niven

Por Lugares Incríveis

 

Existem diversos tipos de livros, para cada tipo de gosto e cada um com um objetivo .

Existem aqueles para fantasiar, para nos desligar do mundo atual, para nos aventurar em terras que tudo é possível.

Existem aqueles para se apaixonar, para amar, para sonhar.

Existem aqueles para sorrir, entreter e deixar a vida mais leve.

Enfim, a lista é enorme, e onde eu estou querendo chegar com tudo isso?

Dizer que também existe aquele livro que é um soco de realidade, que nos faz enxergar a vida diferente, que vem para abrir nossos olhos para uma realidade negligenciada. Sim, caros leitores, esse livro é desse tipo, e o pior – ou melhor – é que ele começa de forma bem inocente, parecendo mais uma história de amor problemática entre dois jovens.

 

“Não sou perfeita. Tenho segredos. Sou uma bagunça. Não só meu quarto, mas eu mesma. Ninguém gosta de bagunça. As pessoas gostam de Violet que sorri.” – Violet em Por Lugares Incíveis.

 

E mesmo tendo sido avisada por vários leitores que ele iria me fazer chorar e já imaginando qual seria o final, nada foi suficiente para me preparar emocionalmente para o que esse livro representa, porque ele vai muito além de sua história, ele vai descascando nosso coração aos poucos, com cada palavra, com cada forma de expressão e frases.

 

“Não mais enraizada,, mas dourada, fluida. Sinto mil capacidades brotarem em mim.” – Violet em Por Lugares Incríveis.

 

Não me apaixonar por esses dois personagens foi impossível. Me envolver com a trama foi automático, e largar o livro para dormir? Nem pensar!

Precisava saber onde tudo ia dar, a trama foi toda amarrada de forma a ser revelada aos poucos, com todo o cuidado de uma escrita leve e ao mesmo tempo intensa. Doce, mas também amarga.

 

“Aprendi que existem coisas boas no mundo, se você procurar por elas. Aprendi que nem todo mundo é uma decepção, incluindo eu mesmo, e que um salto a 383 metros de altura pode parecer mais alto que uma torre do sino se você estiver ao lado da pessoa certa.” – Finch em Por Lugares Incríveis.

 

Pensei bastante antes de escrever está resenha, me perguntava como iria indicar esse livro se ele partiu meu coração em mil pedaços?

É um livro com tema forte e nada do que eu poderia escrever iria fazer jus ao seu conteúdo. No incio da leitura, imaginei que seria um livro suave e fofo, pois ele tem uma escrita bem agradável e simples e ao desenvolver da trama fui ficando cada vez mais presa. Fui conhecendo Finsh e suas idéias, seu modo de pensar e me apaixonei perdidamente. Cada palavra e cada diálogo vai sendo explorado de forma incrivelmente cativante. Acabei lendo tudo em um dia.

A verdade é que esse livro me tocou de uma forma diferente, em lugares pouco visitados de minha mente, me fez querer olhar para as pessoas de outra forma, mas também me abril para novos sentimentos, para sentir tudo verdadeiramente.

A forma como Finsh saboreia cada palavra é no mínimo inspirador.

 

“E se a vida pudesse ser assim? Só as partes felizes, nada das horríveis, nem mesmo as minimamente desagradáveis. E se a gente pudesse simplesmente cortar o ruim e ficar só com o bom? – Finch em Por Lugares Incríveis.

 

Pressão, perdas, negligência, separação, bullying, adolescência, sonhos…

O livro é duro, porque aborda vários assuntos fortes e um deles é o Transtorno Mental e Emocional (depressão, ansiedade, instabilidade mental ou pensamentos suicidas).

A mente é algo incrível, capaz até de nos prejudicar. É certo que a ciência ainda esta tentando desvendar esse labirinto que é nosso cérebro e que ainda temos que fazer muitos avanços nessa área, mas esses transtornos podem ser tratados, sim!

Mas infelizmente ainda existem muitos tabus em cima dessa doença, tanto por quem sofre desse mal, que acaba com medo de ser taxado de “doido” ou por conta da sociedade, inclusive da própria família, que faz pouco caso, acham que é “frescura”, não dão a importância necessária para essa doença que é tão grave quanto o câncer. Exagero? Não, elas atacam de forma diferente, mas são tão devastadoras quanto.

 

Não são muitas pessoas que diriam isso de mim, mas um ponto positivo da vida é que podemos ser alguém diferente para cada pessoa. – Finch em Por Lugares Incríveis.

 

Cada individuo é único em sua complexidade, essa é a magia da natureza, então porque julgamos os outros com base no que nós vivenciamos?

E foi esse o ponto mais crucial do livro, ele nos da uma nova perspectiva. Abre nosso leque de mundo. Nos faz sentir e compreender um pouco como se sentem as pessoas que sofrem com qualquer um desses transtornos, mas só quem já passou/passa é que sabe realmente como é ser escrava de sua própria mente.

 

“As vezes as coisas são como verdade para gente, mesmo que não sejam.” – Finch em Por Lugares Incríveis

 

A história começa com dois jovens que se conhecem em uma tentativa de suicídio, e é a partir daí que esses jovens passam a se conhecer e uma vontade de ficar junto começa a surgir.

Eles se juntam para fazer um trabalho de geografia e acabam descobrindo muito mais do que os lugares incríveis no estado onde moram: a vontade de salvar um ao outro e continuar vivendo.

Mas será isso suficiente para curar todas as feridas que habitam seus corações?

 

 

 

“A cada quarenta segundos, alguém no mundo se suicida.”

Não guardem tudo para vocês, conversem com alguém. Se abram. Se não existe essa opção em casa, procure amigos, existe muitos grupos de apoio, usem a internet a seu favor.

Uma opção é o CVV – Centro de Valorização da Vida, que realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntariamente e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email, chat e Skype 24 horas todos os dias.

 

“Se você acha que algo está errado, fale.

Você não está sozinho.

Não é culpa sua.

Existe ajuda pra você.”

[RESENHA] A SEREIA, Kiera Cass

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ISBN: 9780130427014
Ano: 2016
Páginas: 368
Língua: Português
Editora: Seguinte
Preço Médio: 25,00
Sinopse: Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar — pois a voz da sereia é fatal —, logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre. Mas pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração
Vamos lá… Eu não vou negar que gostei do livro. Não curti algumas coisas, mas são bobagens, no final. Não tiram a diversão da leitura, sabe? Acho um tanto injusto achar que algumas coisas que me incomodaram são justamente por ser o primeiro livro da Kiera, afinal, quantos autores tem os primeiros livros mais bem avaliados que os demais? E sinceramente, apesar de te sido uma boa leitura, ainda prefiro seu trabalho – mesmo com todas as falhas, nos 3 primeiros livros de A Seleção.

Bem, como disse, gostei do livro. Está distante de ser colocado em um top 10 da vida, mas ele é muito fofo e tem um ponto muito alto: A mitologia das Sereias. Como na própria sinopse diz, Kahlen foi salva de um naufrago pela Água e deve servir a ela por 100 anos para retornar sua vida novamente. É interessante ver como a Kiera mescla a sua mitologia com a mitologia mais famosa das sereias, que envolve sua voz. O poder da sedução da voz das sereias, que atraem os homens para alimentar a água. Outro ponto interessante é que as sereias não tem a famosa cauda.

As sereias tem três vidas: a de antes da Água salvá-las, a como sereia de fato, servindo a Água e depois uma nova vida humana onde tudo o que ela não vai lembrar de tudo o que passou.

A Kahlen é nossa protagonista e depois de ser salva pela Água, está vivendo sua vida como sereia e tem duas “irmãs”. Ela sempre foi obediente, mas extremamente sonhadora, tem seus segredos e os guarda muito bem. Ela é discreta, mas também é a que mais se sensibiliza com a obrigação que tem como Sereia. Como sua voz é encantadora e deve ser usada só na hora de cumprir com sua obrigação, ela não pode se comunicar normalmente com humanos. E é aí que a coisa fica ainda mais complicada, ela vai conhecer um rapaz que vai fazer seu coração bater mais acelerado, mas além de não poder falar com ele, ela vai ter que ir contra sua obrigação como Sereia pela primeira vez. Ela já cumpriu 80 dos 100 anos, será que essa paixão vai vale a pena?

Fica ainda mais claro que a Kiera gosta e vai trabalhar com romances e como eu disse, é um livro fofo e tem como público alvo infanto-juvenil e juvenil. Pode ser que alguém que pegue esse livro esperando uma grande estrutura, um plot impecável, se decepcione.

A Sereia é uma leitura leve, bem para quando você está de bobeira, quer ler algo que te divirta.

Não vou negar que o fato de Kahlen ser tão obcecada por amor e casamento me lembrou bastante A Pequena Sereia – tem também a questão de conquistar o boy sem usar sua voz fantástica – e justamente isso me incomodou um pouco. De primeira não curti muito o romance, mas acabei me acostumando com o casal. Achei um tanto corrido… A forma como tudo começa e se torna intenso realmente deixou a desejar…

Como comentei, achei a questão da mitologia – mesmo não sendo tão profundamente explorada – um ponto alto do livro. E mesmo achando ele um tanto lento, não me incomodei. Ele é lento, mas de uma forma positiva, diria até uniforme, então consegui seguir com a leitura com tranquilidade.

E aí? Quem está animado(a) para ler também? O livros já estão nas livrarias!

XoXo

[RESENHA] A Rainha Vermelha – Victoria Aveyard

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ISBN: 9788565765695

Ano: 2015

Páginas: 419

Língua: Português

Editora: Editora Seguinte

Preço Médio: 34,90

Skoob / GoodReads

O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.

Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?

Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.

Livros que causam muito barulho na mídia me deixam, ao mesmo tempo, com o pé atrás e muito ansiosa para ler. Foi assim com todas as distopias teen dos últimos 5 anos e não poderia ser diferente com A Rainha Vermelha. Depois de semanas vendo praticamente todas as booktubers gringas falando sem parar sobre essa nova série, resolvi me jogar.

ATENÇÃO. A resenha pode conter spoiler. Avisados desde já.

Seguindo o molde de todas as distopias adolescentes, temos uma nova ordem mundial. De um lado temos os “Vermelhos”, que são os humanos normais, com sangue vermelho e que vivem em uma situação precária de pobreza, trabalho pesado e desigualdade. Do lado rico, temos os “Prateados” que são super-humanos com sangue prateado e poderes que os tornam imbatíveis. São ricos, poderosos e tornam as vidas dos Vermelhos um inferno, com trabalho quase escravo e uma guerra interminável.

Ao completar 18 anos, os jovens que não tiverem um emprego são mandados para a guerra e fim de papo. Seja menino ou menina, se você não tiver uma utilidade naquela sociedade vai ter que ir para o campo de batalha e rezar para sobreviver dia pós dia. Mare Barrow é um desses jovens sem futuro. Ela nunca foi muito boa na escola e não se encaixava em nenhuma função de aprendiz que a livrasse da vida militar, além de ser uma “mão leve” que rouba as pessoas para conseguir um pouco de dinheiro. Ao contrário de sua irmã mais nova, que é um talento para a costura, Mare sabe muito bem que seu destino é ir para o front de batalha e esperar o dia de morrer naquela guerra.

Por causa de um erro seu, a irmã de Mare perde o emprego de aprendiz e amarga a possibilidade de precisar se juntar ao exército do rei quando completar 18 anos, já que a chance de conseguir um novo tutor para ensiná-la uma nova profissão é baixíssima. Mare se sente culpa até o último fio de cabelo, claro. Mas sua sorte muda quando ela conhece um garoto um pouco mais velho que ela em uma noite.

O tal garoto a escuta se lamentar sobre seus problemas e como ela logo precisará deixar sua família por causa do serviço militar. Ele diz trabalhar no castelo e consegue ajuda-la ao conseguir um emprego lá também. No dia seguinte, Mare é levada para o castelo para começar a trabalhar como empregada lá, justamente no grande evento da monarquia: a seleção para a futura rainha de Norta.

É aí que o livro parece que vai dar uma de A Seleção da Kiera Cass, mas a diferença na hora de escolher a esposa do Príncipe Cal é que as candidatas não precisam desfilar suas belezas e sim suas habilidades. Como todo “Prateado” tem um poder, as garotas demonstram seus poderes em uma arena e a melhor irá se casar com Cal, juntando-se a ele na guerra para proteger o país. Duas coisas acontecem durante o evento: Mare descobre que o tal garoto que a ajudou conseguir o emprego na verdade é o Príncipe Cal e que ela tem poderes de “Prateado”.

Um “Vermelho” ter poderes de “Prateado” é algo inédito e todos os presentes mal conseguem acreditar quando veem Mare produzindo raios de eletricidade no meio da arena. Rapidamente o rei e a rainha de Norta tentam controlar a situação da melhor maneira, que obviamente é a que irá colocar Mare naquele mundo podre da elite “Prateado” para sustentar uma mentira.

Controlando os dedos para não dar mais spoiler nessa resenha, posso dizer que A Rainha Vermelha é claramente inspirado em diversos livros, mas tem sua própria identidade como história. Além de A Seleção, notei também uma referência a Jogos Vorazes com a semelhança entre Mare e Katniss. As duas têm personalidades bem fortes e são decididas apesar de estarem em um mundo que pessoas poderosas querem manipula-las. Inclusive, Mare é chamada de “garotinha elétrica” por causa de seu poder e na hora eu pensei em como Katniss é chamada de Garota Em Chamas.

Outra semelhança entre as duas é que Mare não precisa de um romance para ter importância na história, um dos pontos positivos no livro. Mare pode até ter seu príncipe prometido (o irmão mais novo de Cal, Maven) mas a autora pouco explorou o romance ou criou um triangulo amoroso que é massivamente relatado nas distopias jovem-adulto. Mais importante que estar entre dois garotos disposto a esquecer os laços sanguíneos por causa dela, é a verdadeira luta que cada personagem tem dentro daquele mundo.

E por último eu senti uma coisa meio Game of Thrones, umas vibe Cersei vindo da Rainha Elara. Mas não vou dizer muito para não estragar o livro ao revelar coisas importantes para desenrolar a trama, esse que me surpreendeu no grande plot twist que ocorre.

A Rainha Vermelha me deixou realmente satisfeita, pois eu senti que a autora não subestimou a capacidade intelectual do leitor ao encher linguiça com romance. O primeiro livro apresentou bem esse novo mundo e os personagens envolvidos, dando um nó na minha cabeça quando é revelado quem é o verdadeiro vilão dessa história. Tem a parte política que falou em A Seleção, tem uma personagem principal sem frescura e terminou da maneira que eu gosto: me deixando querendo logo saber o que vai acontecer.

Dá pra colocar o manuscrito de A Rainha Vermelha 2 na minha mesa amanhã, Victoria?

Resenha – A Herdeira, Kiera Cass

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ISBN: 9788565765657

Ano: 2015

Páginas: 390

Língua: Português

Editora: Seguinte

Preço médio: R$ 25,00

Sinopse: Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, a filha mais velha do casal. Criada para ser uma líder forte e independente, ela nunca quis viver um conto de fadas como o de seus pais. Por isso, antes de conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, a jovem está totalmente descrente.

Mas, assim que a competição começa a situação muda de figura, e Eadlyn percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto imaginava.

 

Sim! Dia 5 de Maio foi um dia aguardado por muita gente do mundo todo. Finalmente! Finalmente a gente conseguiu ler A Herdeira e saber o que a Kiera Cass estava planejando para esta continuação da Série.

Não muito diferente de uma grande maioria dos fãs da série, eu não só fiquei louca quando descobri que América e Maxon tiveram gêmeos, mas ve vi louca por saber que na verdade eles tiveram 4 filhos.

A Seleção é o tipo de série gostosa de ler. Tem romance, tem um mimimi de leve, tem um ritmo gostoso que não te faz querer largar o livro até que o termine. Mas, não me matem, eu fico bem broxada que a parte politica da história seja tão mal construída. Ou melhor, na verdade, tão mal aproveitada.
Mas aí eu lembro que não faço parte da parcela/público alvo (sim, tô mais pra tia que tudo #tiaveiafacs) e relevo de boa. Isso não deu pra fazer com o 4 livro da série, que se passa 20 anos depois de Maxon e América finalmente dizerem sim um ao outro. Ou rola A seleção, ou rola catastrofe. Então tá, né? Não que isso realmente justifique, afinal, adolescentes são muito capazes de aprender e dialogar sobre politica, mas enfim… Outra coisa que me incomodou um pouco foi a América. Quero dizer, essa América adulta não se parece muito com a América que se casou com o Maxon. Sim, claro, pessoas crescem, amadurece, evoluem. Ela agora é uma mãe de quatro filhos e uma rainha muito amada pelo seu povo. Mas não vi muitos traços de sua personalidade. Maxon continua com o mesmo ar, mesmo sendo um pai e um rei super responsável, mas não consegui identificar a América da mesma forma. E mesmo a protagonista sendo sua filha, ela me pareceu uma personagem tão distante…

Eadlyn carrega uma enorme responsabilidade nas costas. Ela não é apenas a princesa, ela é a futura rainha. Nascendo 7 minutos antes de seu irmão, apesar de reconhecer que ser uma princesa e futura rainha tem vários benefícios, desde muito nova ela se vê em uma posição diferente de seu irmão por conta das responsabilidades que precisa ter.
Ela quem acorda cedo e discute sobre política, sobre estratégias, sobre orçamentos… Ela quem tem que entender tudo, quem tem que aprender a tomar as grandes decisões para governar para seu povo. Adorei ver uma garota que apesar de sua dose de mimimi é esforçada, que sabe que precisa dar o seu melhor, que compreende sua responsabilidade e melhor ainda: Que sabe que não precisa de um homem ao seu lado para ser uma boa rainha. Achei isso ótimo, especialmente se formos levar em consideração a quantidade de garotas super novinhas que vão ler o livro e vão se espelhar nas atitudes da personagem.

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Eu imaginei que A Seleção acabasse sendo mantida, mas é justamente o argumento usado para que ela comece que já me chateoou um pouco. Quando li essa parte em questão soltei um comentário “ih que paia.” E uma mulher que estava ao meu lado riu, provavelmente por imaginar que eu estava falando sozinha. Sorte a minha que Eadlyn sabe como negociar com seu pai e já que desde muito nova o acordo é que seria ela se casar apenas com alguém que se apaixonasse, ela não promete nada. Mais um ponto para ela!

O irmão da Eadlyn é uma figura à parte. Aparece pouco, seus outros irmãos menos ainda. E com toda certeza vai te fazer ter várias reações diferentes, digamos assim.

Quando A Seleção começa, sinceramente me senti lendo um pouco mais do mesmo. Não que tenha sido ruim, na verdade foi divertido ver por este novo ponto de vista. O melhor sem dúvida alguma foi acompanhar os questionamentos da protagonista e ver que não existe em destaque um forte candidato. Sinceramente, existem umas quatro ou cinco possibilidades que podem ser levadas em conta. Tem um deles que estou inclinada a querer criar torcida, mas não sei se devo… Acho que ainda é muito cedo para esse tipo de comprometimento rsrsrsrs

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Já o final do livro… bom, já era de se esperar que teria mais um livro, não é mesmo? A leitura foi divertida e leve, mas o final… ah, o final! Quando você terminar de ler, ou caso leia este posta já tenha terminado, me diz aí: o que você achou? Quem me acompanha no meu twitter pessoal sabe que fiquei bem… #vouxingarmuitonotwitter rsrsrsrsrs Agora nos resta sentar, deitar e esperar pelo próximo volume da série para ver no que vai dar. Estou bem curiosa.

Ah! No dia 16/05 vai ter encontro de fãs para o lançamento de A Herdeira tanto em Recife quanto em Salvador! Confirme sua presença e venha bagunçar com a gente!!!

Link do evento em Recife: https://www.facebook.com/events/1594721244110170/

Link do evento em Salvador: https://www.facebook.com/events/433877286786269/

XoXo