#2DBienal – Nossa impressão sobre a central de senhas!!!

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Confesso que a novidade da central de senhas na Bienal do Livro Rio foi recebida por mim de uma maneira agridoce.

Fiquei muito feliz em saber que a orgnização estava disposta a melhorar a feira e também permitir que menos acidentes ocorressem. Sim gente, não tem essa. Aqui no Brasil não é novidade que quando um autor badalado – nacional ou internacional – comparece em certos eventos, que a correria para garantir sua senha, seu autógrafo e sua foto existe e na maioria das vezes sempre causa um stress danado! Na Bienal do Rio não é novidade que as editoras mais badaladas estão no pavilhão azul e sempre rolava aquele stress absurdo após a abertura dos portões. Fora que também ficava impossível transitar pelo pavilhão por conta das filas. Afinal, se eu cheguei cedo, garanti minha senha e o autografo desse autor querido só vai rolar no final da tarde, não vou perder o meu lugar na fila para deixar de ser um dos primeiros, não é mesmo?

Meu medo era que toda essa confusão acabasse acontecendo em um espaço a parte. A vantagem é que quem estivesse circulando pela Bienal poderia fazer isso sem tanto stress e quem estava interessado em senha ficaria no local indicado.

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Minha alegria foi ver como tudo estava organizado. Grades por toda a parte da central de senhas e dos auditórios Copacabana e Maracanã. Rolou correria para entrar no pavilhão? Sim. Mas uma vez que você entra na fila e rola pelas grades apelidadas de “curral” por alguns funcionários da Bienal, você sabe que vai garantir sua senha. É claro que tinham alguns funcionários irritados e não foram tão prestativos. Sei que lidar com fandons é sempre algo delicado, mas responder a dúvida de uma pessoa no lugar de levantar uma placa que tinha em mãos não custava absolutamente nada. De modo geral DEU MUITO GOSTO VER A BIENAL E EM ESPECIAL, O PESSOAL DAS EDITORAS FAZENDO DAR CERTO. Sim, em caps! Cara, dava para ver o esforço das editoras para que todas as pessoas fossem atendidas, que quando o limite máximo de pessoas já estivesse na fila, para que outras não acabassem perdendo tempo tumultuando o espaço. Só teve um autor internacional que teve senha distribuida na central que não teve informação concreta. Mas aí fica complicado de dizer se a culpa foi da Editora ou da Bienal. O que me chateou de fato, foi que os autografos da autora em questão continuaram a ser atendidos no stand da editora e os funcionários da mesma que garantiram que todos seriam atendidos pela ordem das senhas não se preocuparam de fazer isso funcionar. Fiquei irritada em ver gente sem nem mesmo estar com senha sendo atendida na minha frente!!! Claro que imagino como os dois lados se esforçaram, mas este também foi o único ruído de todos os 5 dias que passei na Bienal!!! Ou seja, SALDO MAIS QUE POSITIVO!!!!!

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Minha única ressalva é sobre as filas nos stands. É claro que com a central de senhas e os auditórios anexos toda a estrutura melhorou muito, mas lá não era espaço para todos os autores que compareceram na feira. A Bienal recebe milhares de pessoas, muitos autores e alguns deles já estão mais que consagrados. É impossivel que se a editora só tem a opção de colocá-lo para atender os fãs em seu stand, que filas não se formem. Pequenas ou grandes. E sinceramente, por maior que fossem as filas, não senti que atrapalhou o meu fluxo de ir e vir de forma alguma pelos pavilhões. A central de senhas sem dúvidas foi um senhor acerto que ajudou a todos! Só vi vantagem nesse sistema, especialmente por ter utilizado ele quase todos os dias em que estive na Bienal.

E você? Usou a central de senhas? Foi na Bienal? O que achou? O #2DB só tem que dar os parabéns para todos os envolvidos. Em especial o pessoal da editora Record, da ArqueiroIntrínseca que o tempo todo ajudou a equipe da Bienal a coordenar as filas e tirou as duvidas de toda e qualquer pessoa que estava presente!

Xoxo

Série A Submissa – Resenha + Quotes

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Com toda certeza essa é uma das minhas séries eróticas favoritas. Se não A favorita. Como sempre, fiz uma resenha sem revelar muito da história, mas foi difícil, viu? É uma paixão tão grande… vocês nem imaginam.

“A Rosa vermelha sussurra paixão,
A rosa branca exala amor;
Oh, a rosa vermelha é um falcão,
A rosa branca a pomba em flor.
Mas lhe trago esse alvo botão
De pétalas a ruborizar;
Pois até no amor mais puro e doce
Há o desejo de seus lábios beijar”

O que sem duvida eu adoro é a forma como a gente se relaciona com os personagens. Eles são extremamente humanos como a gente. Ninguém é perfeito, o fato da mocinha não ter tanto dinheiro não abre espaço para um abismo entre ela e o seu par, ninguém manipula ou é manipulado. O que vejo nos livros é a evolução de um relacionamento onde os dois sabem o que querem e trabalham por isso juntos.

No inicio existem medos, desejos, sonhos. Mas que relacionamento não começa assim? O frio na barriga gostoso, a antecipação… O desejo de que os dias em que ficamos separados sejam preenchidos ou passem rápido para que o encontro ocorra mais uma vez.

Eu posso lhe dar prazer, Abgail. Um prazer que você nunca imaginou. – A Submissa. 

E sem duvida, algo que amo na escrita da Tara Sue Me é que ela apresenta personagens que não tem um trauma, ou uma personalidade com traços psicóticos. Infelizmente, como gosto de ler livros eróticos com tema BDSM, vivo vendo personagens com esse tipo de problema. Quanto mais eu pesquisei sobre o estilo de vida, mais eu vi como em alguns livros o relacionamento acaba sendo passado se forma errada. É um jogo onde 2 podem jogar – como qualquer outro. O fato de terem desejos considerados diferentes, não significa que ninguém é doente. Me irrito de verdade quando vejo esse tipo de coisa.

Gente normal do dia dia, lembrei a mim mesma. – O Treinamento

*

– Masmorra. Sala de jogos. A mesma coisa na verdade. 

– Gosto de como soa “sala de jogos.” – eu disse – Masmorra deve ter correntes, cordas e…

Ele ergueu uma sobrancelha.

– Tudo bem – admiti rindo. – É a mesma coisa, na verdade.  – O Treinamento 

Existe desejo, existe paixão. Cenas de sexo bem descritas que não deixam nada a se imaginar e ainda assim, não são chulas. Várias vezes me pego explicando isso para colegas, amigas e conhecidos: A leitura do erótico só vai valer à pena se você abrir sua mente. E nem todo erótico é um pornô de péssima qualidade. Cenas muito bem descritas podem ser super sensuais, assim como aquelas que deixam um pouco a cargo da imaginação do leitor.

Eu uso três tipos diferentes de espancamentos – disse ele, acariciando. – O primeiro é um espancamento erótico. É usado para o seu prazer, para excitar você. – A Submissa 

Existe medo também. O medo de errar, o medo de não ser o suficiente para aquele outro alguém que tanto se admira e se gosta. Se tem algo que também destaco nessa trilogia é o fato de sim, os personagens se completarem, mas não precisarem necessariamente agir como um sendo a outra banda da sua laranja. Acho a coisa mais linda quando o Nate fala que a Abby é o seu 1%.

Até então, Abby simbolizava para mim o um por cento que faltava. – O Dominanador

Em A Submissa e O Dominador a gente vê esse relacionamento intenso começar e passar por pequenas dificuldades. Mas o que é forte, prevalece. Como comentei no vídeo, rola um certo draminha no qual eu não curto muito – não é o mais obvio de todos no livro, vale destacar – pois acho um tanto bobo, apesar de entender que ele se encaixa bem com a história.

Ao contrário de meus sonhos, eu sabia que ela não estava realmente a casa, mas podia sentir. Eu a sentia em todo lugar – na cozinha, na sala de estar, no hall. Ela deixou a sua impressão em cada cômodo da minha casa – O Dominador

*

Na noite passada, eu tinha pensado que as lágrimas eram devido ao que sentiam por mim. Ou Talvez às emoções esmagadoras de sua muralha indo abaixo. Mas e se ele tivesse chorado porque soubesse o que faria horas depois? – A Submissa

A Tara Sue Me tem uma escrita super fluida. E acompanhar a evolução do relacionamento dos personagens sob o angulo 24/7 é intensamente delicioso. Apesar de ser um livro onde você vê os personagens conversando abertamente sobre tudo e descobrindo a melhor maneira de lidarem juntos com cada nova descoberta e adaptação. é fofo. Me peguei suspirando várias e várias vezes vendo como os dois se amam. Como fazem o que for possível para que o relacionamento dê certo. Seja como o empresário e a bibliotecária ou como o dominante e a submissa. As cenas são ainda mais quentes e tem ainda mais elementos BDSM. Eles jogam no playroom, existe preparação, antecipação. O desejo só vai ficando ainda maior e os dois vão descobrindo várias outras formas de brincar com ele. Também tem o lado da Aby fazer parte da comunidade, para valer.

– Sabe – Disse Jonah, interrompendo meus pensamentos – Faço parte de um grupo de submissos que se reúne uma vez por mês. Gostaria de ir à nossa próxima reunião? 

– Seria ótimo. – Falei – O que vocês fazem? – Era difícil imaginar um grupo de submissos, sentados e conversando, bem, sobre ser submissos. 

Ele se apoiou na mesa e cruzou os braços.

– Depende. Na reunião passada, um de nossos participantes contou sua receita de massa caseira de macarrão e todos tentamos preparar um pouco. – O Treinamento. 

Como eu disse e vou repetir, amo essa coisa de personagens gente como a gente. E amei ver como esse relacionamento passou por diferentes fases sem, no final das contas, deixar de mostrar o quanto que se gostam. O quanto que querem levar o relacionamento a sério, como querem continuar caminhando juntos. A série tem 6 livros e uma novela, sendo que já publicados, apenas os primeiros 3 livros que já tem a tradução aqui no brasil e a novela, “O Chalé” que conta sobre o casamento e a lua de mel dos dois. Os outros três livros vão ser publicados nos meses de Abril, julho e novembro de 2015.

Espero de verdade que se vc leu esse post e não conhece a série, corra para conferir. Pra mim, os livros são bem balanceados tendo detudo um pouco, não deixando o romance e as cenas eróticas a desejar.

– Está sentindo? – Perguntou ele e senti tudo: sua posse, seu domínio, sua proteção, seu amor. Ele. – O Treinamento

Corre logo na livraria e vai conferir essa série maravilhosa, vai!

XoXo