Editora Qualis da Bienal de Pernambuco!

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Uhuu! Na sexta, dia 2/10 começa mais uma #2DBienal e claro! Estaremos por lá para cobrir tudo o que tiver de bom e de melhor! Vamos postar ao longo dessa semana novidades sobre as editoras confirmadas! Uma delas é a editora Qualis, parceira aqui do blog! Quer saber mais? Então fica por dentro:

As autoras que vão marcar presença são M.S.Fayes, L.M Gomes, Cristina Valori, Paula Pilar, Simone Fraga e do inicio ao fim da Bienal, dos dias 2-12 teremos a Mila Wander e a Janaína Rico! Para quem não sabe, a Mila é aqui de Recife também! Além dos horários de autografo das autoras, todas elas vão atender a galera sempre que estiverem no estande. Além dos horários oficiais, a Qualis também vai ter várias promoções, então fiquem de olho! Os livros tem um preço bem bem bacana, especialmente se seguirem parecidos com os preços da Bienal do Rio!

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Para ficar por dentro de tudo nessa Bienal, não deixe de me seguir no twitter @mirelapaes  no snap @mirelapaess e de seguir o insta do blog @2dedosdebagunca !!! Estarei atualizando essas 3 redes em tempo real e sempre encaminharei os posts para a nossa page no fscebook!

 

Xoxo

 

 

 

 

 

[Resenha] Tocando as Estrelas – Rebecca Serle

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ISBN: 9788581637334

Ano: 2015

Páginas: 224

Língua: Português

Editora: Novo Conceito

Preço Médio: R$ 27,90

Quando Paige Townsen deixa de ser uma simples aluna do ensino médio para se tornar uma celebridade, sua vida muda do dia para a noite. Em menos de um mês, ela troca as ruas da sua cidade natal por um set de filmagens no Havaí e agora está conhecendo melhor um dos homens mais sexies do planeta segundo a revista People. Tudo estaria perfeito se o problemático astro Jordan Wilder não fincasse o pé em uma das pontas desse triângulo cinematográfico. E Paige começa a acreditar que a vida, pelo menos para ela, imita a arte.

Todo mundo tem curiosidade para saber como funcionam os bastidores de um filme. Ainda mais quando o filme é baseado em uma trilogia super famosa, um dos mais aguardados do ano. Quando Paige decide participar das audições para o papel principal no primeiro filme da trilogia Locked, ela não imaginou que sua vida fosse mudar tão bruscamente ao ganhar o tal papel e que ela fosse entender como realmente funcionava por trás das câmeras.

Paige sempre sonhou em ser atriz e famosa, participando das peças da escola, alguns comerciais em sua cidade (Portland) e produções locais. Ela tinha sonhos grandes e corria atrás disposta a fazer o que fosse possível para alcança-los, vendo essa chance com a tal audiência para interpretar August e fazer parte da adaptação da série favorita de sua melhor amiga Cassandra.

Mas a parte difícil nem foi conseguir o papel: foi realmente se tornar August e ver sua vida dar um giro de 360º da noite para o dia. Paige (ou PG como passam a chama-la) precisa passar alguns meses em Maui, no Havaí, gravando o filme já que o livro se passa em uma ilha. Até aí tudo bem, afinal, quem não quer morar no Havaí por um tempo? E só fica melhor, porque seu colega de trabalho é Rainer Denvor, o ator teen mais sexy da atualidade e um fofo. Rainer ajuda Paige em todas as cenas que fazem juntos e com toda a pressão que o diretor coloca para ela ser melhor sempre, sabendo que aquela é a primeira vez de PG em um set de filme. Uma amizade que cresce cada dia mais e logo deixa Paige meio em dúvida sobre o que ela está sentindo. Ela estaria interessada por Rainer ou estaria confundindo a simpatia dele com outra coisa? Normal de adolescente…

Para completar, o outro ator que irá fazer parte o triângulo amoroso do filme é o inimigo número 1 de Rainer: Jordan Wilder. Os dois tem uma treta do passado envolvendo a ex-namorada de Rainer e Jordan parece sentir prazer em provocar o inimigo, essa disputa ganhando um incentivo quando ele percebe o interesse de Rainer por Paige. Então Paige se ver entre o astro teen lindo e fofo (Rainer) e o bad boy sexy (Jordan), além de toda a preocupação por ela não se sentir preparada para levar August para as telas e lidar com o que virá depois que o filme for lançado.

É uma história jovem-adulto bem bonitinha e simples. Eu adorei o background do livro por falar de um assunto que eu acompanho bastante, que são as franquias para cinema de livros super aclamados. Passei a leitura toda imaginando que era Crepúsculo e eu estava vendo o relacionamento de Kristen e Rob nascendo, sabe? E por mais cliché que a história se desenvolva e você imagine com quem ela vai ficar no final (o que não é necessariamente quem eu shippei o livro todo), tem sua graça. Não é um livro para você tirar uma lição de vida e passar dias pensando sobre tema, mas para ler durante as férias e passar o tempo de forma divertida.

A autora escreve de modo simples e sem muitos rodeios e criou personagens que você consegue se apegar na medida certa. Paige não tem frescura como muitas mocinhas de YA, o que foi um ponto super positivo pra mim. Eu realmente entendi todas as suas dúvidas e como ela se sentia perdida naquele novo mundo. E os mocinhos da história mostraram um pouco como os atores jovens lidam com a fama muito cedo, como as imagens que eles passam podem não se exatamente suas verdadeiras personalidades off-cam.

E sabendo que a continuação irá sair agora no segundo semestre nos EUA, fiquei ainda mais curiosa para saber como esse triângulo amoroso irá lidar com a fama e as consequências dela.

Se interessaram por Tocando as Estrelas?

Beijos 🙂

[Resenha] Primeiro e Único – Emily Giffin

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ISBN: 9788581635972

Ano: 2015

Páginas: 448

Língua: Português

Editora: Novo Conceito

Preço Médio: 39,90

Shea tem 33 anos e passou toda a sua vida em uma cidadezinha universitária que vive em função do futebol americano. Criada junto com sua melhor amigas, Lucy, filha do lendário treinador Clive Carr, Shea nunca teve coragem de deixar sua terra natal. Acabou cursando a universidade, onde conseguiu um emprego no departamento atlético e passa todos os dias junto do treinador e já está no mesmo cargo há mais de dez anos.

Quando finalmente abre mão da segurança e decide trilhar um caminho desconhecido, Shea descobre novas verdades sobre pessoas e fatos e essa situação a obriga a confrontar seus desejos mais profundos, seus medos e segredos.
A aclamada autora de Questões do Coração e Presentes da Vida criou uma história extraordinária sobre amor e lealdade e sobre uma heroína não convencional que luta para conciliá-los.

Esse foi o primeiro livro de Emily Giffin que eu li, talvez porque os temas abordados nos outros livros da autora não me interessavam tanto. Quando me deparei com a sinopse e a capa de Primeiro e Único vi enfim uma história dela que despertou meu interesse, principalmente porque eu gosto bastante de futebol americano, do tipo que acompanha os jogos da temporada e gosta de saber como funciona esse universo no além-campo, os bastidores mesmo. E Primeiro e Único vem mostrar justamente um pouco desse mundo, especificamente o futebol americano de universidade já que a personagem principal trabalha em uma universidade no Texas.

Shea vive para o futebol, literalmente. Além de ser apaixonada pelo esporte, ela trabalha para o time da Universidade Walker em que se formou e isso a fez nunca deixar sua cidade natal. Até então ela não tinha se importado com aquele fato, mas sua mente muda quando a mãe de sua melhor amiga morre e o luto a faz se ver estagnada. Deixou sua paixão de jornalista para se dedicar a um time, não tem um relacionamento maduro já que seu namorado tem a mentalidade de um moleque de 15 anos, nunca se arriscou de verdade na vida. Ela decide então tentar um emprego como jornalista na seção de esporte de um jornal em Dallas, sendo o primeiro passo para a tal nova vida que ela deseja.

Junto com o novo emprego vem um novo relacionamento. Shea começa a se envolver com nada mais nada menos que Ryan James, o quarterback do Dallas Cowboys. Para você que não conhece futebol americano, seria o mesmo que Shea está namorando o marido de Gisele Bündchen, sabe? Inclusive, a autora cita em uma passagem do livro que Ryan James foi visto de papinho com Gisele para o terror do marido dela, só para mostrar como ele é o cara mais desejado do futebol americano. Ryan e Shea foram colegas de faculdade e já eram amigos antes desse romance, dando a entender que dessa vez ele queria um relacionamento diferente ao namorar uma mulher normal, não as modelos que ele costumava se envolver. Seria o relacionamento dos sonhos de Shea, certo? Ela ama futebol americano e qualquer mulher em sã consciência morreria para estar em seu lugar por se tratar de ser Ryan James, mas o coraçãozinho de Shea começa a mostrar ser de outro homem.

Desde o início do livro você percebe que Shea tem uma admiração incrível pelo pai de sua melhor amiga, que vem a ser o Técnico Carr que comanda o time da Universidade Walker. Com seu pai ausente por conta do divórcio com sua mãe e a nova família, Técnico Carr se tornou a figura paterna de Shea, vendo-a crescer ao lado de Lucy e na vida adulta trabalhando junto com ele no time. Mas a autora resolveu se aventurar um pouco e fez Shea começar a se interessar de outra forma por Técnico Carr. É nesse ponto da história que divide os leitores em duas categorias: os que acham isso esperado, afinal um homem integro como o Técnico Carr (e bem conversado apesar da idade, pela descrição) não é pra menos uma mulher se interessar, e os leitores que abominaram essa ideia. “O pai da melhor amiga? Que merda é essa?”.

Eu me encaixei na segunda categoria de leitor, porque eu realmente não consegui entender como esse relacionamento poderia ser possível. Não estou falando da idade, mas do fato do homem que Shea se interessou ter sido sua figura paterna por vários anos, do tipo que a deu um sermão quando ela foi pega dirigindo bêbada na adolescência. Bastou a mãe de Lucy morrer para ela, puff, desejar o Sr. Carr? Eu só conseguia encontrar uma explicação para isso: daddy issues. A clássica projeção que algumas mulheres fazem em seus relacionamentos porque não têm uma relação boa com os pais. Shea procurou em um homem tudo o que o pai foi ausente durante sua vida e encontrou justamente naquele que exerceu esse papel.

Além do mais, a admiração de Shea pelo Sr. Carr como técnico atrapalha sua profissional, já que ela se torna incapaz de ser imparcial quando faz matérias sobre o time que ele dirigi. Junto com o fato de que a NACC, que gerencia os esportes universitários, estar investigando a Universidade de Walker e Shea simplesmente não aceitar que o Técnico Carr não é esse homem perfeito que por anos ela colocou em um altar. No resumo, é uma relação que foi desenvolvida de uma maneira estranha e me frustrou de verdade. Passei o livro inteiro torcendo para que Shea e Ryan ficassem juntos, afinal, namorar um jogador do seu esporte favorito seria a relação ideal para ela, mas aparentemente Emily Giffin gosta de polemizar. E no final não houve a tal mudança de vida que Shea desejava, a personagem simplesmente não evoluiu.

Li algumas resenhas depois de terminar o livro e minha conclusão foi que: as leitoras brasileiras não gostaram do plano de fundo da história ser futebol americano enquanto algumas americanas adoraram. Realmente, o livro fala muito sobre o esporte e quem não está familiarizada com esse mundo vai achar muito chato. Mas foi justamente o que eu amei no livro, porque me fez entender mais um pouco sobre futebol e como as coisas funcionam nos times das universidades, amenizando a minha decepção pelo relacionamento principal ter sido dessa forma.

No mais, foi uma boa experiência por eu nunca ter lido nada sobre o tema “futebol americano”, mas creio que as pessoas que não se interessam pelo assunto vão se envolver mais com o romance e talvez façam parte daquele primeiro grupo de leitores que comentei. Talvez pra vocês esse casal faça algum sentido, sei lá.

Beijos 🙂

[RESENHA] ANARDEUS – WALTER TIERNO

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ISBN: 9788578552053

Ano: 2013

Páginas: 184

Língua: Português

Editora: Giz Editorial

Preço Médio: 25,00

Skoob | GoodReads

Anardeus nasce feio, cresce ignorado e se torna um adulto desagradável. Sente muito frio, o tempo todo, e só desfruta o conforto do calor quando testemunha tragédias e horrores. Ele odeia tudo e todos, menos sua irmã gêmea, Isabel, sua antítese: linda, amável e cheia de calor.
Anardeus, com a sua personalidade detestável, é um anti-herói incomum e, por isso mesmo, tão interessante. O mundo não deseja Anardeus. Anardeus não deseja o mundo. Mas terão que viver juntos até o final apocalíptico e perturbador.
Anardeus, no calor da destruição tem como cenário São Paulo e seus personagens cínicos, loucos, egoístas. Um romance sem rótulos ou lugar-comum, para ler e sentir tudo – menos indiferença.

É difícil falar exatamente do que se trata Anardeus, mas uma coisa eu tive certeza: eita livrinho intenso. Eu senti como se fosse um soco no estomago, sabe? De tão crua, real, cruel e “doida” essa história é e de como ela foi tão bem desenvolvida pelo Walter Tierno.

Para começar, esse não é um livro de leitura fácil e não é por conta da complexidade do texto, nem nada do tipo. Anardeus trata de situações intensas e muitas vezes tabu, deixando o leitora desconfortável em algumas passagens em que você pensa “que merda é essa?”. Mas quanto mais intenso ele ficava, mais eu me envolvia e queria essas “tapas de realidade” dadas em meu rosto. É o tipo de experiência que poucos livros te proporcionam.

Dividido em três narrações (Anardeus, O Fotógrafo e Isabel), conta a história de irmãos gêmeos que são diferentes em tudo: Isabel é quente como o fogo e calorosa com todos ao seu redor, conquistando todo mundo com um poder de sedução indescritível e beleza fora do comum. Já Anardeus é frio, calculista, apático e descrito como um homem de aparência detestável. Ele sente muito frio o tempo inteiro – enquanto sua irmã sente muito calor sempre – e os raros momentos em que esse frio não o faz precisar vestir inúmeras camadas de roupas são quando está presenciando (ou desejando até acontecer) algo trágico, como um acidente de metro ou um avião destruindo um prédio.

A crueldade no livro não vem só quando essas tragédias acontecem, mas também ao mostrar a vida que Anardeus levou desde que nasceu. Fruto de uma família desestruturada, sempre foi rejeitado por todos enquanto via sua irmã ser exaltada em diversos aspectos. Isso poderia causar um atrito entre os irmãos, porém, eles têm uma relação bem intensa e que muitas vezes cai no tema tabu. Sim, é isso mesmo que você está pensando e algumas pessoas vão querer fechar o livro nesses momentos, mas vai por mim: continue.

O plano de fundo dessa história é o que faz o livro ser tão bom, além do modo que Walter narra todas as situações com tanta realidade. Nele não tem meias palavra e por isso eu reforço que não é uma leitura fácil, muito menos para quem ainda não atingiu certa maturidade. Anardeus é o típico anti-herói que muita gente pode odiar, porém, você acaba abraçando a causa dele e torcendo por mais que ele seja cínico, cruel, egoísta e, utilizando a única palavra para descrevê-lo, escroto. Não existe um personagem bonzinho nesse livro, nem mesmo Isabel que sempre teve tudo de mão beijada por ser tão linda e sensual. Ela tem seus momentos de crueldade, só mostrando que existe um pouco de maldade dentro de cada ser humano.

E colocar São Paulo como o cenário dessa história só torna tudo mais perfeito. Eu sempre sinto certa melancolia em São Paulo, por ser uma cidade tão grande e com pessoas tão diferentes. É o típico lugar com milhões de pessoas, mas que você vai se sentir sozinho mesmo no meio da Avenida Paulista lotada. Anardeus se sentia sozinho no meio dessa megalópole e talvez seja essa a explicação para tanto rancor no seu coração. Se bem que, ao terminar o livro, você duvida muito que Anardeus, ou até mesmo Isabela, tenha coração. Eles tinham uma missão nesse mundo e souberam cumprir direitinho, mesmo que para isso você tenha que terminar com uma tragédia já esperada, mas que não tira o brilho desse livro que só reforça que temos sim autores brasileiros incríveis e histórias maravilhosas.

Beijos 🙂

Resenha: O Plano é o Amor – Neiva Meirele

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ISBN: 9788578552480

Ano: 2015

Páginas: 192

Língua: Português

Editora: Giz Editorial

Preço Médio: 29,90

Sinopse: Giovana acabara de realizar um grande sonho: casar com Rick, o amor de sua vida, ela não poderia estar mais feliz. Mas essa nova etapa que tanto fantasiou começou a se tornar um grande pesadelo. Constantemente testada, ela vivia sem forças, sentia–se sugada e prestes a se entregar, a ponto de desistir de seu plano de felicidade.

E, muitas vezes, sentindo–se abandonada, ela chegou ao ponto–limite de suas forças quando viu o caos se instalar em sua vida. Então, uma habilidade especial, algo que ela nunca deu muita atenção sobre si mesma, reapareceu, o sinal, algo que ela desejou, imediatamente aconteceu. Pensou que tudo iria melhorar… Mas há um plano para ela.

E Giovana sabe que ainda tem muito a aprender. Venha se emocionar com uma história sobre o perdão, reconciliação e, sobretudo, a Fé.

Devo começar a resenha dizendo que, ao receber o livro para ler, eu não imaginei que ele fosse ser da forma que transcorreu durante a leitura. A sinopse indicava um romance bem Nicolas Sparks, sabe? Com drama, lágrimas, amor que só desenrola na última linha da última página. Mas “O Plano é o Amor” vem falar de outro tipo de amor; a fé. O amor por Deus e como ele pode transformar a vida das pessoas.

Giovana sabia que era escolhida por Deus e tinha uma missão na terra desde nova, até então desconhecida. Ela era apaixonada pelo marido Rick e juntos eles viveram lindos 5 anos de amor e companheirismo, até que a tia de Rick, que o criou como um filho, entra na vida do casal. Por questões financeiras, eles têm que morar com a tia Neli e essa senhora também tem uma missa de vida: infernizar a vida de Giovana e afastá-la de Rick.

Desde o primeiro segundo que Neli aparece na história ela é a personificação da sogra diabólica, daquelas clássicas que todo mundo te alerta que um dia você terá na vida e será literalmente um inferno. Neli não mede esforços para alfinetar Giovana em tudo que ela faz, desde sua rotina em casa, sua comida, o fato de ela e Rick ainda não terem um filho. Tudo é motivo para falar sem meias palavras e muitas vezes de forma agressiva, com palavrões hardcore. Mas Giovana aceita tudo calada, algo impressionante. Tá pra nascer uma pessoa tão “alma elevada” como ela para aguentar tantas porradas que Neli dá diariamente, às vezes sendo até mesmo exagerado como alguém consegue manter tanto a calma e a classe naquela situação.

O que leva a outra questão que me incomodou um pouco na história. Rick, vendo a mulher sofrer tanto com a implicância da tia e muitas vezes sendo a vítima do temperamento de Neli, nada faz para reverter a situação. Ok, ele respeita a tia e a considera uma mãe, mas em diversos momentos eu senti falta de ele ser “homem”, sabe? De chegar e falar que não é nada ok a tia tratar a mulher daquele jeito e baixar um pouco a bola dela. Ao invés disso, Rick pede que Giovana tenha paciência, que as coisas irão melhorar para eles um dia, tirando o problema das costas dele para não criar uma desavença ainda maior em casa. E Giovana tem paciência, claro. Porque ela é um poço de paciência em meio a aquele caos.

Cada dia que passa e Neli fica mais e mais agressiva com Giovana, sua missão na terra fica mais clara: ela precisa mostrar a Neli o caminho da fé e livra-la dos “demônios” que estão a deixando daquela forma. Foi nesse ponto da história que eu entendi qual era o verdadeiro tema do livro. A autora escolheu abordar esse lado da religião, que envolve possessão demoníaca, espíritos do mal comandando a vida de alguém e como a fé é capaz de mudar a vida das pessoas. Meu “problema” com o livro não foi ele falar sobre religião, até porque um dos meus livros favoritos (A Menina que Fazia Nevar) tem essa temática também. Mas foi o jeito que a religião foi desenvolvida. Eu simplesmente não fui cativada pelo jeito que as coisas transcorreram, já imaginando como seria o final quase na metade do livro.

Não foi uma história que mexeu comigo ou me envolveu a ponto de eu torcer pelos personagens. Como mencionei, Giovana é tão paciente que eu acho improvável alguém ser desse jeito, independente da fé da pessoa. E Rick não se mostrou ser esse homem perfeito e apaixonado que Giovana descrevia, sendo imparcial demais em relação a rincha da tia com a esposa e pulando do barco nas horas de tempestade para se salvar e deixando a esposas a mercê das maldades.

A autora escreve bem e desenvolveu uma história de maneira linear, porém, foi uma história que não serviu pra mim. Acho que quem se interessa mais pelo assunto vai adorar o livro, até porque ele tem passagens bíblicas em cada capítulo e menções de músicas gospel, então O Plano é o Amor será um excelente livro de leitura rápida e bem escrito para os interessados no tema.

Beijos 🙂

Resenha: A Playlist de Hayden – Michelle Falkoff

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ISBN: 9788581637044

Ano: 2015

Páginas: 288

Língua: Português

Editora: Novo Conceito

Preço médio: R$ 34,90

Sinopse: Depois da morte de seu amigo, Sam parece um fantasma vagando pelos corredores da escola o que não é muito diferente de antes. Ele sabe que tem que aceitar o que Hayden fez, mas se culpa pelo que aconteceu e não consegue mudar o que sente

Enquanto ouve música por música da lista deixada por Hayden, Sam tenta descobrir o que exatamente aconteceu naquela noite. E, quanto mais ele ouve e reflete sobre o passado, mais segredos descobre sobre seu amigo e sobre a vida que ele levava.

Eu sempre me pergunto o que faria caso um amigo morresse sem eu esperar. Que tipo de dor iria sentar, como eu iria reagir a notícia, o que seria de minha vida depois. A gente nunca quer perder alguém querido, quanto mais de uma forma tão brusca como o suicídio.

Sam teve que passar por isso quando encontrou o melhor amigo, Hayden, morto. Hayden decidiu tirar a própria vida com uma mistura de comprimidos com bebida e pegou sua família e seu único amigo de surpresa. O que aconteceu para aquele garoto tomar essa atitude? Essa era a grande pergunta que aparentemente não tinha resposta.

A única “dica” que Hayden deixou foi uma playlist no iPod e um bilhete para Sam dizendo que ele iria encontrar as respostas nas músicas. Composta por músicas extremamente depressivas e de bandas que ambos curtiam, Sam passa a escutar fervorosamente a playlist em busca de alguma pista que o faça entender a escolha do amigo. Mas ao invés de encontrar as respostas que queria, Sam descobre que o amigo tinha mais segredos do que ele imaginava.

Hayden foi um garoto tímido que sofria bullying junto com seu melhor amigo, sendo uma das principais vítimas do Trio de Valentões; grupo que seu irmão mais velho fazia parte com mais dois babacas da escola. Além do mais, Hayden era diversas vezes repreendido pelos professores por não conseguir se concentrar nas aulas ou responder as provas de forma nada convencional, reflexo da dislexia que tinha e não tratava. Seus pais não compreendiam isso e praticamente maltratavam o filho, achando que ele era desleixado e não teria futuro algum. Hayden também acreditava nisso, o que fez Sam questionar se esse foi o motivo para ele colocar um fim em sua vida tão cedo.

Novas pistas vão surgindo conforme Sam escuta a playlist, acessa o computador do amigo que a mãe de Hayden lhe dá, principalmente quando conhece Astrid. Sam nunca imaginou que Hayden fosse amigo dela e se vê ainda mais perdido em relação ao amigo, achando que não o conhecia tão bem assim. Mas Astrid irá ajuda-lo não só a entender o amigo como também a superar aquela perda tão difícil.

É um livro que, por ter temas tão pesados, passa a ideia de que será uma história triste e dramática ao extremo. Ao contrário. A autora consegue tratar desses assuntos de uma forma que te deixa até mesmo confortável para falar sobre morte e suicídio. Não deixa de ser um livro com uma premissa tensa, porém, é um sofrimento que dá pra aguentar e te faz refletir bastante.

Questões como, até que ponto as brincadeiras comuns entre adolescentes e o bullying passa de algo “simples” para o estopim que leva um garoto a tirar a própria vida ou a dificuldade que muitas pessoas têm de aceitar que dislexia é uma doença séria, tornam esse livro jovem-adulto um dos mais interessantes que li. É maduro, mas cheio de inocência. Quem nunca se viu surpreso por descobrir que não conhecia tão bem assim a pessoa que convivia diariamente? Hayden tinha seus segredos e infelizmente Sam só os descobriu depois que o amigo se foi.

E a playlist contém muitas bandas que eu adoro, então eu meio que ficava com as músicas de cada capítulo na cabeça enquanto o lia. Recomendo não só o livro como as canções citadas.

Resenha: A Mais Pura Verdade – Dan Gemeinhart

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ISBN 9788581636337

Ano: 2015

Páginas: 225

Língua: Português

Editora: Novo Conceito

Preço Médio: 16,90

Sinopse: A Mais Pura Verdade – Em todos os sentidos que interessam, Mark é uma criança normal. Ele tem um cachorro chamado Beau e uma grande amiga, Jessie. Ele gosta de fotografar e de escrever haicais em seu caderno. Seu sonho é um dia escalar uma montanha.
Mas, em certo sentido um sentido muito importante , Mark não tem nada a ver com as outras crianças.
Mark está doente. O tipo de doença que tem a ver com hospital. Tratamento. O tipo de doença da qual algumas pessoas nunca melhoram.
Então, Mark foge. Ele sai de casa com sua máquina fotográfica, seu caderno, seu cachorro e um plano. Um plano para alcançar o topo do Monte Rainier.Nem que seja a última coisa que ele faça.
A Mais Pura Verdade é uma história preciosa e surpreendente sobre grandes questões, pequenos momentos e uma jornada inacreditável.

Não poderia existir título mais apropriado para esse livro do que “A Mais Pura Verdade”. Sabe aquela frase/meme “só li verdades” que a galera da internet usa? É exatamente isso que senti ao ler o livro de Dan Gemeinhart: verdades, apenas isso. É a história nua e crua sobre um garoto que sabia que iria morrer e queria ter seus últimos momentos da forma que ele desejou.

Mark decidiu fugir de casa com seu cachorro Beau como qualquer garoto de sua idade faria. A diferença é que Mark está doente e ele precisava realizar seu grande desejo; chegar ao topo do Monte Rainier. Para isso, ele juntou dinheiro, se armou com sua câmera fotográfica e caderno e seguiu na companhia do seu melhor amigo de quatro patas até o destino desejado. Obviamente sua família fica desesperada e sua melhor amiga, Jess, é a única que sabe para onde ele foi ao descobrir o bilhete que Mark deixou antes de partir. Mas Jess sabe também o motivo de ele ter ido para o monte e se vê em um dilema: deixar ou não o amigo realizar esse desejo?

O livro mexe com você em diversos aspectos. Primeiro você se ver com pena de Mark por saber de sua doença e vê-lo passar por todos aqueles problemas em sua jornada. Ao mesmo tempo eu fiquei com o coração na mão por causa de sua família desesperada para encontra-lo logo já que Mark precisa continuar com o tratamento. Fiquei dividido entre querer que Mark volte para casa e fiquei bem e que ele continua sua jornada para realizar aquele desejo. Nessa história, não existe um caminho certo e adequado, o que só torna a experiência de lê-la ainda mais sofrível.

Mas, sem dúvida alguma, a melhor parte da história é a relação de Mark com Beau. Só que tem um cachorro ou animal de estimação de qualquer tipo entende esse amor doido que sentimos por esses bichinhos e como eles são as criaturas mais fieis do universo. Beau não sai do lado de Mark em situação nenhuma, nem mesmo as perigosas, e em dado momento do livro eu soltei um grito de desespero achando que o autor iria sacanear a aquela altura da história. E mesmo se tivesse acontecido o pior, serviria para provar que Beau iria até o final com o Mark e que não existiria ninguém do mundo capaz de se sacrificar daquela forma pelo melhor amigo.

Além da companhia de Beau, Mark tem a sorte de cruzar o caminho de pessoas incríveis que irão ajuda-lo a chegar ao destino final e todos esses encontros ele registra com sua câmera fotográfica e anota em seu diário em forma de poemas haicais, que é a forma que ele e Jess se comunicam. Temos também flashbacks mostrando o desenvolvimento da doença, o tempo que Mark sofreu, pensou estar curado e teve recaídas. Tudo isso para reforçar a ideia: devo ou não torcer para que ele alcance seu objetivo, por mais que seja perigoso em diversos aspectos?

Me deliciei com essa leitura em uma tarde chuvosa, mal vendo o tempo passar conforme sofria página após página. No final eu estava tão tensa com tudo que me frustrei um pouco com a escolha do autor para “encerrar” a história de Mark. Novamente, e sem querer dar spoiler, você fica dividido entre o desejo de Mark e o desejo de sua família. Por mais que exista o certo e o errado baseado na natureza humana de querer o bem sempre, afinal você não deseja que o personagem principal de um livro se ferre quando você se apega a ele, ainda assim um final diferente iria me deixar feliz. Não “feliz” propriamente dizendo, mas satisfeita. O livro não se chama “A Mais Pura Verdade”? Então… A verdade às vezes não é a melhor opção, mas sim a realidade e era ela que eu estava esperando.

Talvez minha verdade seja diferente da verdade do autor, enfim. O que devo repetir é que a história de Dan Gemeinhart vai mexer com você de uma forma intensa, mas rápida, e logo você estará envolvido de uma forma doida. E como aconteceu comigo, não vai nem perceber quando final chegar e Mark (e Beau, claro) já tiver marcado sua vida.

Beijos

Resenha – Fingindo, Cora Carmack

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ISBN: 9788581636665

Ano: 2015

Páginas: 336

Língua: Português

Editora: Novo Conceito

Preço médio: R$ 22,00

 

Sinopse: Meu nome é Cade Winston. Aluno de mestrado em belas-artes, voluntário, abraçador de mães e seu namorado pelas próximas vinte e quatro horas. Prazer em conhecê-la. Com seus cabelos cloridos, tatuagens e um namorado que combina com tudo isso, Max tem exatamente o estilo que seus pais mais desprezam… E eles nem sonham que a filha vive assim. Ela fica em apuros quando seus pais a visitam na faculdade e exigem conhecer o futuro genro. A solução que Max encontra para não ser desmascarada é pedir para um desconhecido se passar por seu namorado. Para Cade, a proposta veio em boa hora: é a chance que ele esperava para acabar com a sua fama de bom moço, que até hoje só serviu para atrapalhar sua vida. Um faz de conta com data marcada para terminar… E um casal por quem a gente vai adorar torcer. Fingindo vai seduzir você.
Caramba! Estou muito animada para fazer esse post, afinal, não é todo dia que eu leio um new adult tão leve.

Já tinha ouvido falar na autora, mas confesso que não me chamou atenção o suficiente. Eu não sei e sinceramente não entendo o motivo de ter tanto new adult cheio de personagens mega traumatizados. Desculpa sociedade, eu gosto de tudo um pouco, mas estava achando que o Sr Travis seria o único personagem de New Adult que eu realmente me sentiria apaixonada. Ok, tem outros que eu curto, mas O Travis é o Travis né? rsrsrs

De primeira tenho que elogiar a construção da Max. Amo protagonistas fortes, Não estou falando se personagens perfeitos, mas no contemporâneo é tão bacana ver que os personagens passam por uma montanha russa de emoções como a gente… Eu adorei o Cade também, mas a Max foi quem me cativou. Talvez por me identificar com ela no pequeno calo “expectativas dos pais”. Sério, quem nunca ouviu ou quem não tem um pai ou uma mãe que deseja o melhor para você e dá uma cantada do que você realmente deveria fazer?

“Fingir não me incomoda. – Talvez dizer aquilo em voz alta lhe conferisse um ar de verdade. – Não é nada de mais. Atuar é que eu faço.”

Adorei a forma como a Max corre atrás do que quer fazer, do que a faz feliz e como ela tem que lidar com a família dela. Mesmo que essa forma seja um tanto inusitada e atrapalhada.

O título já deixa bem claro o que devemos esperar, a capa também, e quanto mais esses dois acreditavam que estavam fingindo, mas eu pensava em como eles tinham que ficar juntos. O Cade é o bacanão, tranquilo… a Max é explosiva! Rebelde. Ou seja, eles acabam se completando… Devorei o livro todo em apenas um dia, feliz e satisfeita, querendo ler os outros livros da série também.

Espero de verdade que a experiencia com os outros seja tão bacana quanto esta. E você? Já leu Fingindo?

XoXo

RESENHA Para Amar e Proteger – Minha Pequena Grande Mulher de Simone Fraga

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ISBN: n/a

Ano: 2013

Páginas: 320

Língua: Português

Editora: Qualis

Preço médio: R$ 22,00

Sinopse – Minha pequena, grande mulher – Para amar e proteger – Simone Fraga
Nem mesmo uma infância sofrida, cheia de abusos impediu que Júlia se tornasse uma mulher forte e independente, a frente dos negócios da família. Mas, o passado retorna e traz com ele a melhor e a pior parte de sua história… Lucas sempre protegeu a amiga de infância e por ela se apaixonou em segredo, um sentimento que só fez crescer durante todos esses anos, e nem mesmo a distância a fez diminuir. Quando o maior pesadelo de Júlia retorna, ele fará de tudo para mantê-la a salvo, de preferência ao seu lado e na sua cama. Mas será que Júlia estará preparada para se entregar a um novo Lucas, que tem desejos e preferências que podem assustá-la? O amor, a confiança, o respeito e proteção, sentimentos que envolvem essa relação, serão fortes o suficiente para resistir e vencer o passado, e a violência que ela ainda terá que enfrentar?

Assista ao book trailer:

O que me surpreendeu de fato ao longo da leitura foi a mistura de gêneros. A capa e a diagramação remetem a romance, romance hot.
Quem me conhece sabe que não curto muito spoiler, então li apenas com minhas primeiras impressões sobre o livro e qualquer expectativa foi superada.

Romance, família, companheirismo, cenas quentes e ação fazem parte da história do Lucas e da Júlia. De cara o que fez com que eu gostasse da personagem é que apesar de ter um passado trágico, ela não se abala por isso. Adorei que ela tenha crescido e mesmo com marcas tão profundas, tenha se tornado uma mulher forte.

Nada de mocinha fragilizada e traumatizada por conta de seu passado. Júlia tem atitude. E eu amei isso!

Ela e Lucas já se conhecem, mas não se falam tem muitos anos. Como uma empresária bem sucedida e recebendo ameaças, seu tio resolve contratar um segurança. Lucas, que nunca a esqueceu assume o compromisso sem pensar duas vezes. Ele também é bem sucedido e conhece a história dela, o que acaba facilitando o seu trabalho.

A atração que sentem um pelo outro é forte. Mais do que uma simples atração, mas mesmo que os dois estejam com medo de dar um passo a frente para não estragar a relação que já existe, Simone mantem a estrutura da história de forma que cada coisa acontece em sua devida hora. Nem é algo apressado, nem é algo que demora demais para acontecer. A relação deles é bem construída e as provocações deliciosas!

Como passaram 15 anos sem se ver, muita coisa aconteceu. Mesmo estando dispostos a começar um relacionamento amoroso, Lucas tem algumas duvidas sobre como Julia vai reagir a notícia de que ele tem uma filhinha. Vale dizer que a filha dele é uma figurinha e rouba a cena. A autora soube trabalhar bem a interação da criança com o casal sem que ficasse mecânico. E foi outra surpresa positiva pra mim. Não esperava tanto conteúdo e que a história tivesse tantos personagens com funções dentro da história. Você se sente fazendo parte da história, como se estivesse acompanhando bem de pertinho. E se apega a pequena com facilidade.

” É nesse momento pequena, que você é minha, quando através de mim, das minhas mãos da minha boca, da minha voz, do meu corpo e do meu sexo você se entrega a mim em confiança total, para que eu faça o que quiser com você, sabendo que eu só vou te dar o melhor de mim, e nunca vou te tirar nada, vou te amar e te venerar como se fosse a primeira vez todas as vezes que estivermos conectados.”

Outra coisa que me cativou foi o cuidado do Lucas com a Julia. Inclusive nas cenas mais quentes. Ele é um dominador, mas a conhecendo bem, não testa seus limites. As cenas são bem descritas, mas suaves. Imagino que mesmo que não curte muito romance com cenas quentes vai se agradar. A química dos dois é muito boa. Tudo flui com naturalidade.

A história toda me prendeu bastante e me supreendeu. Já disse e vale repetir. Ainda estou sentindo o gostinho de quero mais e sei que a autora já publicou um volume extra sobre os dois e também tem mais livros da série para escrever.

A diagramação do livro tem pontos fortes e pontos muito fracos. É bem adornado, mas eu sinceramente não curti a formatação do texto. Quanto mais venho aprendendo sobre tipos de papel para impressão e diagramação, confesso que com mais “TOC” eu venho ficando. Sei que tem quem não se importe com esse detalhe, mas para mim é algo fundamental para ter um bom momento de leitura.

Pontos fortes da diagramação do livro: Detalhado e ilustrado. Adorei o detalhe no inicio de cada capítulo e os detalhes ao longo das passagens do mesmo. Pontos fracos da diagramação: Espaçamento. E a edição do texto, em conjunto, me deixou um pouco confusa na questão do uso das aspas. Demorei a me adaptar com a formatação e por isso demorei a ler o livro. Louca para saber mais sobre o que aconteceria, me vi parando por me sentir cansada. Talvez outra coisa que tenha feito estranhar a formatação é o fato de ler muito em inglês, onde os diálogos são entre “” enquanto que aqui no Brasil a gente usa o travessão.

Na formatação nacional acaba que estou mais acostumada com o uso do itálico em alguns momentos em que no livro via o uso das aspas. Sei que para boa parte das pessoas isso pode não influenciar em nada, mas para quem acompanha minhas resenhas e vídeos sabe como sempre levo esse ponto em conta. Neste caso especialmente, pois eu estava louca para continuar a ler, mas demorei para me adaptar e me sentia cansada rapidinha.

Estou bem curiosa para ler a continuação e para ler os próximos livros. Gostei da escrita da Simone, curti a narrativa tranquila e objetiva. Próxima parada? Ler “Para Sempre minha pequena” e curtir o merecido casamento de Lucas e Júlia.

XoXo

Nova Parceria: Madras Hot

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Yay! O #2DB fechou mais uma parceria literária, dessa vez com a editora Madras, que é uma casa que está no mercado desde 1995. A editora é bastante conhecida por trabalhar com temas esotéricos e religiosos, títulos sobre negócios entre outros, mas cada vez vem expandindo ainda mais e dando a chance para novos autores. Entre autores Internacionais e Nacionais, a cada possui mais de 2500 títulos publicados. Nas Bienais, os Stands da Madras sempre chamam bastante atenção e não são nada pequenos!

A Madras agora tem um selo voltado para o público feminino. O Madras Hot vai aquecer o mercado com ChickLits e livros Eróticos. Quem aí já se animou?

Falou Erórico, já me animo logo. hahaha

 

XoXo