[RESENHA] TODOS OS NOSSOS ONTENS, CRISTIN TERRILL

Todos os nossos ontens

Ano: 2015
Páginas: 352
Língua: Português
Editora: Novo Conceito
Preço Médio: 29,90

Sinopse: O que um governo poderia fazer se pudesse viajar no tempo?
Quem ele poderia destruir antes mesmo que houvesse alguém que se rebelasse?
Quais alianças poderiam ser quebradas antes mesmo de acontecerem?
Em um futuro não tão distante, a vida como a conhecemos se foi, juntamente com nossa liberdade. Bombas estão sendo lançadas por agências administradas pelo governo para que a nação perceba quão fraca é. As pessoas não podem viajar, não podem nem mesmo atravessar a rua sem serem questionadas. O que causou isso? Algo que nunca deveria ter sido tratado com irresponsabilidade: o tempo. O tempo não é linear, nem algo que continua a funcionar. Ele tem leis, e se você quebrá-las, ele apagará você; o tempo em que estava continuará a seguir em frente, como se você nunca tivesse existido e tudo vai acontecer de novo, a menos que você interfira e tente mudá-lo…

 

Já imaginou poder voltar no tempo e corrigir tudo? Mas a que preço?

Todos Os Nossos Ontens, vem levantar essas e muitas outras questões.

Para os amantes desse gênero, assim como eu, este livro vem com uma abordagem, desafiadora e empolgante. A leitura me prendeu o suficiente e ainda fiquei querendo mais.

Mesmo sendo um livro de 352 paginas, ficaram muitos assuntos que foram sitados brevemente, o que me deixou frustrada. Mas independente de tudo isso o tema é incrível e a escrita maravilhosa, os personagens são encantadores e tudo casa muito bem.

O livro se passa no futuro, onde a personagem descobre que precisa voltar no tempo para corrigir o passado, e para isso ela precisa voltar muito antes de tudo acontecer, e isso da um mistério ao livro, já que os personagens vão sendo revelados aos poucos e temos breves pinceladas do motivo que causou tudo isso, mas como uma fã incondicional de distopia e ficção, não pude deixar de desejar que a história fosse narrada na época em que tudo aconteceu, pois parece ser muito mais empolgante.

Já que vai sendo contado pequenas partes do que realmente aconteceu, fica um pouco vago, não me entenda mal, pois tem muita ação e muita ficção, mas o foco principal me pareceu o romance.

Minha opinião sobre os personagens mudaram constantemente, odiei e amei um certo personagem, o que deixou o livro ainda mais apaixonante.

Dormir e acordei pensando na história e querendo voltar a ler e saber onde tudo ia acabar.

Não dá para falar muito sem soltar spoiler, então leiam sem medo!

 

Dica: Se você não gosta de spoiler, então não leia a sinopse que vem na orelha do livro. Não é bem um spoiler, mas da para ter uma ideia do que vai acontecer antes da hora.

[RESENHA] Renovo, Fernando Moraes

capa renovo
ISBN: 9788581637938
Ano: 2015
Páginas: 112
Língua: Português
Editora: Novo Conceito
Preço Médio: 25,00
Sinopse: Atitudes positivas, reconhecimento por um feito artístico, envolvimento cognitivo com o que se gosta e o que se faz bem. Essas são algumas atitudes que fazem parte do Renovo.

O Renovo nos dá a possibilidade de fazer melhor, de ter esperança, de transformar o estado de fatalidade em felicidade mesmo que seja momentânea. É preciso se reinventar para que aconteça a mudança de vida.

O Renovo pode, e deve, fazer parte da vida de todos. Superar o que não serve mais e construir hábitos importantes, cada vez mais presentes. A transformação vem de dentro. É essencial querer mudar, procurar a renovação interna com inspirações que vêm de fora.

Pense nisso. Renove-se. Inspire-se. Mude.

Esse é um livro para inspirar! Estava louca pela minha edição dele, louca para consumí-lo e sem dúvida alguma, para colocá-lo na “cabeceira.” Tem quem diga que isso é um livro de auto ajuda, mas o considero como livro de inspiração. Todo mundo precisa de um empurrãozinho de vez em quando, não é mesmo?
Acho que durante o final do ano, quanto mais proximos da virada, mais desejo temos de mudar, mas acabamos pensando de uma forma errada. Quer um exemplo? Quem teve um ano ruim, costuma colocar a culpa no ano, não nas questões que ocorreram para que ele fosse ruim. Um novo ano não resolve seus problemas, mas sim é uma nova oportunidade de correr atrás do que tanto quer.
“O Renovo se parece com o óleo que escorre para o seu coração, que frutifica a sua mente, que lhe dá sabedoria e discernimento para lidar com as coisas da vida.”
Esse quote é sensacional. E é apenas um dos muitos quotes que te atingem com facilidade. Gosto muito disso. Gosto muito dessa possibilidade de poder pensar, de me desafiar e de compreender que posso mais, a partir do momento que compreendo onde errei e o que posso fazer para melhorar.
Acredito que como muitos – não só da minha geração – a questão do “não tenho tempo” é uma das mais levantadas. E realmente, com tantas coisas para fazer, com tantas obrigações por vir, com tanta informação, as vezes ficamos sem tempo para o essencial, nós mesmos. E daí começamos a usar essa desculpa com mais frequencia que gostariamos.
O livro foi uma leitura como desejei. Que  meio que dá um tapa na sua cara rsrsrs mostrando que sim, você pode. Que sim, você deve, que sim, você consegue. Para isso, você tem que querer e mais que isso, tem que estar disposto a sair de sua zona de conforto. Mais que isso, o livro faz a gente refletir sobre esperança, sobre humildade, sobre as transformações mais importantes: aquelas que vem de dentro.
Renovo é um livro curtinho, mas cheio de ensinamentos. Muito gostoso de ler, e feito para ser lido, relido, lido novamente e para ler mais uma vez.
Adorei e indico, especialmente se você quer se organizar melhor, quer fazer do seu 2016 um ano ainda melhor que o desejado.
XoXo

[RESENHA] Dez coisas que aprendi sobre o amor, Sarah Butler

capa dez

 

ISBN: 9788581637778
Ano: 2015
Páginas: 256
Língua: Português
Editora: Novo Conceito
Preço Médio: 25,90
Sinopse: Por quase 30 anos, quando a brisa de Londres torna-se mais quente, Daniel caminha pelas margens do Tâmisa e senta-se em um banco. Entre as mãos, tem uma folha de papel e um envelope em que escreve apenas um nome, sempre o mesmo. Ele lista também algumas coisas: os desejos e o que gostaria de falar para sua filha, que ele nunca conheceu. Alice tem 30 anos e sente-se mais feliz longe de casa, sob um céu estrelado, rodeada pela imensidão do horizonte, em vez de segura entre quatro paredes. Londres está cheia de memórias de sua mãe que se fora muito cedo, deixando-a com uma família que ela não parece fazer parte. Agora, Alice está de volta porque seu pai está morrendo. Ela só pode dar-lhe um último adeus. Alice e Daniel parecem não ter nada em comum, exceto o amor pelas estrelas, cores e mirtilos. Mas, acima de tudo, o hábito de fazer listas de dez coisas que os tornam tristes ou felizes. O amor está em todas as partes desta história. Suas consequências também. Sejam boas ou más. Até que ponto uma mentira pode ser melhor do que a verdade?
Quando falamos sobre amor, temos a expectativa de ser algo grandioso, algo lindo, extremamente romântico. Na vida real, aos poucos aprendemos que amor nem sempre vai ser apresentado e sentido dessa forma gentil e calorosa.
Em dez coisas que aprendi sobre o amor vamos conhecer Alice e Daniel, que tem voz própria no livro, ou seja, ele é dividido entre os povs dos dois, e isso é fundamental para que a gente possa compreender bem, fazer uma imersão junto com os personagens.
Alice é uma jovem mulher e vive uma fase “desprendida”. Ela está feliz distante de casa enquanto que Daniel, um pai que sonha em conhecer sua filha vive pegado a possibilidade de encontrá-la. Eles tem gostos parecidos e fazer listas é o maior habito deles. As listas são sobre coisas felizes e coisas tristes que acontecem em suas vidas, mas além disso, eles não tem nenhuma real ligação.
Foi uma leitura que acabou desandando para mim do meio para o final. Foi ficando triste, melancólico, mas, ao mesmo tempo sem que nada realmente acontecesse. O Pico do livro é um tanto obvio, já é apresentado para o leitor antecipadamente e você se pergunta… será?
No final, não foi uma das melhores leituras do ano. E com uma criação excelente de personagens, o livro acaba se saindo melhor que o o esperado. A verdade é que não foi uma leitura que no final me agradou, mas mesmo assim fez com que questionasse alguns pontos, por isso mesmo se torna uma leitura interessante.
A capa e a diagramação, como sempre estão maravilhosos. A Novo Conceito dispensa comentários, rs.
XoXo

[RESENHA] A menina da neve, Eowyn Ivey

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ISBN: 9788581638010
Ano: 2015
Páginas: 352
Língua: Português
Editora: Novo Conceito
Preço Médio: 23,00
Sinopse: Alasca, 1920: um lugar especialmente difícil para os recém-chegados Jack e Mabel. Sem filhos, eles estão se afastando cada vez mais um do outro. Em um dos raros momentos juntos, durante a primeira nevasca da temporada, eles constroem uma criança feita de neve. Na manhã seguinte, a criança de neve some. Dias depois, eles avistam uma criança loira correndo por entre as árvores. Uma menina que parece não ser de verdade, acompanhada de uma raposa vermelha e que, de alguma formam consegue sobreviver sozinha no frio e rigoroso inverno do Alasca. Enquanto Jack e Mabel se esforçam para entender esta criança que parece saída das páginas de um conto de fadas, eles começam a amá-la como se fosse sua própria filha. No entanto, nesse lugar bonito e sombrio, as coisas raramente são como aparentam, e o que eles aprenderão sobre essa misteriosa menina irá transformar a vida de todos.
Apenas em janeiro vou refletir sobre o meu top 10 de leituras, mas sem dúvida alguma, Menina da Neve vai ser um dos títulos na lista.
A Novo Conceito fez um promocional muito bacana e soube criar expectativa nos leitores sem entregar o grande tcham do livro. Isso foi super importante, pois foi um livro supreendente e que me tocou bastante.
A Menina da Neve é o livro de estréia de Eowyn Ivey e recebeu vários prêmios. E não é para menos: ela consegue fazer com que o leitor viva a dor e as expectativas de seus personagens com muita facilidade e com uma escrita leve.
Já vou dar uma dica de amiga: não ache que vai pegar esse livro e não se emocionar. Ou que vai ser uma leitura levinha de sessão da tarde. A Menina da Neve é um livro que me tocou profundamente.
Nele vamos acompanhar a vida do Jack e da Mabel, que são um casal de meia idade e que buscam por um novo começo, por novos ares. O sofrimento e os questionamentos do casal são dolorosos, mas o sofrimento de Mabel é extremamente palpável. O primeiro momento em que podemos ver o casal em uma sintonia alegre é quando eles resolvem montar uma boneca de neve. Eles capricham na produção e ficam extremamente satisfeitos com o resultado. Jack esculpiu um rosto delicado e Mabel finaliza com acessorios: cachecol e luvas.
A surpresa é que após montarem a boneca de neve, os acessórios somem. Existem pegadas, mas eles não sabem quem é. Eles começam a ver uma menina rondando proxima a casa. Ela usa esses acessórios e está acompanhada por uma raposa. Tentam contato com ela, mas não conseguem. A menina é como desejaram quando montaram a menina de neve e isso faz com que questionem a propria sanidade. É certo que a garota é aquela que eles criaram, e de forma alguma poderiam abandoná-la. Foi feita com muito amor. Foi feita com os dois, amada desde o começo, como poderiam abandoná-la?
Existe sim, um peso que faz com que se questionem até que ponto aquilo possa ser verdade, e é gostoso ver como fiquei confusa também. A questão é justamente essa: Estamos vivendo uma fantasia com os personagens ou vendo eles realizarem um sonho?
O livro é lindo, muito, muito lindo. E mais que isso, toca você profundamente e mostra uma grande construção do cenário e o contraste nele é enorme: As caçadas brutais ocorrem no mesmo lugar em que uma delicada e encantadora menina vem aquecer corações.
Foi sim, uma das minhas melhores leituras do ano e recomendo a todos que querem um livro sobre família, sobre superação e sobre amor: amor em todas as formas possíveis.
E aí? já leu também?
XoXo

[RESENHA] Como se apaixonar, Cecelia Ahern

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ISBN: 9788581637860

Ano: 2015

Páginas: 352

Língua: Português

Editora: Novo Conceito

Preço Médio: 25,90

Sinopse: Depois de não conseguir evitar que um homem acabasse com a própria vida, Christine passa a refletir sobre o quanto é importante ser feliz. Por isso, ela desiste de seu casamento sem amor e aplica as técnicas aprendidas em livros de autoajuda para viver melhor.

Adam não está em um momento muito bom, e a única saída que ele encontra para a solução de seus problemas é acabar com sua vida. Mas, para a sorte de Adam, Christine aparece para transformar sua existência, ou pelo menos tentar ajudá-lo.

Ela tem duas semanas para fazer com que Adam reveja seus conceitos de felicidade. Será que ele vai voltar a se apaixonar pela própria vida?

Tem quem descreva a leitura dos livros da Cecelia Ahern como guilty pleasure, mas eu adoro seus livros justamente por serem leves, extremamente românticos e fofos. Adoro balancear minhas leituras e tirando apenas um livro de sua autoria que não curti, acabam sendo sempre uma boa pedida para uma leitura num momento de preguiça. Só que esse livro em especial me tocou muito mais que qualquer outro da autora.

Em Como se apaixonar vamos conhecer Christine e como ela constrói a sua nova vida. Vale dizer que este é um excelente romance para o fim/inicio do ano, pois as resoluções dela são simples: como viver melhor, como ser uma pessoa mais tranquila, mas agradecida e aí então, como consequencia, mais feliz.

Enquanto Christine está vivendo esse momento mais suave e aprendendo a dar mais valor a sua vida, ela, por acaso, encontra um homem que está prestes a se matar. Ela corre para ajudar Adam, e mesmo quando nem o conhece de fato, consegue impedir que ele se mate e ganha uma grande missão, provavelmente a mais importante de sua vida. Ela vai mostrar ao Adam as coisas boas da vida, dar a ele motivos para continuar vivo, só que ela tem um curto tempo para conseguir este feito.

Quando digo que é um livro lindo e especial para fim/incio de ano, não é a toa. É um livro lindo que faz a gente pensar, questionar, refletir nossas ações. Sabe aquela coisa de plante o bem e colha o bem? Apesar de estar acostumada com o material de seus livros de auto ajuda, Christine não tem noção da diferença que ela está prestes a fazer não só na vida do Adam, mas também na vida de seus leitores. E é isso que eu tanto amo nos livros da Cecelia Ahern! Podem dizer que é piegas, mas sempre toca no fundo do meu coração e me emociona demais!

A caminhada pela redenção do Adam não é simples. Podem até vê-lo apenas como um privilegiado, mas uma vez que uma pessoa perde a vontade de viver, o que podemos fazer para que ela melhore? Para que ela veja o tanto de coisas boas que temos ao nosso redor? E engraçado ler esse livro na mesma semana em que suicídio foi um dos grandes assuntos entre minha roda de amigos. Apesar de a autora tratar a questão de maneira romantizada e trazer o foco para a sua recuperação, para a sua redenção, pela descoberta do amor próprio, é difícil de imaginar como funciona a cabeça de uma pessoa que pensa em acabar com sua vida.

É claro que o romance também está em foco no livro e não poderia sem descrito e construído de maneira mais bonita e delicada. Depois de uma certa idade – ou de passar por certas experiencias na vida – a gente aprende que primeiro temos que ser capazes de nos amar para poder amar o outro. E é essa jornada, que queira ou não Christine também está passando, que torna o livro tão lindo. Enxergar as coisas boas da vida, aprender a se amar e estar pronto para se doar pelo outro.

O livro é redondinho, mas não nego que queria mais. Que se fosse ainda maior, que com toda certeza eu iria me emocionar e torcer a cada página.

A capa é maravilhosa! Eu amei, amei, amei e como vocês já devem saber, sou bem chata com “pessoas” na capa. Além disso, a diagramação e a revisão, como sempre, excelentes. A Novo Conceito tem um cuidado e uma linha editorial que faço questão de elogiar sempre. Desde o começo não vi um livro que não tivesse sido cuidado.

Como se apaixonar é leitura obrigatória para quem curte romance, mas que sem dúvida alguma quer ler um romance humano para valer.

xoxo

[RESENHA] Para continuar, Felipe Colbert

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ISBN: 9788581637952

Ano: 2015

Páginas: 224

Língua: Português

Editora: Novo Conceito

Preço Médio: 25,00

Sinopse: Envolver-se com a jovem Ayako é a oportunidade perfeita para Leonardo César esquecer a sua vida tediosa e perigosamente limitada, tudo por culpa do seu coração defeituoso.

Enquanto isso, com a ajuda de seu avô, Ayako tem a difícil missão de manter inacessível um porão de dimensões que vão além da loja de luminárias que ela gerencia, repleto de milhares de lanternas orientais, cujo mistério envolve os habitantes do bairro da Liberdade.

A partir dos crescentes encontros entre Leonardo e Ayako, uma nova lanterna surgirá para os dois. Eles terão que protegê-la com afinco, ou tudo que construíram juntos poderá desaparecer a qualquer momento.

O que ninguém conseguiria prever é que Ho, um jovem chinês também apaixonado por Ayako, colocaria em risco o futuro desse objeto. E com ele, o sentimento mais importante que dois seres humanos já experimentaram.

A maioria dos livros nacionais que tive a oportunidade de ler este ano ou se passavam fora do país ou, em sua maioria, no Rio de Janeiro. Em Para Continuar, Felipe Colbert apresenta o bairro da liberdade com um toque de magia e muito romance.

Engraçado, pois o bairro da liberdade é uma de minhas paradas obrigatórias sempre que tenho a chance de ir a São Paulo com calma. Para alguns é só mais um bairro cheio de gente e de lojinhas, mas para mim não tem nada mais bacana que passear pelas lojinhas e comer nos restaurantes ou na feirinha de rua do bairro. É legal respirar culturas diferentes mesmo dentro do nosso país. E provavelmente por isso a leitura foi super tranquila pra mim. Durante uma noite me vi sorrindo e também bastante apreensiva enquanto lia o livro inteiro.

O grande protagonista é o Leonardo, que sofre com um problema sério no coração. Ele tinha tudo para ser apenas mais um jovem comum, mas por conta de sua saúde frágil, convive com pais super protetores e com medo. Ele é aquele tipo de pessoa que fica se perguntando “e se…?” o tempo todo, embora com razão. Ele não pode nem mesmo ter fortes emoções.

Mesmo se podando, algo muda quando ele conhece uma garota no metrô, mas não tem a chance de saber seu nome. Por dias ele va continuar andando de metrô para ter a chance de encontra-la e no dia que acontece, resolve segui-la para saber um pouco mais sobre sua vida. Ayako trabalha em uma lojinha de luminárias que fica no bairro da Liberdade. Essa loja é de seu avô e muito mais que um simples comércio, junto com ele Ayako tem uma grande responsabilidade. Ela é protetora de um segredo e precisa tomar conta das lanternas que ficam guardadas no porão da loja.

Achei divertido como os dois – Leonardo e Ayako – são personagens tímidos. Confesso que durante a leitura me perguntei se em algum momento ia querer entrar no livro e sacudir os dois, brincar com um “now kiss”, mas o Felipe conseguiu trabalhar bem os personagens sem que ficasse cansativo. Isso também se aplica ao medo do Leonardo. Sua doença foi descoberta quando ele ainda era muito novinho e por ser algo muito complicado ele sempre teve que se limitar. É gostoso ver como ele está conhecendo novos limites enquanto procura conquistar Ayako.

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Adorei como a cultura oriental foi bem detalhada e não pareceu ser jogada no livro. Desde culinária e comportamento/respeito familiar estão bem representados de forma natural no livro e o elemento fantástico é o que dá o grande diferencial ao livro e faz juz ao nome. E é um elemento fantástico inserido com tanta delicadeza que dá gosto de ler e reler, além de indicar para as amigas que adoram romances!

Para variar, não tenho como não elogiar o cuidado com a diagramação e também a edição do livro como um todo. Este ano a Novo Conceito arrasou demais, mesmo nos livros que não me identifiquei ou não curti as histórias.

Já leu o livro ou pretende? Comenta aí pra gente!

XoXo

[resenha] Eu te darei o sol, Jandy Nelson

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ISBN: 9788581636467

Ano: 2015

Páginas: 384

Língua: Português

Editora: Novo Conceito

Preço Médio: 22,00

Sinopse: Noah e Jude competem pela afeição dos pais, pela atenção do garoto que acabou de se mudar para o bairro e por uma vaga na melhor escola de arte da Califórnia.Mal-entendidos, ciúmes e uma perda trágica os separaram definitivamente. Trilhando caminhos distintos e vivendo no mesmo espaço, ambos lutam contra dilemas que não têm coragem de revelar a ninguém.
Contado em perspectivas e tempos diferentes, EU TE DAREI O SOL é o livro mais desconcertante de Jandy Nelson. As pessoas mais próximas de nós são as que mais têm o poder de nos machucar.

Jandy Nelson consegue emocionar qualquer um. Isso é um fato.

Dividido em 2 povs diferentes e se passa em 2 momentos diferentes. Não recomendo que seja lido na tpm, enh mulherada? rsrsrsr.

Vamos acompanhar o Noah e o Jude em uma fase delicada e complicada na vida dos dois. Eles são inseparáveis, mas ao mesmo tempo são personagens muito “individuais”. O Noah é representado por uma escrita é bem mais leve e ele tem uma sensibilidade incrível. Ele é um artista talentoso, mas também sofre por ser mais quietinho, na dele.

Já a Jude é mais desenrolada e com ela o único ponto negativo do livro: Achei que a personagem acabou se mostrando muito mais madura que uma garota de sua idade. Ok, ela tem uma carga emocional grande que a envolve, uma certa amargura até, mas ainda assim, achei que não fez lá muito sentido tanta maturidade de sua parte. Tirando isso, a Jude é o oposto do irmão. Comunicativa, se dá bem com brincadeiras e esportes, popular… e sempre o ajuda quando o vê sofrendo por ser tão reservado.

Os dois acabam dividindo a atenção da mãe e é relatado de forma… sufocante. É incrível como você talvez comece a ler o livro tendo um ponto de vista e este vá mudando aos poucos. Não existe exatamente um time, um irmão para quem torcer. Você se vê supersticioso assim como a Jude e entendendo como o talento do Noah é de te “desmontar” por completo.

No final, você compreende que mais do que a história de dois irmãos que estão ligados de uma maneira incrível, é uma história extremamente humana sobre medo, ódio, sofrimento, alegrias, amores, temores, descobertas… O final não foi como eu esperava, mas quanto mais penso nele, mais vejo que ele foi perfeito. De primeira pode ser que te pegue de surpresa, mas a grande verdade é que é um final daqueles que você só compreende e aproveita de fato depois de muito pensar e refletir sobre ele.

Mais uma vez um livro belíssimo e bem escrito! Com excelentes mensagens.

XoXo

[RESENHA] Eu te darei o sol, Jandy Nelson

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ISBN: 9788581636467

Ano: 2015

Páginas: 384

Língua: Português

Editora: Novo Conceito

Preço Médio: 22,00

Sinopse: Noah e Jude competem pela afeição dos pais, pela atenção do garoto que acabou de se mudar para o bairro e por uma vaga na melhor escola de arte da Califórnia.Mal-entendidos, ciúmes e uma perda trágica os separaram definitivamente. Trilhando caminhos distintos e vivendo no mesmo espaço, ambos lutam contra dilemas que não têm coragem de revelar a ninguém.
Contado em perspectivas e tempos diferentes, EU TE DAREI O SOL é o livro mais desconcertante de Jandy Nelson. As pessoas mais próximas de nós são as que mais têm o poder de nos machucar.

Jandy Nelson consegue emocionar qualquer um. Isso é um fato.

Dividido em 2 povs diferentes e se passa em 2 momentos diferentes. Não recomendo que seja lido na tpm, enh mulherada? rsrsrsr.

Vamos acompanhar o Noah e o Jude em uma fase delicada e complicada na vida dos dois. Eles são inseparáveis, mas ao mesmo tempo são personagens muito “individuais”. O Noah é representado por uma escrita é bem mais leve e ele tem uma sensibilidade incrível. Ele é um artista talentoso, mas também sofre por ser mais quietinho, na dele.

Já a Jude é mais desenrolada e com ela o único ponto negativo do livro: Achei que a personagem acabou se mostrando muito mais madura que uma garota de sua idade. Ok, ela tem uma carga emocional grande que a envolve, uma certa amargura até, mas ainda assim, achei que não fez lá muito sentido tanta maturidade de sua parte. Tirando isso, a Jude é o oposto do irmão. Comunicativa, se dá bem com brincadeiras e esportes, popular… e sempre o ajuda quando o vê sofrendo por ser tão reservado.

Os dois acabam dividindo a atenção da mãe e é relatado de forma… sufocante. É incrível como você talvez comece a ler o livro tendo um ponto de vista e este vá mudando aos poucos. Não existe exatamente um time, um irmão para quem torcer. Você se vê supersticioso assim como a Jude e entendendo como o talento do Noah é de te “desmontar” por completo.

No final, você compreende que mais do que a história de dois irmãos que estão ligados de uma maneira incrível, é uma história extremamente humana sobre medo, ódio, sofrimento, alegrias, amores, temores, descobertas… O final não foi como eu esperava, mas quanto mais penso nele, mais vejo que ele foi perfeito. De primeira pode ser que te pegue de surpresa, mas a grande verdade é que é um final daqueles que você só compreende e aproveita de fato depois de muito pensar e refletir sobre ele.

Mais uma vez um livro belíssimo e bem escrito! Com excelentes mensagens.

XoXo

[RESENHA] A Estrela dos Mortos – SUPERNOVA II, Renan Carvalho

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ISBN: 9788581637914

Ano: 2015

Páginas: 480

Língua: Português

Editora: Novo Conceito

Preço Médio: 25,90

Sinopse: Após deixar sua cidade natal, Leran está perdido em busca de uma pessoa que possa ajudar sua irmã Luana a controlar seus poderes. Enquanto foge de caçadores colocados em seu encalço, o arqueiro conhecerá novos lugares e aliados para sua jornada. Ao mesmo tempo, Tlavi, a jovem Estrela da Cura, tenta desvendar os mistérios de um criminoso capaz de erguer as forças das trevas no território pacificado do Reino Central. O caminho desses personagens está ligado pelo destino. Será que poderão lutar juntos para descobrir como vencer os novos inimigos? Conseguirá Luana despertar sua verdadeira força? Como Leran agirá diante da evolução dos poderes da irmã? É o que você vai descobrir em Supernova: A Estrela dos Mortos.

O segundo volume da série sem dúvida nenhuma é justamente o que comprova pra mim como Renan Carvalho é um nome para se guardar, igualmente como Kel Costa e André Gordirro, quando falamos do gênero de fantasia na literatura nacional.

Esse segundo volume conseguiu ter uma história ainda melhor amarrada, do começo ao fim o livro é recheado por cenas de ação e grandes revelações. Fora que o universo criado por Renan é ainda maior que imaginava! E como é bem aproveitado e descrito!  O livro tem um novo narrador, Tlavi, a estrela da Cura que busca combater as trevas.

Leran e Luana seguem em mais uma aventura, mas algo que me deliciei é que a Luana tem bastante espaço para ser explorada, para mostrar como ela evoluiu e relevar alguns dos mistérios que a envolve. Será que em algum momento ela e Leran vão “se separar” ? A Luana pareceu estar pronta para se tornar mais independente e não isso não ofusca o Leram de forma alguma nesse volume.

Com tantos narradores novos o Renan conseguiu fazer com que o livro fosse muito bem aproveitado. Cada personagem tem seu momento de destaque, mas em momento algum o leitor se vê cansado ou adivinha de cara o que está por vir. Como já comentei, esse segundo livro mostra como a escrita do Renan evoluiu e amadureceu!

O livro é grande, mas todo bem pensado. Você fica sem querer largar, afinal ao fim de cada capítulo você fica precisando saber mais, ter certeza de que tudo vai ficar bem. É uma aventura cheia de surpresas que são reveladas aos poucos, o que faz com que a gente não tenha que esperar um próximo volume para que tudo possa ser respondido.

O único problema é que agora teremos que esperar pelo 3 volume. Isso sim é um problema sério! hehehe! O Livro, está impecável e conta com um apêndice completíssimo. É uma a edição de um livro de fantasia que não deixa barato para nenhum gringo. Se você curte fantasia corre logo para ler e não deixa de contar pra gente o que achou!

XoXo