[Review] A 5 Onda – Filme

5 onda

Dirigido por: J Blakeson
Com: Chloë Grace Moretz, Nick Robinson, Alex Roe 
Gênero: Ficção científica , Aventura, Distopia
Nacionalidade: EUA

Nota: 2/5

De primeira mão quero deixar claro uma coisa: estou cada dia menos empolgada com distopias juvenis, pois, por mais que tenham elementos diferentes, acabam bastante parecidas. Com A 5 onda não foi diferente.

É um estilo que certamente vou tomar cuidado para consumir ao longo deste ano, a não ser que seja algo mais no estilo de A Estrada. Clica aqui para ver o trailer e se você tiver estômago, aconselho que veja. É devastante, mas incrível e pode sim, gerar horar de discussão.

Mas vamos falar sobre a 5 onda.

O filme apresenta um cenário distópico que confesso que de inicio pareceu animador. Aliens estão invadindo a terra e os humanos tem tentado sobreviver ao fenômeno das ondas. No lugar do espectador assistir típicas invasões cheias de tiros, raios, uma violência mais direta, digamos assim, os aliens atingem a terra com ondas, onde catástrofes “naturais” ocorrem. Os humanos estão lutando para sobreviver após 4 ondas, mas a 5 vem para acabar com qualquer esperança que ainda puder existir. E é já no inicio do filme que começam os problemas: tudo que é apresentado na tela é milimetricamente explicado. É como se a audiência não pudesse compreender o que está se passando ali.

Cassie (Chloë Grace Moretz) é a típica adolescente americana. O filme começa mostrando como ela é perfeitinha, como está aproveitando sua fase adolescente e tem uma boa relação com a família. Não existe nada nela que você possa dizer que é extraordinário e somos levados a acreditar como ela não só está destinada a algo maior, como o filme tenta, de diversas formas mostrar como ela é uma protagonista forte, durona. Não funciona pelo obvio: Os boy magia que passam a fazer parte da história a ajudam com tudo.
Isso me incomodou bastante, pois apesar de se mostrar um filme juvenil que tem tudo para apresentar uma nova protagonista interessante, acaba apresentando muito mais uma dama em perigo e um tanto sem voz.

A luta por sobrevivência se torna cada vez mais difícil. Os outros estão por toda parte e Cassie precisa proteger seu irmão. A direção de J Blakeson parece perder a mão no momento em que nossa protagonista deixa de ser uma adolescente como qualquer outra e passa a ser a garota com o enorme peso nas costas.

Assim como nos filmes de jogos vorazes, existe uma interessante construção do relacionamento entre a protagonista e seu irmão mais novo, assim como um forçado triangulo amoroso. Não posso deixar de lado que o filme também parece usar formulas de Independence Day…

O filme se perde, horas mostrando uma protagonista forte, horas mostrando uma garota boba, não se decide. A química do triangulo amoroso não funciona, e o mesmo é um tanto forçado para a audiência. As sequencias de ação, nem sempre funcionam… E o filme se salva muito mais por ter uma excelente trilha sonora e edição de som. A trilha envolve muito mais do que o que estamos vendo na tela, o que é lamentável, uma vez que o impacto deve ser em conjunto.

No lugar de ser finalmente uma distopia juvenil que pode causar discussão e mostrar um material de qualidade, apenas se torna mais do mesmo, especialmente quando está querendo mostrar como é um filme sério, como se fosse um filme que pode ser visto e apreciado por um público mais maduro.

E por falar na Chloe, apesar de ela ser a grande protagonista e levar a história nas costas, a interpretação dela deixou a desejar em diversos momentos. Adoro a maioria dos trabalhos dela, mas esse foi mais um caso em que ela não pareceu estar ligada de fato no personagem…

Enfim, como já comentei anteriormente, o filme se perde sendo mais do mesmo, utilizando formulas que deram certo, mas que infelizmente não funcionam.

Xoxo

RESENHA: QUARANTINE #1 (THE LONERS) – LEX THOMAS

12620969

ISBN: 9781606843291

Ano: 2013

Páginas: 432

Língua: Inglês

Editora: EgmontUSA

Preço médio: US$ 14,00

Ebook: US$ 6,99

Sinopse: Era apenas mais um dia comum na McKinley High, até que uma explosão destrói uma parte da escola. Quando David Thorpe tenta ajudar seu professor de Inglês, o professor tem uma convulsão e morre em sua frente. E isso é apenas o começo.

Um ano depois, McKinley está um caos. Todos os estudantes estão infectados por um vírus que mata apenas os adultos. A escola está sob quarentena, os professores morreram, gangues violentas se formaram baseadas nos estereótipos de ensino médio. Sem uma gangue, você está morto. E David não tem uma gangue. É apenas ele e seu irmão mais novo, Will, contra a escola toda.

A primeira coisa que me chamou a atenção em Quarantine foi a descrição que li em um site: “É como Jogos Vorazes, só que acontece dentro de uma escola como a sua”. Meus olhinhos já brilharam, porque se tem uma coisa que eu adoro ler é distopia, seja adolescente ou adulta. E quanto mais sangrenta melhor. O que fez Quarantine se tornar minha série de distopia teen favorita até hoje.

Em um dia comum de aula acontece uma explosão misteriosa na escola de Ensino Médio McKinley e todos os adultos morrem após ter uma convulsão e sangrar pelo nariz. Os adolescentes são imunes a esse vírus que atacou a escola, a única coisa que acontece com eles é o cabelo ficar branco. Logo o governo os coloca sob quarentena, trancando todo mundo lá dentro na esperança de encontrar uma resposta para aquela epidemia. Meses se passam e nada é feito, os alunos não tem contato com o mundo exterior, o comida começa a acabar e uma nova ordem é estabelecida dentro das paredes da escola.

Gangues são formadas seguindo os estereótipos clássicos de escola americana; temos os Jogadores, as Bonitas, os Nerds, os Skatistas, as Piranhas, os Loucos, todos divididos por afinidades e com o mesmo interesse em permanecer vivo nessa guerra que se tornou a escola. O caos é tamanho que as pessoas se matam por causa de um hidratante labial! Não estou exagerando; rola morte mesmo, sangrenta, que você fica sem acreditar que adolescentes podem fazer aquilo. Mesmo se você já leu Jogos Vorazes vai ficar em choque com as atrocidades que acontecem em Quarantine.

É a lei da selva e eles não medem esforços para sobreviver um dia após o outro, sendo praticamente impossível ficar vivo se você não pertence a uma gangue. Mas David e Will não fazem parte de nenhuma gangue e conseguem dia pós dia sobreviver ao inferno que McKinley se tornou. David poderia muito bem ser o líder dos Jogadores, já que era um popular jogador de futebol americano antes da escola entrar em quarentena, mas após a morte de sua mãe ele se isolou dos amigos e acabou sozinho já antes da explosão. Seu irmão mais novo sofre de epilepsia e isso dificulta na hora de correr por sua vida, literalmente.

O que me deixou mais apaixonada por esse livro foi o fato dos autores (sim, são dois: Lex Hrabe e Thomas Voorhies) não ficam com peninha dos adolescentes de McKinley, muito menos de quem tá lendo. Eles conseguiram escrever a história mais sanguinária e louca no mundo das distopias, mas sem criar um universo ridículo ou cair na bizarrice que não faz sentido. São crianças metidas em uma situação extrema, esquecidas completamente pelos adultos que deveriam cuidar delas, então é mais que esperado que a coisa toda se torne a mais terrível possível. Medidas extremas precisam ser tomadas e é uma corrida contra o tempo, pois assim que você se forma na escola (completa 18 anos) não será mais imune a esse vírus.

Infelizmente, Quarantine ainda não tem edição nacional e eu queria aproveitar essa resenha para fazer um pedido: EDITORAS NACIONAIS, PUBLIQUEM QUARANTINE (#PleaseComeToBrazil). Se eu pudesse, mandava e-mail para todas as editoras do Brasil pedindo que elas publiquem essa série para nossas prateleiras porque é uma das mais loucas e legais que eu já li. Vale muito a pena conferir se você consegue ler em inglês e me avisem se já leram ou pretendem ler, pois eu preciso de pessoas para discutir sobre esse livro.

Beijos