[Resenha] Cidades de Papel

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Expectativas X Realidade. Você pode já ter visto isso em outro filme, mas não se preocupe. Cidades de papel não é apenas mais um filme adolescente ou um mais um filme sobre os dramas da idealização de um relacionamento. Divertido e jovial, Cidades de Papel mostra que é preciso se perder para se encontrar.

Na adolescência se vive tudo bem à flor da pele. Namoros, amizades, dificuldades, brigas, esperanças.

Mesmo quando estamos dentro de nossa total zona de conforto, é possível viver isso intensamente. E essa é a vida de Q. Ele é um adolescente Neri, reservado. Tem alguns amigos, é bom aluno, se dá bem com seus pais. Tem sua vida completamente planejada e justamente por viver uma frustração amorosa, imagina que só vai ser feliz depois dos trinta.

Somos apresentados a Margo, a garota popular e personagem favorita das mais diversas histórias que circulam pela escola. Ela é sua vizinha e sua grande paixão. Eles cresceram juntos, o Q e a Margo sempre desvendaram mistérios juntos. Ao longo dos anos acabaram se afastando. Ele o nerd, ela a popular. A paixão que sente por ela nunca sumiu e sim sempre aumentou. Uma bela noite, ela aparece e lhe propõe uma aventura. Q aceita e se diverte como nunca fez antes. Sua esperança de conquistar a garota de seus sonhos aumenta, mas no dia seguinte ele recebe a noticia: Margo sumiu. Decidido, ele resolve finalmente sair da sua zona de conforto e encontrar a sua garota.

O filme é dividido em três atos bem aproveitados. Personagens bem construídos e bem interpretados, roteiro cativante e um jogo de câmera  que não cansa o expectador mesmo quando a cena mostra um mesmo cenário diversas vezes.

De um comum drama adolescente na escola, o filme consegue se transformar em um road movie com todos os elementos do gênero e uma pitada a mais de diversão e se desenrola em um filme sobre amadurecimento dos personagens. Todos eles.

O mistério em torno do desaparecimento de Margo também é bem construído e cativa o espectador a querer compreender cada uma das pistas e vibrar quando cada uma delas é desvendada.

Os personagens como já comentei são consistentes e bem interpretados. Mesmo aqueles que tem um tempo mínimo em tela tem uma função. São adolescentes com perfis batidos, mas se destacam e não caem na mesmice. A evolução de cada um deles é sensível e bem trabalhada. Nada no filme se torna piegas.

Para fechar, além da boa direção e do bom roteiro, Cidades de papel é um filme que tem uma excelente trilha sonora e uma belíssima fotografia. É diversão garantida para todas as idades e mais um filme que retrata bem os dramas adolescentes sem desmerecer ou diminuir as vivencias da época.