[Resenha] Beleza Perdida – Amy Harmon

beleza

Ano: 2015
Páginas: 336
Língua: Português
Editora: Verus
Preço Médio: 32,90

Sinopse: Ambrose Young é lindo — alto e musculoso, com cabelos que chegam aos ombros e olhos penetrantes. O tipo de beleza que poderia figurar na capa de um romance, e Fern Taylor saberia, pois devora esse tipo de livro desde os treze anos. Mas, por ele ser tão bonito, Fern nunca imaginou que poderia ter Ambrose… até tudo na vida dele mudar.

Beleza perdida é a história de uma cidadezinha onde cinco jovens vão para a guerra e apenas um retorna. É uma história sobre perdas — perda coletiva, perda individual, perda da beleza, perda de vidas, perda de identidade, mas também ganhos incalculáveis. É um conto sobre o amor inabalável de uma garota por um guerreiro ferido.

Este é um livro profundo e emocionante sobre a amizade que supera a tristeza, sobre o heroísmo que desafia as definições comuns, além de uma releitura moderna de A Bela e a Fera, que nos faz descobrir que há tanto beleza quanto ferocidade em todos nós.

Mesmo este livro me fazendo chorar, terminei sua leitura com um sorriso no rosto e uma gratidão em meu coração.

De todos os contos de fadas o meu preferido é A Bela E A Fera, e logo que vi a sinopse deste livro, desejei ele loucamente, mas uma parte de mim tinha medo. E esse medo era por imaginar que esse livro ou iria me fazer chorar horrores, ou ele iria destruir um dos clássicos mais fantástico que conheço (como já vi tantas adaptações fazerem). Mas não podia estar mais enganada, ta certo, eu chorei, mas ao mesmo tempo ele encheu meu coração de ternura.

É uma releitura moderna desse clássico infantil, que aborda temas importantes de forma casual, que fala sobre perdas e nos faz sentir mais leves. Conta a história de uma menina que se apaixona pelo garoto mais popular e bonito de sua escola, e que nunca tinha olhado para ela, mas as coisas mudam quando ele vai para a guerra com seus amigos, e após sua volta para casa, tudo mudou, ela não é mais a menina de aparelhos desajeitada, e ele não é mais o que costumava ser, muitas coisas em sua vida foram perdidas e ele precisará aprender a conviver com isso.

“Você lê romances de sacanagem e cita a Bíblia. Não tenho certeza se consigo entender qual é a sua.”

As vezes eu tenho a impressão que nem todos os autores sabem finalizar seus livros, como por exemplo, livros que terminam de uma forma apelativa para tornar o livro emocionante, já outros colocam um final feliz e deixam tudo água com açúcar. E no meio de tanta destruição, a vezes, tudo que nós queremos é um final que encha nossos corações de alegria e nos emocione sem a necessidade de destruí-lo. E é encantador a forma que a autora consegue fazer isso.

“Talvez os milagres que vemos sejam apenas a ponta do iceberg. E talvez a gente apenas não reconheça as bênçãos que resultam de coisas terríveis.”

De forma bem delicada ela vai nos conectando com a nossa fé, independente de religião, com frases inspiradoras e nos ensinando a saborear a vida.

O livro traz muitos questionamentos e respostas, e deixa a leitura muito gostosa e fluída.

Um dos principais assuntos do livro, como já deve dar para perceber pelo título, é a influência que a beleza tem sobre nossas vidas. Como nos atraímos a ela. E muitas vezes se deixa de olhar o principal, seu conteúdo.

Quantas meninas ou meninos não crescem se achando feios, com uma autoestima baixa, e isso influência por toda sua vida, nas suas decisões e na forma como enxergam o mundo.

Precisamos nos desprender desse esteriótipo. Dessa beleza “perfeita”. O que importa é como nos sentimos e de como somos capazes de enxergar a beleza, pois se olhar bem, existem vários tipos dela. E aí, você é capaz de ver beleza por onde passa?

Esse com toda certeza entrou para minha lista de favoritos (que por sinal só faz crescer hahaha).

Leiam, leiam e leiam.