[resenha] à margem do lago, sara gruen

CAPA-À-Margem-Do-Lago

Ano: 2016
Páginas: 392
Língua: Português
Editora:Bertrand Brasil
Preço Médio: 35,00

Sinopse:   Após uma festa de ano-novo da alta sociedade na Filadélfia em 1944, Madeline Hyde e seu marido Ellis são expulsos de casa pelo pai dele, um rico ex-Coronel das forças armadas, já bastante envergonhado pela incapacidade do filho em ir para a guerra. Com a ajuda do melhor amigo, Hank, Ellis chega à conclusão que a única maneira de reconquistar os favores do pai é ser bem-sucedido em algo que o Coronel falhou no passado: caçar o famoso monstro do Lago Ness. Maddie, relutantemente, cruza o oceano Atlântico com eles, deixando para trás seu aconchegante e protegido mundo. O trio chega a um vilarejo distante nas Terras Altas da Escócia, onde são desprezados pelos moradores locais. Maddie fica sozinha numa isolada hospedaria, onde a comida é racionada, o combustível é escasso e o carteiro bater à porta pode significar notícias trágicas. Apesar disso, ela começa a se apaixonar pela beleza deslumbrante e a magia sutil do interior escocês, e a amizade com duas jovens mulheres abre seus olhos para um mundo maior do que ela imaginava existir. Maddie começa a perceber que nada é o que parece: os valores que ela mais prezava se mostram insustentáveis, e monstros surgem onde menos se espera.

Eu sou completamente apaixonada pela escrita da Sara Gruen. Dá gosto de ler tudo que ela escreve, especialmente por sempre transbordar pesquisa!

Outra coisa interessante da escrita dela é que ela sempre coloca um animal em suas histórias. Algumas pessoas podem se chatear por ela sempre colocar os personagens principais em situações extremas, mas confesso que gosto disso.

O livro tem vários clichês e de certa forma também tem uma construção parecida com Água para Elefantes, mas mais uma vez, isso não me incomoda, afinal ela trabalha tudo muito bem. Pode parecer uma simples receita de bolo, mas não é. Maddie é casada com Ellis, e ambos sempre foram muito privilegiados. Os problemas começam quando eles são cortados. Ellis, disposto a provar para seu pai que tem valor, resolve concluir um projeto que seu pai nunca conseguiu. Capturar o monstro do lago Ness.

O melhor amigo de Ellis, Hank os acompanha na viagem onde todos vão viver de forma totalmente diferente. Não existem privilégios, empregados, fartura. Para Maddie se vê presa em um mundo do qual ela não faz parte. Mais que isso. Aos poucos, ela vai ver que o monstro pode estar ainda mais próximo que ela imagina.

Sara flerta com o que ocorre em um pós guerra, mas não foca necessariamente nisso. O que de certa forma, achei uma pena. No inicio achei a Maddie bem chata. Fiquei pensando quanto tempo levaria até que ela pudesse finalmente se permitir e absorver o que tinha ao seu redor. Mas como um bom personagem, tem sim um arco muito interessante reservado para ela.

Sua jornada é mais longa e menos prazerosa que imaginava. A sua libertação muitíssimo importante e inspiradora. Sobre o monstro do lago Ness? Só lendo para compreender sua grande importância.

Amizade e empatia são duas pautas fortes no livro.

Mais uma vez a Sara me prendeu do começo ao fim e a tradução da Bertrand Brasil está fantástica. Agora vou torcer para que os outros livros dela sejam publicados por aqui, o mais breve possível.

Se você ainda não conhece o trabalho da autora, ou se já conhece, está perdendo tempo por não ler o À MARGEM DO LAGO.

Mirela Paes

Escritora de final de semana. Viciada em livros, filmes e séries. No twitter só fala bobagem o dia todo e é completamente apaixonada por cachorros.

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