[CRÍTICA] Minha Mãe é uma Peça 2

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Confesso que fui assistir Minha Mãe é uma Peça 2 com muitas expectativas de que seria bom e foi mais do que eu imaginei. Diria que foi melhor do que o primeiro.

O que me fez amar ainda mais o filme foi que ele me fez refletir o que uma mãe sente quando um filho começa a uma necessidade de ser independente Alguns momentos excessivos que Dona Hermínia tem com os filhos eu me identificar porque eu vejo um pouco disso Na minha casa e finalmente pude ver (ou não kkk) que é apenas uma mãe mãe. Nós chegamos na aborrecença, e / ou começamos a vida adulta queremos ser independentes, ser livre mesmo ainda morando com os pais. Mas nem sempre é assim tão bom quanto esse “dramas” que como mães são só preocupação de mãe.

Mãe acha que seu filho nunca vai crescer, que vai ser seu passarinho para sempre, mas quando ver o seu passarinho criou assas e quer voar. Precisamos de limpar e proteger como se fossem passarinhos bebês. As vezes é exagerado e excessivo? É Mas é uma única forma delas demonstram o quanto nós amamos e só queremos o nosso bem. E o filme retratou muito bem isso com muito amor, humor, alegria e lágrimas. Com certeza será o primeiro a fazer a minha lista de melhor filme de 2016 (sim, ganhando de Rogue One.)

O filme estreia dia 22 de dezembro de 2016, é dirigido por César Rodrigues

[RESENHA] Inferno – O filme

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Resenha escrita por Julianna Costa

 

Inferno

 

O incômodo que eu sinto com os livros de Dan Brown – e consequentemente com suas adaptações cinematográficas – é a constante sensação de repetição. Um mistério disposto através de quebra-cabeças, um pedido de ajuda ao professor que dá identidade a franquia, uma ajuda feminina oportuna que serve apenas como sidekick temporário, e um ou dois plot twists que são facilmente antecipados – pelo mesmo motivo de repetição – mas que não darei nomes aqui, para evitar spoilers.

Em Inferno, o professor e simbologista Robert Langdon está na Itália, perseguindo pistas deixadas pelo bilionário Bertrand Zobrist, viciado em Dante Alighieri, que pretende disseminar um vírus capaz de exterminar metade da população humana.

A motivação do bilionário é uma coisa meio Ozymandias – para os fãs de Watchmen – só que bem menos complexa (ou interessante). Zobrist acredita que o aumento da população é um câncer que vai destruir o mundo e por isso, os números precisam ser radicalmente reduzidos.

Meus principais problemas com esse filme podem ser divididos em três ordens:

1 – O vilão não funciona

Zobrist ameaça o futuro de metade da humanidade, mas, na realidade, em momento algum você realmente sente a iminência do perigo. O modo como o vilão se apresenta é coeso e tranquilo, passando para o espectador uma sensação de razão muito maior que a de loucura.

No entanto, embora a interpretação de Ben Foster pudesse ter sido um pouco mais direcionada nesse quesito, minha principal crítica ao seu personagem ainda é a aleatoriedade que ele impõe à trama.

Não existe uma explicação mais profunda sobre suas intenções ou procedimentos. O filme apenas nos conta que Zobrist quer salvar o mundo porque sim, ele usa Dante Alighieri porque sim e ele deixa pistas porque sim. Claro, há explicações superficiais que justificariam cada uma dessas condutas, mas elas são TÃO superficiais que a lógica rapidamente cai no ridículo.

 

2 – A colcha de retalhos do roteiro

A sequência de eventos do filme não acontece de um modo fluido. Na verdade, é o exato oposto: Em vários dos eventos você se pega, sobressaltado, questionando-se “ok, como diabos esse personagem chegou aí?” ou “POR QUE ele está fazendo isso??”

Não é o tipo de reação que se espera do público em um filme de investigação e mistério.

E quanto mais complexa e cheia de ferramentas a engrenagem fica, mais perceptível se torna o fato de que sua fundação é frágil. A complexidade surge com a intenção de fazer o espectador imaginar que a trama é elaborada e inteligente, mas atinge um efeito contrário com sua enxurrada de falhas na narrativa.

 

3 – O “show and tell”

Um bom filme (uma boa história, na verdade) precisa equilibrar bem o “show and tell”. Ou seja, o que vai ser efetivamente “mostrado” para o espectador, e o que vai ser apenas “contado”. Um filme que mostra todos os acontecimentos corre o risco de ficar muito longo e confuso. Já um filme que conta todos os acontecimentos – sem mostra-los – facilmente se perde entediando o espectador.

Aqui residiu o maior problema da narrativa de Inferno. Para manter o mistério, o diretor resolveu deixar o espectador no escuro completo mostrando-lhe quase nada, apenas para revelar todas as verdadeiras intenções desse ou daquele personagem no momento final de virada, com o “monólogo do vilão” que acontece em mais de um momento do filme – embora nem sempre por vilões. Isso deixa a sensação de que você não está vendo uma história ser contada, mas apenas ouvindo os personagens contarem o que o diretor não conseguiu mostrar.

Torna a experiência enfadonha, desinteressante e, em última instância, ruim.

 

 

SPOILER

Quando li o livro, uma das partes que achei mais ricas foi o final. Para mim, foi um momento realmente surpreendente que tornou a história original do seu próprio modo.

No entanto, no filme, a opção feita foi por mudar completamente o resultado fina, retirando-lhe o que tinha de realmente único para cair no “mais do mesmo”. Realmente, não consigo compreender essa decisão que contribuiu para, na minha opinião, bater o prego final no caixão da franquia.

 

Desestimulante, desinteressante e desconectado, a pior das três adaptações de livros de Dan Brown. Não que as duas primeiras tenham sido obras-primas do cinema, mas pelo menos elas tinham o “inesperado” ao seu favor. Inferno, apesar de tentar inovar aqui e ali, acabou se perdendo em repetição.

[Resenha] O lar das crianças peculiares , de Tim Burton

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Resenha por Julianna Costa

O mais curioso a respeito do livro escrito por Ransom Riggs – e consequentemente o roteiro do filme por ele inspirado – é como consegue ser igualmente simples e complexo.

Resumir a história é atividade que pode ser feita sem maiores problemas. No entanto, acompanha-la torna-se uma atividade delicada que deve ser feita com cuidado.

O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares conta a história de Jacob Portman e seu relacionamento com seu avô. Desde muito jovem, Jacob ouvia de seu avô as histórias maravilhosas – e inacreditáveis – sobre o orfanato em que cresceu durante a Segunda Guerra, quando sua família o enviou para fora da Polônia, sob o cuidado de estranhos, para que pudesse se salvar.

Com a maturidade, no entanto, veio a Jacob a compreensão de que as histórias de seu avô talvez não fossem tão reais assim, e que seriam, na verdade, apenas sua interpretação de fatos assustadores que viveu quando criança.

Mas, como o próprio Jacob deixa claro em sua narrativa, um evento é capaz de mudar tudo. E, para ele, esse evento é justamente a misteriosa morte de seu avô – definida pela polícia como acidente e ataque de animais – que o jovem protagonista tem dificuldade em aceitar.

Eis que ele parte em uma viagem para a ilha remota onde seu avô afirmou ter crescido, para tentar encontrar um pouco de paz e encerramento. Uma sequência de eventos simples até então, mas que se tornam fantásticos e surreais quando Jacob começa a investigar os mistérios que a ilha esconde.

Com uma caracterização interessante, o filme se conta através do estilo típico de Tim Burton. Tão típico que, em mais de uma cena, eu me peguei rindo e imaginando o quanto o diretor deve ter amado fazer uma ou outra cena em especial. Embora talvez, seja o filme de composição menos… “peculiar” de Burton. Ao contrário do sombrio-gourmet, ou do alegre-algodão-doce que ele sempre apresenta com maestria, O Orfanato da Srta. Peregrine tem um estilo quase “normal” se comparado a outros títulos inesquecíveis do diretor.

O elenco seria do tipo capaz de levar o espectador às lágrimas se não tivesse sido tão mal aproveitado entre cenas corridas, piadas desnecessariamente mantidas e desenvolvimento superficial.

Eu não sou fã incondicional da Eva Green, mas confesso que ela foi meu elemento favorito na história. Ao saber do filme, questionei, por alguns instantes, como seria assistir Bonham-Carter (aí sou fã incondicional) no papel da Srta. Peregrine, mas assim que Green assumiu a tela com suas roupas elegantes e seu sorriso matriarcal, minhas dúvidas se desfizeram. Green funciona e é uma pena que, ao resto do elenco, não tenha sobrado tempo para acompanha-la.

O que achei mais frustrante na narrativa, no entanto, foi como o roteiro decidiu se apressar em contar a investigação inicial de Jacob para leva-lo a ilha de uma vez.

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Eu sei que são ritmos diferentes, que um filme nunca pode ser igual a um livro e tudo isso… mas é sempre um pouco incômodo quando você precisa assistir um diretor desconsiderar o que você – enquanto leitor – considerou uma das partes mais importantes da história.

O relacionamento de Jake com seu avô e a consequente investigação que se inicia com o misterioso assassinato é uma parte riquíssima da história e que serve para criar o plano de fundo de antecipação e interesse na ilha, orfanato e tudo que ali se esconde. O filme, no entanto, prefere focar em uma narrativa sombria na sua primeira metade – digna de assustar crianças menores com algum empenho – e em uma aventura sessão da tarde, na sua metade final, abandonando os ares de mistério da história quase que completamente.

Essa velocidade com que problemas eram apresentados, e a facilidade com que eram resolvidos, me incomodou por boa parte da experiência.

Como em todas as adaptações, mudanças foram feitas, personagens foram excluídos e nós, leitores-espectadores nem sempre vamos concordar com o diretor ou uns com os outros. Então, quanto a esse ponto, para evitar spoilers, tudo que posso dizer é que não entendi o propósito por trás de uma das mudanças mais importantes. Não se preocupe: se você leu o livro, vai entender de que mudança estou falando assim que assistir o filme.

No entanto, houve uma mudança que eu recebi de bom grado.

Quando vi o filme, ainda estava na metade da leitura e ainda não tinha lido a apresentação da Bronwyn no livro.

No livro, ela é uma garota com uma super-força e, em sua apresentação, é descrita como uma garota rude e masculinizada, ao que se segue o comentário de algo como “ok, ela nem é tão bonita assim, mas é gente boa”.

Bem, não é segredo que eu não gosto desse tipo de caracterização. Acho extremamente desnecessário definir a aparência de uma mulher como algo relacionado ou não ao pacote de convenção social que lhe é atribuído quando nasce com uma vagina, e associar a divergência entre sexo biológico e aparência que é esperada da sociedade como ausência de beleza é algo extremamente problemático, na minha opinião.

O filme não seguiu por essa vertente e eu apreciei não precisar assistir comentários desse nível. Bronwyn é apresentada como uma garotinha minúscula em seu vestido de princesa… Acho que teria preferido a personagem “rude” como ela é, mas sem qualquer comentário associado a sua beleza, obrigada. No entanto, se é preciso escolher, nesse critério específico, fico com o filme.

A história é interessante para todas as idades, embora eu acredite que crianças menores definitivamente podem se assustar no primeiro terço do filme.

Como um todo, consegue ser visualmente atraente e gratificante. Fãs do livro não devem ir esperando algo revolucionário. Uma boa apresentação é feita, mas nada excepcional.

Visualmente interessante, mas com um compasso acelerado, O Orfanato da Srta. Peregrine – como filme – também permanece preso na dualidade entre o simples e o complexo de modo que, por ironia do destino, “peculiar” acaba sendo a melhor palavra para descrevê-lo.

Protagonizado por Matt Damon, suspense ‘A Grande Muralha’ ganha primeiro trailer

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COM DIREÇÃO DO CHINÊS ZHANG YIMOU, PRODUÇÃO AINDA TRAZ WILLEM DAFOE E PEDRO PASCAL NO ELENCO

Mais de 1.700 anos para ser construída e mais de 8 mil quilômetros de comprimento: o mistério em torno da Grande Muralha da China é tema do novo suspense de Zhang Yimou (“O Clã das Adagas Voadoras” e “Flores do Oriente”). Assista ao trailer de “A Grande Muralha” (The Great Wall)

Previsto para chegar aos cinemas brasileiros em fevereiro de 2017, o longa conta a história de uma força de elite que apoia a construção de uma das estruturas mais icônicas da humanidade. O filme conta com roteiro de Tony Gilroy, da franquia “Bourne”, e Carlo Bernard & Doug Miro, de “Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo”.

Com distribuição da Universal Pictures e produção da Legendary Pictures, o longa traz Matt Damon, Willem Dafoe, Pedro Pascal, Tian Jing, Hanyu Zhang e Han Lu no elenco.

ESQUADRÃO SUICIDA ESTARÁ PRESENTE NA TATTOO WEEK SP 2016

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O longa é dirigido por David Ayer e estreia em 4 de agosto no Brasil

Em mais uma ação para divulgar o aguardado filme dos mais perigosos supervilões do cinema, Esquadrão Suicida, a Warner Bros. Pictures terá um stand na 6ª edição da Tattoo Week SP 2016, uma das principais convenções de tatuagem do mundo, que acontece entre os dias 22, 23 e 24 de julho no Expo Center Norte, em São Paulo.

No stand, os visitantes poderão fazer tatuagens de decalque dos personagens do filme, como Arlequina, Coringa e Pistoleiro, entre outros. Além disso, também poderão se transformar em alguns dos personagens do longa com maquiagens da Arlequina, Coringa, Pistoleiro, Diablo e Katana. A ação também conta com a presença de atrizes caracterizadas como Arlequina no local, exibição dos trailers do filme em telões e carregadores de celular no lounge.

Mais informações sobre o evento e valores poderão ser obtidas no site http://tattooweek.com.br/.

Sobre o filme

Do diretor David Ayer (“Corações de Ferro”; “Marcados para Morrer”), chega Esquadrão Suicida, estrelado pelo indicado ao Oscar Will Smith (“Ali”; “À Procura da Felicidade”) e pelo vencedor do Oscar Jared Leto (“Clube de Compras Dallas”), assim como por Margot Robbie (“O Lobo de Wall Street”; “Golpe Duplo”), Joel Kinnaman (série de TV “House of Cards”) e pela indicada ao Oscar Viola Davis (“Histórias Cruzadas”; “Dúvida”).

É bom ser mau… Reúna um time com os mais perigosos Supervilões já encarcerados, forneça a eles o mais poderoso arsenal à disposição do governo e os envie em uma missão para derrotar uma entidade enigmática insuperável. Amanda Waller, Oficial de Inteligência dos EUA, está convencida de que apenas um grupo de indivíduos díspares, desprezíveis, com quase nada a perder e convocado secretamente vai funcionar. No entanto, quando eles percebem que não foram escolhidos apenas para ter sucesso mas também por sua óbvia culpa quando inevitavelmente falharem, o Esquadrão Suicida resolverá morrer tentando ou decidirá que é cada um por si?

Com roteiro e direção de Ayer e baseado nos personagens da DC Comics, o filme também é estrelado por Jai Courtney (“A Série Divergente: Insurgente”), Jay Hernandez (“Ladrões”), Adewale Akinnuoye-Agbaje (“Thor: O Mundo Sombrio”), Ike Barinholtz (“Vizinhos”), Scott Eastwood (“Corações de Ferro”), Cara Delevingne (“Cidades de Papel”), Adam Beach (“Cowboys & Aliens”) e Karen Fukuhara, em seu primeiro papel em um longa-metragem. É produzido por Charles Roven e Richard Suckle e produção executiva de Zack Snyder, Deborah Snyder, Colin Wilson e Geoff Johns.

A equipe de criação de Ayer nos bastidores inclui o diretor de fotografia Roman Vasyanov (“Corações de Ferro”; “Marcados para Morrer”), o designer de produção Oliver Scholl (“No Limite do Amanhã”), o editor John Gilroy (“Círculo de Fogo”), a figurinista Kate Hawley (trilogia “O Hobbit”) e o supervisor de efeitos visuais indicado ao Oscar Jerome Chen (“O Pequeno Stuart Little”; “Corações de Ferro”; filmes “O Espetacular Homem-Aranha”). A trilha sonora é criada por Steven Price (“Gravidade”), compositor ganhador do Oscar.

A Warner Bros. Pictures apresenta Esquadrão Suicida, uma produção da Atlas Entertainment e um filme de David Ayer. O longa será distribuído mundialmente pela Warner Bros. Pictures, uma empresa do grupo Warner Bros. Entertainment, e tem estreia nacional prevista para 4 de agosto de 2016, com lançamento em 3D, 2D e IMAX® 3D, em salas de cinema selecionadas.

 

RESENHA – DOIS CARAS LEGAIS

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Lançamento: 21/07/16
Direção: Shane Black
Elenco: Ryan Gosling, Russell Crowe, Margaret Qualley

Sinopse: Na Los Angeles dos anos 1970, a filha de uma funcionária do Departamento de Justiça dos Estados Unidos é sequestrada e ela decide contratar Jackson Healy (Russell Crowe), brutamontes violento e ex-alcoólatra, para investigar o caso. O trabalho revela-se mais complicado do que o esperado e ele decide contar com a ajuda a um medroso e atrapalhado detetive particular (Ryan Gosling).

O filme começa promissor. Excelente trilha sonora, boa apresentação de personagens e cenário. Ficamos sabendo qual a grande trama já no começo do filme e nos envolvemos com ela. O problema é que além de falas extremamente repetitivas e que em nada contribuem com a trama, passamos 2/3 do filme acompanhando um acontecimento que no final das contas não parece ser suficiente. A trama não é sólida. A produção do filme está bem bacana e o elenco sem dúvida alguma trabalha muito bem, o que é uma pena.
A direção parece tão confusa quanto seu material base em alguns momentos, o que acaba jogando fora o trabalho do restante da equipe em alguns momentos. No final, Dois caras legais se torna um filme mais interessante por seu visual do que por seu conteúdo e lamentavelmente dá a dica de que pode ter uma sequência.

RESENHA: JULIETA, Pedro Almodóvar

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Lançamento 07/07/2016
Direção: Pedro Almodóvar 

Elenco: Inma Cuesta, Adriana Ugarte, Emma Suárez e mais.

Sinopse: Julieta – Julieta (Emma Suárez/Adriana Ugarte) é uma mulher de meia idade que está prestes a se mudar de Madri para Portugal, para acompanhar seu namorado Lorenzo (Dario Grandinetti). Entretanto, um encontro fortuito na rua com Beatriz (Michelle Jenner), uma antiga amiga de sua filha Antía (Blanca Parés), faz com que Julieta repentinamente desista da mudança. Ela resolve se mudar para o antigo prédio em que vivia, também em Madri, e lá começa a escrever uma carta para a filha relembrando o passado entre as duas.

Em Julieta temos um trabalho de produção, produção de arte e design de produção incríveis. A trilha sonora consegue acompanhar bem o que ocorre em tela e transmitir angustia, raiva e felicidade para o espectador.

Na realidade, toda a parte técnica do filme é impecável. A fotografia merece destaque e as locações escolhidas para rodar o filme são maravilhosas e trazem bastante bagagem para o que ocorre em cada cena. O filme também conta com um elenco muito bom, destacando, claro, Adriana Ugarte que faz Julieta jovem e Emma Suárez, que interpreta Julieta mais velha. O trabalho de ambas é muito bom mostrando as dores e os amores de Julieta.

O que me decepcionou no filme, foi o roteiro. Além das falhas mais simples como excesso de narração e grandes sequencias de ação, ele se torna fraco, não justificando totalmente as ações de alguns personagens. Fica claro que o que querem é destacar o sofrimento da protagonista, a dor de ser uma mãe que sofre com o afastamento da filha, mas é um roteiro que peca por querer que a personagem sofra em diferentes momentos. O que seria o mais interessante a ser explorado, ocorre praticamente no final do filme, e se perde. por uma situação já esperada. Não existe surpresa, não existe alívio. Na realidade, pode causar raiva ao espectador.

Apesar dos problemas com o roteiro, o filme grita Almodóvar, com as cores fortes – o vermelho vibrante, do inicio ao fim se destacando em tela – e personagens femininas sempre em destaque. Para quem, assim como eu, curte o trabalho do diretor, ou, caso seja amante de cinema de arte, com toda certeza não pode perder a oportunidade de assistir o filme.

XoXo

Resenha: Independence Day – O Ressurgimento

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Lançamento 23/06/2016
Direção: Roland Emmerich
Elenco: Liam Hemsworth, Jeff Goldblum, Bill Pullman, Jessie Usher, Maika Monroe, Vivica A. Fox, Sela Ward, William Fichtner

Sinopse: Após o devastador ataque alienígena ocorrido em 1996, todas as nações da Terra se uniram para combater os extra-terrestres, caso eles retornassem. Para tanto são construídas bases na Lua e também em Saturno, que servem como monitoramento. Vinte anos depois, o revide enfim acontece e uma imensa nave, bem maior que as anteriores, chega à Terra. Para enfrentá-los, uma nova geração de pilotos liderada por Jake Morrison (Liam Hemsworth) é convocada pela presidente Landford (Sela Ward). Eles ainda recebem a ajuda de veteranos da primeira batalha, como o ex-presidente Whitmore (Bill Pullman), o cientista David Levinson (Jeff Goldblum) e seu pai Julius (Judd Hirsch). 

Em uma tentativa de se mostrar diferente do primeiro filme, Independence Day falha tão catastroficamente quanto suas sequencias de destruição em grande escala ao redor do mundo.

Alias, vale ressaltar que o diretor consegue sim fazer sequencias de tirar o fôlego. Nessas cenas os planos são belíssimos e muito bem aproveitados. As sequências de ação – que são muitas ao longo do filme – também são muito bem trabalhadas. O CGI é extremamente bem aproveitado. Não costumo aproveitar filmes em 3D ou salas de IMAX, mas em Independence Day eles utilizam bem o recurso inclusive para trabalhar bem profundidade, escala e proporção. O maior problema é que o roteiro soa preguiçoso.

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Mesmo quem nãos assistiu ao primeiro filme pode perceber como durante o filme inteiro os personagens lembram do ocorrido vinte anos antes e tentam, o tempo inteiro se valer disso para resolver a grande questão. Os personagens são, em sua maioria jogados ao longo do filme. Tirando os personagens que já apareceram no primeiro filme, os novos não tem real função. E são tantos que não conseguem ter o seu arco bem aproveitado.

A prova disso é que colocaram uma presidenta nos tempos atuais, mas isso em nada é aproveitado. A personagem interpretada por Sela Ward se não tivesse tempo em tela não faria diferença. Assim como Jake, interpretado por Liam Hemsworth, que surge como o grande e novo herói da história, mas não tem um real arco definido. Horas ele parece ser o herói, horas ele parece ser apenas parte de um triangulo amoroso bobo e desnecessário para a trama se desenrolar.  As falas em sua maioria são tão bobas que nem mesmo quando um alivio cômico é apresentado ela funciona.

O primeiro Independence Day marcou a infância de muita gente, então também esperava, pelo estilo do filme que acontecesse muito fã service, mas isso não ocorre. Talvez o maior pecado do roteiro tenha sido tentar se distanciar de sua origem.

Apesar de todos os problemas do filme, ele não deixa de ser um bom entretenimento. Os fãs de filmes recheados por ação tem aí uma excelente opção em cartaz. Os fãs do primeiro filme com toda certeza não podem deixar de conferir como o filme ficou.

E para quem curtiu o filme para valer, não precisa se preocupar: um terceiro filme vem por aí e já está com o anuncio confirmado. O plot dessa vez será diferente e confesso que estou curiosa para ver o que vem por aí. Sendo um resultado desastroso ou não.

Independence Day está em Cartaz nos melhores cinemas do país.

XoXo

COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ APRESENTA TRILHA SONORA REPLETA DE ROMANTISMO

O longa, que está em cartaz nos cinemas brasileiros, tem o clima romântico embalado por músicas como a famosa “Photograph” de Ed Sheeran e “Till The End”, na suave voz de Jessie Ware.

“Not Today”, da banda Imagine Dragons, também é destaque na trilha sonora do longa. A canção foi divulgada recentemente junto a um vídeo repleto de cenas emocionantes estreladas por Emilia Clarke e Sam Claflin.

A trilha sonora completa será lançada em 3 de junho de 2016, pela Interscope Records. Veja abaixo as músicas que a compõem:

1. Max Jury – “Numb”

2. HOLYCHILD – “Happy With Me”

3. X Ambassadors – “Unsteady’ (Erich Lee Gravity Remix)”

4. Jessie Ware – “Till The End”

5. The 1975 – “The Sound”

6. Jack Garratt – “Surprise Yourself”

7. Cloves – “Don’t Forget About Me”

8. Ed Sheeran – “Photograph”

9. Imagine Dragons – “Not Today”

Link para compra do álbum: https://VA.lnk.to/TrilhaMeBeforeYou

 

E aí? Se emocionou escutando também?

 

XoXo