Making A Murderer – Review, e bate papo.

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Sinopse: O documentário conta a história de Steven Avery. Após ter passado 18 anos preso por um crime que não cometeu, ele consegue a liberdade devido a um exame de DNA que prova sua inocência. A história vira notícia e, quando está prestes a ganhar uma gigantesca indenização pelo Estado, Avery se torna o principal suspeito do assassinato da fotógrafa e jornalista Teresa Halbach. Em dez episódios, a série acompanha a investigação, o julgamento e todas as contradições que giram em torno do caso.

Demorei um pouco para assistir Making A Murderer, pois queria estar no clima. Making a Murderer, caso você não conheça é um documentário dividido em formato de série, onde vamos acompanhar a vida de Steven Avery.

Steven foi condenado por um crime que não cometeu: um estupro e tentativa de assassinato. Ficou preso durante 18 anos e já no primeiro episódio acompanhamos essa parte de sua história de vida e como obviamente os envolvidos em sua prisão, no lugar de fazer justiça, mais pareciam estar querendo uma vingança pessoal, já que uma prima dele era casada com um policial e deu queixa de uma briga que tiveram.

Eu adoro a Discovery ID, mas confesso que me choco com algumas coisas que acabo assistindo e com esse documentário de dez horas não foi diferente. Apesar de romantizado em alguns aspectos e claramente sendo montado em defesa de Steven, é palpável como existem sim manipulações nas provas e muita corrupção transborda a cada episódio. Uma coisa interessante é como se mostra como o Steven não é um cidadão modelo. Não importa o quão babaca você tenha sido em sua juventude, jogar um gato vivo na fogueira só para ser o descolado da turma não parece ser comportamento de alguém saudável, não é mesmo?

Ainda assim, existe um gap entre maltratar um pequeno animal e assassinar a sangue frio uma jovem e envolver um sobrinho menor de idade no processo e ser algo que passe tão batido pela vizinhança da família. Ou pela policia, segundo os relatórios que ajudam a julgá-lo como culpado.

Sinceramente, pela série você não tem como julgar se ele é realmente culpado ou não e esse é o grande TCHAM. Os conflitos, as dúvidas, a constante indignação, o nojo… mas fiquei com tantas questões em aberto assim que terminei de assistir que fui procurar saber. O caso chocou os EUA, e agora o mundo todo, afinal, o cara de uma pequena cidade foi libertado após 18 anos por conta de erros em prol de sua condenação e logo após entrar com um processo para cima do Estado, se vê acusado de um novo crime, e para dizer que não está sendo acusado pelo crime, também envolvem o sobrinho dele.

O que ajudou a libertar Steven a primeira vez foi um exame de DNA e o que mais choca é como usam a questão que envolve o DNA dele em sua nova acusação.

ATENÇÃO!

Bem, daqui em diante ficam meus questionamentos e por isso mesmo, deixo claro que são spoilers!

1 – Fica claro que a comunidade não gostava de Steven nem seus familiares. Já existe uma má vontade contra eles, especialmente policia e Estado, então como é que eles tiveram uma participação tão ativa, quando policiais de outra comunidade é que deveriam estar a frente?

2 – Como é que a “justiça” permite que um menor de idade seja arrastado para a situação sem se quer se informado de seus direitos? – GENTE ISSO FOI MUITO REVOLTANTE! Independente de Steven ser o culpado ou não, Jesus, o que fazem com o sobrinho é nojento. O garoto se quer é informado de seus direitos de fato, ele é encurralado e forçado a falar o que plantam para que ele fale. Se você tiver estômago pode assistir um dos vídeos aqui, completo: clique aqui para ver o vídeo no youtube – por lei, no estado, apenas com 18 anos pode depor sozinho (caso escolha não ter um advogado, coisa que ele com toda certeza se quer sabia se podia/precisava) e no caso dele, com 16 na época, deveria contar com a presença de responsáveis, ou ao menos os responsáveis deveriam estar cientes do que estava acontecendo. E pior, fazem ele acreditar que se ele disser o que aconteceu – o que eles querem escutar – é que vai ser algo bem mais simples. Eles mais falam que o garoto.

3 – Se ela foi assassinada no trailer dele, abusada, cortada, enfim, no trailer dele, seja no quarto ou na garagem, como é que não existem traços de DNA dentro da casa? Como é que ele conseguiu limpar tudo isso sem ninguém notar? A casa é cheia de tralhas, ferramentas, carpete e não tem evidencia nenhuma de respingos? E a cama? o colchão?

4 – Se os familiares – de Steven –  conseguiram ver que Teresa foi visitá-lo para tirar a foto do veiculo, como não ouviram seus gritos, o barulho do tiro ou a movimentação diferente? Seria dificil realmente encobrir tudo que envolveria a todos.

5 – Como é que só se encontra sangue dele no carro dela, em pontos totalmente diferentes e quando o interrogaram, não tinha nenhuma evidencia de machucados?

6 – COMO DIABOS SE IGNORA A QUESTÃO DA AMOSTRA DE SANGUE DELE TER SIDO MANIPULADA????

7 – Só existe um suspeito em toda investigação? Ninguém da família, ninguém de seu circulo de amigos, nada de ex namorados…

8 – Como se permite que só uma quantidade X de sangue seja investigada no veiculo, quando se tem Xx10? (A cara da mulher do laboratório é extremamente ridícula. Parece que ela está segurando o riso. Absurdo.)

9 – Como pode passar batido que colega de quarto se quer se deu por falta de Teresa, mesmo após os 3 dias desde que ela sumiu?

10 – A questão do celular, quem estava ignorando as ligações do celular dela?

11 – Olhar os registros do videogame do sobrinho dele seria tão complicado assim?
Essas são apenas algumas questões de tantas que borbulham na minha cabeça. E isso é que torna tudo viral: o mundo agora está conhecendo a história e as falhas na justiça. E vendo como o sistema nos EUA não é tão lindo assim como se imagina. E é importante assistir, tomando um lado ou não, para se discutir questões como esperança, medo, corrupção… é simplesmente absurdo. Impossível você não se revoltar. Ou levar em conta que este é apenas um dos tantos e tantos casos que devem ocorrer por aí…

É claro que esses métodos não são desconhecidos e é justamente essa manipulação de fatos que, por exemplo, faz com que How To Get Away With Murder se torna tão bom e tão eficiente. Não é como se a galera estivesse trabalhando com ética de verdade o tempo todo, certo? É isso que faz com que livros policiais ou forenses se tornem ainda mais incríveis, com direito a reviravoltas. Minhas leitoras bem sabem, DDC que o diga também, como exemplo.
Mas a grande verdade é que só são incríveis e funcionam de fato por ser ficção. Infelizmente, no caso de Making a Murderer, estamos falando de algo real. De um sistema que de fato não funciona como deveria. Da falta de humanidade em diversos casos e de uma condenação, que, caso fosse realmente necessária de ser feita, ao menos deveria ter sido de forma que comprovasse o envolvimento de Steven de verdade. E você pode pesquisar online e ver como apesar de romantizado, o seriado não deixa de mostrar os fatos realmente existentes e por isso mesmo, tão pavorosos.

[RESENHA] A SEREIA, Kiera Cass

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ISBN: 9780130427014
Ano: 2016
Páginas: 368
Língua: Português
Editora: Seguinte
Preço Médio: 25,00
Sinopse: Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar — pois a voz da sereia é fatal —, logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre. Mas pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração
Vamos lá… Eu não vou negar que gostei do livro. Não curti algumas coisas, mas são bobagens, no final. Não tiram a diversão da leitura, sabe? Acho um tanto injusto achar que algumas coisas que me incomodaram são justamente por ser o primeiro livro da Kiera, afinal, quantos autores tem os primeiros livros mais bem avaliados que os demais? E sinceramente, apesar de te sido uma boa leitura, ainda prefiro seu trabalho – mesmo com todas as falhas, nos 3 primeiros livros de A Seleção.

Bem, como disse, gostei do livro. Está distante de ser colocado em um top 10 da vida, mas ele é muito fofo e tem um ponto muito alto: A mitologia das Sereias. Como na própria sinopse diz, Kahlen foi salva de um naufrago pela Água e deve servir a ela por 100 anos para retornar sua vida novamente. É interessante ver como a Kiera mescla a sua mitologia com a mitologia mais famosa das sereias, que envolve sua voz. O poder da sedução da voz das sereias, que atraem os homens para alimentar a água. Outro ponto interessante é que as sereias não tem a famosa cauda.

As sereias tem três vidas: a de antes da Água salvá-las, a como sereia de fato, servindo a Água e depois uma nova vida humana onde tudo o que ela não vai lembrar de tudo o que passou.

A Kahlen é nossa protagonista e depois de ser salva pela Água, está vivendo sua vida como sereia e tem duas “irmãs”. Ela sempre foi obediente, mas extremamente sonhadora, tem seus segredos e os guarda muito bem. Ela é discreta, mas também é a que mais se sensibiliza com a obrigação que tem como Sereia. Como sua voz é encantadora e deve ser usada só na hora de cumprir com sua obrigação, ela não pode se comunicar normalmente com humanos. E é aí que a coisa fica ainda mais complicada, ela vai conhecer um rapaz que vai fazer seu coração bater mais acelerado, mas além de não poder falar com ele, ela vai ter que ir contra sua obrigação como Sereia pela primeira vez. Ela já cumpriu 80 dos 100 anos, será que essa paixão vai vale a pena?

Fica ainda mais claro que a Kiera gosta e vai trabalhar com romances e como eu disse, é um livro fofo e tem como público alvo infanto-juvenil e juvenil. Pode ser que alguém que pegue esse livro esperando uma grande estrutura, um plot impecável, se decepcione.

A Sereia é uma leitura leve, bem para quando você está de bobeira, quer ler algo que te divirta.

Não vou negar que o fato de Kahlen ser tão obcecada por amor e casamento me lembrou bastante A Pequena Sereia – tem também a questão de conquistar o boy sem usar sua voz fantástica – e justamente isso me incomodou um pouco. De primeira não curti muito o romance, mas acabei me acostumando com o casal. Achei um tanto corrido… A forma como tudo começa e se torna intenso realmente deixou a desejar…

Como comentei, achei a questão da mitologia – mesmo não sendo tão profundamente explorada – um ponto alto do livro. E mesmo achando ele um tanto lento, não me incomodei. Ele é lento, mas de uma forma positiva, diria até uniforme, então consegui seguir com a leitura com tranquilidade.

E aí? Quem está animado(a) para ler também? O livros já estão nas livrarias!

XoXo

[Review] A 5 Onda – Filme

5 onda

Dirigido por: J Blakeson
Com: Chloë Grace Moretz, Nick Robinson, Alex Roe 
Gênero: Ficção científica , Aventura, Distopia
Nacionalidade: EUA

Nota: 2/5

De primeira mão quero deixar claro uma coisa: estou cada dia menos empolgada com distopias juvenis, pois, por mais que tenham elementos diferentes, acabam bastante parecidas. Com A 5 onda não foi diferente.

É um estilo que certamente vou tomar cuidado para consumir ao longo deste ano, a não ser que seja algo mais no estilo de A Estrada. Clica aqui para ver o trailer e se você tiver estômago, aconselho que veja. É devastante, mas incrível e pode sim, gerar horar de discussão.

Mas vamos falar sobre a 5 onda.

O filme apresenta um cenário distópico que confesso que de inicio pareceu animador. Aliens estão invadindo a terra e os humanos tem tentado sobreviver ao fenômeno das ondas. No lugar do espectador assistir típicas invasões cheias de tiros, raios, uma violência mais direta, digamos assim, os aliens atingem a terra com ondas, onde catástrofes “naturais” ocorrem. Os humanos estão lutando para sobreviver após 4 ondas, mas a 5 vem para acabar com qualquer esperança que ainda puder existir. E é já no inicio do filme que começam os problemas: tudo que é apresentado na tela é milimetricamente explicado. É como se a audiência não pudesse compreender o que está se passando ali.

Cassie (Chloë Grace Moretz) é a típica adolescente americana. O filme começa mostrando como ela é perfeitinha, como está aproveitando sua fase adolescente e tem uma boa relação com a família. Não existe nada nela que você possa dizer que é extraordinário e somos levados a acreditar como ela não só está destinada a algo maior, como o filme tenta, de diversas formas mostrar como ela é uma protagonista forte, durona. Não funciona pelo obvio: Os boy magia que passam a fazer parte da história a ajudam com tudo.
Isso me incomodou bastante, pois apesar de se mostrar um filme juvenil que tem tudo para apresentar uma nova protagonista interessante, acaba apresentando muito mais uma dama em perigo e um tanto sem voz.

A luta por sobrevivência se torna cada vez mais difícil. Os outros estão por toda parte e Cassie precisa proteger seu irmão. A direção de J Blakeson parece perder a mão no momento em que nossa protagonista deixa de ser uma adolescente como qualquer outra e passa a ser a garota com o enorme peso nas costas.

Assim como nos filmes de jogos vorazes, existe uma interessante construção do relacionamento entre a protagonista e seu irmão mais novo, assim como um forçado triangulo amoroso. Não posso deixar de lado que o filme também parece usar formulas de Independence Day…

O filme se perde, horas mostrando uma protagonista forte, horas mostrando uma garota boba, não se decide. A química do triangulo amoroso não funciona, e o mesmo é um tanto forçado para a audiência. As sequencias de ação, nem sempre funcionam… E o filme se salva muito mais por ter uma excelente trilha sonora e edição de som. A trilha envolve muito mais do que o que estamos vendo na tela, o que é lamentável, uma vez que o impacto deve ser em conjunto.

No lugar de ser finalmente uma distopia juvenil que pode causar discussão e mostrar um material de qualidade, apenas se torna mais do mesmo, especialmente quando está querendo mostrar como é um filme sério, como se fosse um filme que pode ser visto e apreciado por um público mais maduro.

E por falar na Chloe, apesar de ela ser a grande protagonista e levar a história nas costas, a interpretação dela deixou a desejar em diversos momentos. Adoro a maioria dos trabalhos dela, mas esse foi mais um caso em que ela não pareceu estar ligada de fato no personagem…

Enfim, como já comentei anteriormente, o filme se perde sendo mais do mesmo, utilizando formulas que deram certo, mas que infelizmente não funcionam.

Xoxo

[RESENHA] O Calor do Vaqueiro, Sable Hunter

O-Calor-do-Vaqueiro

 

ISBN: 9788568839041
Ano: 2015
Páginas: 158
Língua: Português
Editora: Qualis Editora
Preço Médio: 25,00
Sinopse: Aron McCoy largou a mulher. Ele se machucou uma vez e não pretende cair na armadilha matrimonial novamente. Quando Libby Fontaine chega ao Rancho Tebow, ela está determinada a viver uma vida inteira em poucos meses, já que o médico não lhe deu certeza de uma remissão permanente para sua leucemia. A atração entre eles é instantânea e avassaladora. Mas quando Aron descobre que Libby é virgem, ele recua. Aron não tem nada a oferecer para uma garota que merece laço branco e promessas, mas quando ele a encontra nua no tanque de armazenamento de água do rancho e a escuta gritar seu nome em prazer – o calor explode!!!

Confesso que pela capa já imagina que esse seria um daqueles romances estilo banquinha. Só me surpreendi como está recheado por cenas quentes para valer.  Já passei uma longa fase curtindo romances de banquinha e mesmo nos mais pesados, o tempo passava sem que eu sentisse. O mesmo aconteceu aqui.Não conhecia a autora. Foi o meu primeiro contato com seu trabalho e me diverti bastante, exatamente como precisava no momento em que peguei o livro para ler. Como já comentei, se prepare para cenas quentes e bem frequentes.Aron é o irmão mais velho dos McCoy e tem como carga um relacionamento que não deu certo. Ele resolveu se fechar para as mulheres, mas a belíssima Libby vai mudar isso.

A Libby é aquela mocinha fofa, mas determinada. Ela é uma jovem mulher que também tem uma bagagem, mas está muito mais focada em sua missão. Sempre fora apaixonada pelo Aron e vê uma chance de tentar fazer com que a note. O que ela não imagina é o quanto que o enlouquece.
O romance dos dois é quentíssimo e este é o foco do livro. Não espere grandes cenas recheadas de romance. O romance dos dois, a forma de demonstrarem como se amam é na cama. Na cama e onde mais eles acharem que possa ser confortavel.

Isso certamente vai decepcionar algumas pessoas e pode até irritar algumas leitoras que possam preferir algo mais romântico, mais no estilo romance de banquinha com elementos florzinha, mas este não é o caso. Depois que li, entendi o motivo de uma colega achar um livro tão sem recheio, mas não concordo com ela.

O livro tem recheio sim, na medida, mas é altamente sexual.Os irmãos do Aron não aparecem tanto, mas sem duvida alguma fiquei muito curiosa para ler mais sobre o bad boy da família! O Isaac, apesar do nome, parece ser daqueles que vive para arrumar encrencas.No geral o livro é bastante divertido e entrega ao leitor o que promete: calor. Minha única decepção com o livro foi o comportamento do Aron. Enquanto um lado meu compreende a mensagem da autora, outro lado meu, que a cada dia corre com mais força em minhas veias o achou extremamente machista. Em alguns momentos ele foi irritante e arrogante demais, mas de uma forma que me incomodou. Ultimamente tenho visto que a linha que separa o macho alfa do macho machista e manipulador tem ficado cada vez mais fina.

Obviamente a intenção da autora não é discutir o machismo, mas mostrar um personagem bastante broco, a questão é que me incomodou um pouco e isso não poderia passar em branco.

De qualquer forma, como já comentado, o livro entrega o que promete! Então quem curte livro estilo banquinha mais quente, não pode deixar de conferir.

A capa é maravilhosa. Chama atenção em qualquer lugar e combina bem com o livro e a diagramação está simples, mas maravilhosa. É um dos destaques dos livros da Qualis, que mostra como o simples pode se sobressair! Uma boa diagramação ajuda a leitura a fluir mais rápido e a coloração do papel também deve ser elogiado. A cada dia tenho corrido cada vez mais de livros com papel branco! kkk

E aí? Quem já conhece ou quer conhecer o calor do vaqueiro?

XoXo