[RESENHA] Como se apaixonar, Cecelia Ahern

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ISBN: 9788581637860

Ano: 2015

Páginas: 352

Língua: Português

Editora: Novo Conceito

Preço Médio: 25,90

Sinopse: Depois de não conseguir evitar que um homem acabasse com a própria vida, Christine passa a refletir sobre o quanto é importante ser feliz. Por isso, ela desiste de seu casamento sem amor e aplica as técnicas aprendidas em livros de autoajuda para viver melhor.

Adam não está em um momento muito bom, e a única saída que ele encontra para a solução de seus problemas é acabar com sua vida. Mas, para a sorte de Adam, Christine aparece para transformar sua existência, ou pelo menos tentar ajudá-lo.

Ela tem duas semanas para fazer com que Adam reveja seus conceitos de felicidade. Será que ele vai voltar a se apaixonar pela própria vida?

Tem quem descreva a leitura dos livros da Cecelia Ahern como guilty pleasure, mas eu adoro seus livros justamente por serem leves, extremamente românticos e fofos. Adoro balancear minhas leituras e tirando apenas um livro de sua autoria que não curti, acabam sendo sempre uma boa pedida para uma leitura num momento de preguiça. Só que esse livro em especial me tocou muito mais que qualquer outro da autora.

Em Como se apaixonar vamos conhecer Christine e como ela constrói a sua nova vida. Vale dizer que este é um excelente romance para o fim/inicio do ano, pois as resoluções dela são simples: como viver melhor, como ser uma pessoa mais tranquila, mas agradecida e aí então, como consequencia, mais feliz.

Enquanto Christine está vivendo esse momento mais suave e aprendendo a dar mais valor a sua vida, ela, por acaso, encontra um homem que está prestes a se matar. Ela corre para ajudar Adam, e mesmo quando nem o conhece de fato, consegue impedir que ele se mate e ganha uma grande missão, provavelmente a mais importante de sua vida. Ela vai mostrar ao Adam as coisas boas da vida, dar a ele motivos para continuar vivo, só que ela tem um curto tempo para conseguir este feito.

Quando digo que é um livro lindo e especial para fim/incio de ano, não é a toa. É um livro lindo que faz a gente pensar, questionar, refletir nossas ações. Sabe aquela coisa de plante o bem e colha o bem? Apesar de estar acostumada com o material de seus livros de auto ajuda, Christine não tem noção da diferença que ela está prestes a fazer não só na vida do Adam, mas também na vida de seus leitores. E é isso que eu tanto amo nos livros da Cecelia Ahern! Podem dizer que é piegas, mas sempre toca no fundo do meu coração e me emociona demais!

A caminhada pela redenção do Adam não é simples. Podem até vê-lo apenas como um privilegiado, mas uma vez que uma pessoa perde a vontade de viver, o que podemos fazer para que ela melhore? Para que ela veja o tanto de coisas boas que temos ao nosso redor? E engraçado ler esse livro na mesma semana em que suicídio foi um dos grandes assuntos entre minha roda de amigos. Apesar de a autora tratar a questão de maneira romantizada e trazer o foco para a sua recuperação, para a sua redenção, pela descoberta do amor próprio, é difícil de imaginar como funciona a cabeça de uma pessoa que pensa em acabar com sua vida.

É claro que o romance também está em foco no livro e não poderia sem descrito e construído de maneira mais bonita e delicada. Depois de uma certa idade – ou de passar por certas experiencias na vida – a gente aprende que primeiro temos que ser capazes de nos amar para poder amar o outro. E é essa jornada, que queira ou não Christine também está passando, que torna o livro tão lindo. Enxergar as coisas boas da vida, aprender a se amar e estar pronto para se doar pelo outro.

O livro é redondinho, mas não nego que queria mais. Que se fosse ainda maior, que com toda certeza eu iria me emocionar e torcer a cada página.

A capa é maravilhosa! Eu amei, amei, amei e como vocês já devem saber, sou bem chata com “pessoas” na capa. Além disso, a diagramação e a revisão, como sempre, excelentes. A Novo Conceito tem um cuidado e uma linha editorial que faço questão de elogiar sempre. Desde o começo não vi um livro que não tivesse sido cuidado.

Como se apaixonar é leitura obrigatória para quem curte romance, mas que sem dúvida alguma quer ler um romance humano para valer.

xoxo

[RESENHA] Para continuar, Felipe Colbert

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ISBN: 9788581637952

Ano: 2015

Páginas: 224

Língua: Português

Editora: Novo Conceito

Preço Médio: 25,00

Sinopse: Envolver-se com a jovem Ayako é a oportunidade perfeita para Leonardo César esquecer a sua vida tediosa e perigosamente limitada, tudo por culpa do seu coração defeituoso.

Enquanto isso, com a ajuda de seu avô, Ayako tem a difícil missão de manter inacessível um porão de dimensões que vão além da loja de luminárias que ela gerencia, repleto de milhares de lanternas orientais, cujo mistério envolve os habitantes do bairro da Liberdade.

A partir dos crescentes encontros entre Leonardo e Ayako, uma nova lanterna surgirá para os dois. Eles terão que protegê-la com afinco, ou tudo que construíram juntos poderá desaparecer a qualquer momento.

O que ninguém conseguiria prever é que Ho, um jovem chinês também apaixonado por Ayako, colocaria em risco o futuro desse objeto. E com ele, o sentimento mais importante que dois seres humanos já experimentaram.

A maioria dos livros nacionais que tive a oportunidade de ler este ano ou se passavam fora do país ou, em sua maioria, no Rio de Janeiro. Em Para Continuar, Felipe Colbert apresenta o bairro da liberdade com um toque de magia e muito romance.

Engraçado, pois o bairro da liberdade é uma de minhas paradas obrigatórias sempre que tenho a chance de ir a São Paulo com calma. Para alguns é só mais um bairro cheio de gente e de lojinhas, mas para mim não tem nada mais bacana que passear pelas lojinhas e comer nos restaurantes ou na feirinha de rua do bairro. É legal respirar culturas diferentes mesmo dentro do nosso país. E provavelmente por isso a leitura foi super tranquila pra mim. Durante uma noite me vi sorrindo e também bastante apreensiva enquanto lia o livro inteiro.

O grande protagonista é o Leonardo, que sofre com um problema sério no coração. Ele tinha tudo para ser apenas mais um jovem comum, mas por conta de sua saúde frágil, convive com pais super protetores e com medo. Ele é aquele tipo de pessoa que fica se perguntando “e se…?” o tempo todo, embora com razão. Ele não pode nem mesmo ter fortes emoções.

Mesmo se podando, algo muda quando ele conhece uma garota no metrô, mas não tem a chance de saber seu nome. Por dias ele va continuar andando de metrô para ter a chance de encontra-la e no dia que acontece, resolve segui-la para saber um pouco mais sobre sua vida. Ayako trabalha em uma lojinha de luminárias que fica no bairro da Liberdade. Essa loja é de seu avô e muito mais que um simples comércio, junto com ele Ayako tem uma grande responsabilidade. Ela é protetora de um segredo e precisa tomar conta das lanternas que ficam guardadas no porão da loja.

Achei divertido como os dois – Leonardo e Ayako – são personagens tímidos. Confesso que durante a leitura me perguntei se em algum momento ia querer entrar no livro e sacudir os dois, brincar com um “now kiss”, mas o Felipe conseguiu trabalhar bem os personagens sem que ficasse cansativo. Isso também se aplica ao medo do Leonardo. Sua doença foi descoberta quando ele ainda era muito novinho e por ser algo muito complicado ele sempre teve que se limitar. É gostoso ver como ele está conhecendo novos limites enquanto procura conquistar Ayako.

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Adorei como a cultura oriental foi bem detalhada e não pareceu ser jogada no livro. Desde culinária e comportamento/respeito familiar estão bem representados de forma natural no livro e o elemento fantástico é o que dá o grande diferencial ao livro e faz juz ao nome. E é um elemento fantástico inserido com tanta delicadeza que dá gosto de ler e reler, além de indicar para as amigas que adoram romances!

Para variar, não tenho como não elogiar o cuidado com a diagramação e também a edição do livro como um todo. Este ano a Novo Conceito arrasou demais, mesmo nos livros que não me identifiquei ou não curti as histórias.

Já leu o livro ou pretende? Comenta aí pra gente!

XoXo