Top 5: Lançamentos Mais Esperados para o Resto de 2015

Baseado no grupo do GoodReads chamado “Top 5 Wednesday” (que toda quarta tem um tema para você listar seu 5 favoritos), resolvi listar os 5 livros que serão lançados ainda esse ano e que estou ansiosa para ler.

A lista está de acordo com data de lançamento, da mais próxima até a que levará mais tempo para sair

A Garota no Trem – Paula Hawkins (07/08)

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Eu já tinha lido resenhas das gringas e o livro foi bem recebido lá fora, além de já ter a adaptação para o cinema confirmada e com Emily Blunt no papel principal.

“Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres (Inglaterra). O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas.

Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Jason -, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida.

Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.”

Thriller do jeito que a gente ama <3

O Lado Feio do Amor – Colleen Hoover (19/08)

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Eu já li a versão em inglês (Ugly Love), mas eu amei tanto esse livro que to doida para conferir como ficou a tradução. Não tem como não se apaixonar pelo Miles nessa história.

“Quando Tate Collins se muda para o apartamento de seu irmão, Corbin, a fim de se dedicar ao mestrado em enfermagem, não imaginava conhecer o lado feio do amor. Um relacionamento onde companheirismo e cumplicidade não são prioridades. E o sexo parece ser o único objetivo. Mas Miles Archer, piloto de avião, vizinho e melhor amigo de Corbin, sabe ser persuasivo… apesar da armadura emocional que usa para esconder um passado de dor.O que Miles e Tate sentem não é amor à primeira vista, mas uma atração incontrolável. Em pouco tempo não conseguem mais resistir e se entregam ao desejo. O rapaz impõe duas regras: sem perguntas sobre o passado e sem esperanças para o futuro. Será um relacionamento casual. Eles têm a sintonia perfeita. Tate prometeu não se apaixonar. Mas vai descobrir que nenhuma regra é capaz de controlar o amor e o desejo.”

Prepara o lencinho que esse é pra chorar.

A Garota na Teia de Aranha (Millenium vol. 4) – David Lagercrantz (28/08)

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O 4º volume da série Millenium vem com um “a mais” para me deixar ansiosa: a série será escrita por outro autor, já que Stieg Larsson (criador da trilogia) morreu em 2004. Depois de muita briga na justiça, vamos finalmente saber o que acontece com Lisbeth e Mikael nessa história que terá elementos dos três primeiros livros, mas com um novo toque.

“Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist estão de volta na aguardada e eletrizante continuação da série Millennium. Neste thriller explosivo, a genial hacker Lisbeth Salander e o jornalista Mikael Blomkvist precisam juntar forças para enfrentar uma nova e terrível ameaça. É tarde da noite e Blomkvist recebe o telefonema de uma fonte confiável, dizendo que tem informações vitais aos Estados Unidos. A fonte está em contato com uma jovem e brilhante hacker – uma hacker parecida com alguém que Blomkvist conhece. As implicações são assombrosas. Blomkvist, que precisa desesperadamente de um furo para a revista Millennium, pede ajuda a Lisbeth. Ela, como sempre, tem objetivos próprios.”

Espero que Lisbeth continue foda como só ela sabe fazer.

Tempestade de Sangue – Kel Costa (Setembro)

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Que a gente ama a Kel <3 isso não é novidade. E que estamos nos rasgando de ansiedade para saber o que vai acontecer com a Sasha e os Mestres, já nos preparando para sofrer e dar risada como só a Kel consegue com suas histórias.

Ela até liberou um trecho no Facebook:

“— Acenderei as tochas para você. Siga sempre as tochas. Pegue seus pais, volte para o bosque e vá para a Morada.
— Ok. — Enxuguei o meu rosto à toa, já que a chuva continuava forte.
Meus olhos começaram a arder e senti o choro querendo chegar. Abri a boca para espantar as lágrimas, pois tudo o que eu não precisava naquele momento era me sentir fraca.

Mikhail me encarou, me avaliando. Provavelmente decidindo se me trancava na Morada ou não. Ele que não ousasse! Eu fugiria de qualquer forma!

— Eu consigo, Misha. Eu consigo!

Ele assentiu e passou o braço em volta da minha cintura. Nós saltamos, ou melhor, ele saltou e eu me segurei nele. O vento fez com que o manto negro que eu vestia levantasse como um balão me envolvendo. Assim que tocamos o chão, eu me livrei daquela peça de roupa, pois era grande demais e me atrapalharia. Tirei também o casaco de Blake. Quanto menos peso, melhor. A chuva já me prejudicava bastante.

Eu me encolhi em seus braços enquanto passávamos pelas ruas. Fomos atacados por dois centauros e ele precisou me soltar para pegar suas adagas. Conseguiu cravar as duas nas gargantas dos dois mitológicos e quando as retirou, virou o cabo de uma delas na minha direção.

— Você já sabe como usar. Leve-a com você.

O sangue escorria pela lâmina, mas peguei mesmo assim e a limpei na minha roupa. Misha pareceu aprovar o gesto, pois deu um sorrisinho orgulhoso.”

Saudades Mikhail <3

Confissões On-line 2 – Iris Figueiredo (Setembro)

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Coloquei a capa do 1º porque a continuação ainda não teve a capa libera. Quem viu o vídeo-resenha que fiz sobre Confissões On-line 1 sabe como eu amei o livro e quero saber o que irá acontecer. Já estou aguardando ansiosa para acompanhar as novas aventuras da Mari (dessa vez em terras gringas) e para encontrar a fofa da Iris Figueiredo novamente para autografar meus livros.

Quais livros vocês estão ansiosos para conferir ainda esse ano? Lembrando que tem Bienal do Livro no Rio de Janeiro em Setembro e muitas novidades serão lançadas no evento.

Beijos 🙂

 

[Resenha] Tocando as Estrelas – Rebecca Serle

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ISBN: 9788581637334

Ano: 2015

Páginas: 224

Língua: Português

Editora: Novo Conceito

Preço Médio: R$ 27,90

Quando Paige Townsen deixa de ser uma simples aluna do ensino médio para se tornar uma celebridade, sua vida muda do dia para a noite. Em menos de um mês, ela troca as ruas da sua cidade natal por um set de filmagens no Havaí e agora está conhecendo melhor um dos homens mais sexies do planeta segundo a revista People. Tudo estaria perfeito se o problemático astro Jordan Wilder não fincasse o pé em uma das pontas desse triângulo cinematográfico. E Paige começa a acreditar que a vida, pelo menos para ela, imita a arte.

Todo mundo tem curiosidade para saber como funcionam os bastidores de um filme. Ainda mais quando o filme é baseado em uma trilogia super famosa, um dos mais aguardados do ano. Quando Paige decide participar das audições para o papel principal no primeiro filme da trilogia Locked, ela não imaginou que sua vida fosse mudar tão bruscamente ao ganhar o tal papel e que ela fosse entender como realmente funcionava por trás das câmeras.

Paige sempre sonhou em ser atriz e famosa, participando das peças da escola, alguns comerciais em sua cidade (Portland) e produções locais. Ela tinha sonhos grandes e corria atrás disposta a fazer o que fosse possível para alcança-los, vendo essa chance com a tal audiência para interpretar August e fazer parte da adaptação da série favorita de sua melhor amiga Cassandra.

Mas a parte difícil nem foi conseguir o papel: foi realmente se tornar August e ver sua vida dar um giro de 360º da noite para o dia. Paige (ou PG como passam a chama-la) precisa passar alguns meses em Maui, no Havaí, gravando o filme já que o livro se passa em uma ilha. Até aí tudo bem, afinal, quem não quer morar no Havaí por um tempo? E só fica melhor, porque seu colega de trabalho é Rainer Denvor, o ator teen mais sexy da atualidade e um fofo. Rainer ajuda Paige em todas as cenas que fazem juntos e com toda a pressão que o diretor coloca para ela ser melhor sempre, sabendo que aquela é a primeira vez de PG em um set de filme. Uma amizade que cresce cada dia mais e logo deixa Paige meio em dúvida sobre o que ela está sentindo. Ela estaria interessada por Rainer ou estaria confundindo a simpatia dele com outra coisa? Normal de adolescente…

Para completar, o outro ator que irá fazer parte o triângulo amoroso do filme é o inimigo número 1 de Rainer: Jordan Wilder. Os dois tem uma treta do passado envolvendo a ex-namorada de Rainer e Jordan parece sentir prazer em provocar o inimigo, essa disputa ganhando um incentivo quando ele percebe o interesse de Rainer por Paige. Então Paige se ver entre o astro teen lindo e fofo (Rainer) e o bad boy sexy (Jordan), além de toda a preocupação por ela não se sentir preparada para levar August para as telas e lidar com o que virá depois que o filme for lançado.

É uma história jovem-adulto bem bonitinha e simples. Eu adorei o background do livro por falar de um assunto que eu acompanho bastante, que são as franquias para cinema de livros super aclamados. Passei a leitura toda imaginando que era Crepúsculo e eu estava vendo o relacionamento de Kristen e Rob nascendo, sabe? E por mais cliché que a história se desenvolva e você imagine com quem ela vai ficar no final (o que não é necessariamente quem eu shippei o livro todo), tem sua graça. Não é um livro para você tirar uma lição de vida e passar dias pensando sobre tema, mas para ler durante as férias e passar o tempo de forma divertida.

A autora escreve de modo simples e sem muitos rodeios e criou personagens que você consegue se apegar na medida certa. Paige não tem frescura como muitas mocinhas de YA, o que foi um ponto super positivo pra mim. Eu realmente entendi todas as suas dúvidas e como ela se sentia perdida naquele novo mundo. E os mocinhos da história mostraram um pouco como os atores jovens lidam com a fama muito cedo, como as imagens que eles passam podem não se exatamente suas verdadeiras personalidades off-cam.

E sabendo que a continuação irá sair agora no segundo semestre nos EUA, fiquei ainda mais curiosa para saber como esse triângulo amoroso irá lidar com a fama e as consequências dela.

Se interessaram por Tocando as Estrelas?

Beijos 🙂

Eventinho + Look do dia

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No último sábado, dia 18 de julho rolou um evento bem bacana. O “Agora é que são elas” foi organizado por Agatha e o Clube dos Canalhas. No evento a autora Cátia Mourão (RJ) veio apresentar os seus trabalhos e eu fui convidada para papear sobre o papel da mulher no mercado literário e também sobre meu livro, Destinos Cruzados !

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O evento foi muito legal, rolou muito debate e também muito riso. Quem me conhece sabe que amo eventos justamente por ser um espaço perfeito para debate. Acho muito gostosa essa troca de experiencias e de vivencias que a gente tem com os livros e o mais sensacional do evento foi focar no mercado nacional e também na participação feminina no mesmo, A gente bem sabe que o mercado está passando por grandes mudanças, mas é preciso que as escolas, que a educação também passe por mudanças. Ainda convivemos com pessoas que não gostam de ler por conta das travas criadas dentro das escolas. Ainda existe muito preconceito com literatura nacional, mas estamos dando passos para mudar tudo isso. Aos poucos e juntos tenho certeza que podemos chegar lá.

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Falando em eventos, sempre divulgamos em nossa página do facebook os eventos que estão rolando em Recife e Salvador e avisamos se estaremos participando, afinal nem sempre dá né? 🙁 mimimi

Oficialmente estreando os posts de look do dia no blog, seguem mais algumas fotos. O vestido é da Lojas Blz, brincos Donna Bijouterias e Sapatos Arezzo. E aí? O que acharam?

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xoxo

Feliz dia do amigo Parça!

Mas é claro que no dia do amigo, que a gente ia postar algum vídeo. Não, não. Nada meloso, bobinho, fofinho. Vocês sabem que a gente é da bagunça, da tosqueira e não tem vergonha de admitir! A gente se diverte horrores, mesmo consumindo algo que detesta. Marshmellow não é nossa parada. Mesmo assim, O Desafio do Chubby Bunny é um clássico no youtube e no ano passado quando perguntamos para vocês que desafios deveríamos gravar, esse foi o mais sugerido. Tá aí o resultado. Espero que vcs se divirtam assistindo tanto quanto a gente se divertiu gravando. Bagunceiros e bagunceiras de nosso Brasil, amigos e queridos… FELIZ DIA DO AMIGO!  Que venham muitos mais por aí! 😉

 

xoxo

[Resenha] Cidades de Papel

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Expectativas X Realidade. Você pode já ter visto isso em outro filme, mas não se preocupe. Cidades de papel não é apenas mais um filme adolescente ou um mais um filme sobre os dramas da idealização de um relacionamento. Divertido e jovial, Cidades de Papel mostra que é preciso se perder para se encontrar.

Na adolescência se vive tudo bem à flor da pele. Namoros, amizades, dificuldades, brigas, esperanças.

Mesmo quando estamos dentro de nossa total zona de conforto, é possível viver isso intensamente. E essa é a vida de Q. Ele é um adolescente Neri, reservado. Tem alguns amigos, é bom aluno, se dá bem com seus pais. Tem sua vida completamente planejada e justamente por viver uma frustração amorosa, imagina que só vai ser feliz depois dos trinta.

Somos apresentados a Margo, a garota popular e personagem favorita das mais diversas histórias que circulam pela escola. Ela é sua vizinha e sua grande paixão. Eles cresceram juntos, o Q e a Margo sempre desvendaram mistérios juntos. Ao longo dos anos acabaram se afastando. Ele o nerd, ela a popular. A paixão que sente por ela nunca sumiu e sim sempre aumentou. Uma bela noite, ela aparece e lhe propõe uma aventura. Q aceita e se diverte como nunca fez antes. Sua esperança de conquistar a garota de seus sonhos aumenta, mas no dia seguinte ele recebe a noticia: Margo sumiu. Decidido, ele resolve finalmente sair da sua zona de conforto e encontrar a sua garota.

O filme é dividido em três atos bem aproveitados. Personagens bem construídos e bem interpretados, roteiro cativante e um jogo de câmera  que não cansa o expectador mesmo quando a cena mostra um mesmo cenário diversas vezes.

De um comum drama adolescente na escola, o filme consegue se transformar em um road movie com todos os elementos do gênero e uma pitada a mais de diversão e se desenrola em um filme sobre amadurecimento dos personagens. Todos eles.

O mistério em torno do desaparecimento de Margo também é bem construído e cativa o espectador a querer compreender cada uma das pistas e vibrar quando cada uma delas é desvendada.

Os personagens como já comentei são consistentes e bem interpretados. Mesmo aqueles que tem um tempo mínimo em tela tem uma função. São adolescentes com perfis batidos, mas se destacam e não caem na mesmice. A evolução de cada um deles é sensível e bem trabalhada. Nada no filme se torna piegas.

Para fechar, além da boa direção e do bom roteiro, Cidades de papel é um filme que tem uma excelente trilha sonora e uma belíssima fotografia. É diversão garantida para todas as idades e mais um filme que retrata bem os dramas adolescentes sem desmerecer ou diminuir as vivencias da época.

Relacionamentos Abusivos na Literatura – Jeu

Esse fenômenos na literatura tem realmente me incomodado, pois significa que estamos dando valor aos relacionamentos errados. Ninguém quer viver um relacionamento em que o cara te coloca pra baixo, te cobra o tempo inteiro e quer saber todos os seus passos. Somos livres para viver nossas vidas como bem decidimos e estar em um relacionamento nunca deve significar abrir mão dessa liberdade ou sentir medo o tempo inteiro.

Estar com alguém tem que trazer conforto, felicidade e companheirismo. Como disse Cazuza em “Todo Amor Que Houver Nessa Vida”: eu quero a sorte de um amor tranquilo. Nada quero temer o que ele vai achar se você falar com seu amigo de faculdade ou regular o que você veste e como você se porta.

Uma relação assim é tóxica e não deve ser cultivada. Dessa forma, vamos parar de super valorizar esses personagens masculinos que, só porque são ricos e lindos, a mulherada acha “ok” agir dessa forma. Os verdadeiros relationship goals na literatura devem ser casais que crescem juntos, que brigam, mas por coisas bobas, não porque ele te mandou tirar o batom vermelho ou deletar seus amigos das redes sociais. É assim que devem ser o relacionamentos, tanto na vida real quanto nos livros.

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E vocês acham o que sobre esse assunto? Algum exemplo de relação abusiva que te tirou do sério ou um relacionamento na literatura que foi gostoso de ler?

Beijos

[Resenha] Na porta ao lado – Luiza Trigo

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ISBN: 9788579802478

Ano: 2015

Páginas: 256

Língua: Português

Editora: Rocco – Rocco Jovens Leitores

Preço Médio: 25,00

Sinopse: A Carol tem mania de fazer listas. Escreve sobre tudo: livros favoritos, melhores momentos das férias, músicas prediletas, frustrações… Mas nunca pensou que registraria em suas listas novidades tão surpreendentes: o casamento de sua mãe com o namorado; a mudança da casa onde viveu por 15 anos e guardava as memórias do pai; a vida sob o mesmo teto que o padrasto e seu filho insuportável. Gente, total inferno! Mas a Carol conta com o apoio das suas quatro amigas – Bia, Pri, Amanda e Beta –, com as quais pode desabafar e se divertir. Vocês bem sabem como elas são boas nisso, né?! E se o clima em casa está ruim, ainda bem que na escola não acontece o mesmo, principalmente depois da chegada de um novo aluno que irá mexer com o seu coração. Leia os primeiros capítulos.

Tem coisa mais gostosa que ler um livro e além de se identificar com os personagens você também poder voltar no tempo? Com Meus 15 anos rolou essa vibe, mas em Na Porta ao lado foi bem mais forte! A protagonista ama ler, por conta de sua cor favorita… e ela é a louca das listas. Para completar, ela tomou gosto por correr algo que eu amava quando tinha sua idade. Bem, tirando essa última que não faço mais por conta do joelho e preguiça de fazer um treino de fato rs, me vi e muito na Carol.

A Luly mais uma fez um trabalho bacana. Mais do que mostrar uma etapa turbulenta na vida da Carol, senti que sua escrita amadureceu junto com sua personagem. As garotas agora estão fazendo 16… Foi algo meio Harry Potter para mim. Ao longo da série você sente como a JK vai amadurecendo também, não só os personagens.  E sim Luly, quando você ler essa resenha, sabia que estou mais que pronta para conhecer mais um pouquinho de cada um. Se com a Bia e a Carol eu me identifiquei demais, nem imagino o que vem por aí.

Não sou parte do público alvo do livro, mas sou apaixonada por histórias infanto-juvenis e juvenis. Não é só por ter síndrome de Peter Pan como alguns amigos costumam comentar, mas provavelmente ter passado para tramas tão mais densas quando ainda muito nova. Sou fã dessa parcela do mercado e dos escritores que como a Luly tratam seus personagens adolescentes com simplicidade e honestidade.

Quem acompanha o canal, lembra do que eu falei no vídeo “Chega de Mimimi literário?’ – é só clicar aqui para assistir ao vídeo – Adolescentes não são incapazes. E o fato de viverem tudo bem mais à flor da pele não fazem deles personagens vazios ou mimimizentos. Alguns como Katniss enfrentam algo muito maior, mas o dia-dia é desafiador demais. Passar por mudanças é sempre complicado. Se para os adultos é difícil seguir em frente quando nos afastamos daquilo do que estamos acostumados, imagina para uma adolescente?

A Carol vai iniciar um ano bem complicado: Se mudar de sua casa, seu porto seguro. A casa em que foi criada com muito amor por seus pais e viveu toda a vida, vai ver sua mãe se casar com outro homem, ter que se acostumar com uma nova estrutura familiar e se não bastasse, sua rotina da escola e sua vida vão ficar bem mais movimentadas que esperava. Como é que ela vai reagir a tudo o que acontece?

Amei o livro, pois apesar de soltar vários “A bichinha rapaz!” e pensar em puxar a orelha da Luly, a Carol mesmo com pouca idade foi aprendendo a lidar com cada nova – e nem sempre agradável – situação. Como a gente costuma brincar por aqui, ela não ficou sentada no meio fio chorando até que alguém resolvesse a situação. Isso é algo extremamente positivo. Adolescentes não são incapazes – acredito que vou viver batendo nessa questão eternamente! – e personagens femininos não precisam que tomem decisões por elas. Não precisa ser salva. Ela pode sim, tomar suas próprias decisões. E nenhuma de suas atitudes se torna adulta demais. Mais uma vez me vi voltando a adolescência, batendo papo, apoiando, sofrendo e comemorando junto com minhas amigas.

Nos livros da Luly, enquanto leio, sempre rolam uns “quem nunca?”. E isso em diversas situações. Afinal, se não aconteceu com você, aconteceu com uma amiga, uma conhecida… é muito gostoso. Não tem preço ficar com a cabeça cheia de lembranças pós leitura!

O final vai dar o que falar e surpreender muita gente. E vou dizer: Quando acabei estava com um sorriso enorme no rosto. A Luly não conseguiu apenas fazer uma história bacana e divertida, ela também abre espaço para mostrar que as garotas de seu público alvo podem sim e devem dar valor aos seus amigos, sua família e a seguir sua mente e seu coração e não esperar que o príncipe encantado apareça para salvar o dia. Elas mesmas podem fazer isso, muito bem e obrigada.

Ah, nem preciso dizer que a diagramação e as ilustrações do livro estão maravilhosas, né? A Irena arrasa!

Obrigada por apresentar essa turma bacana pra gente Luly. E por me fazer voltar no tempo com tanta força que foi fácil trocar Bush por Blur! Rsrsrsrs  (vocês vão entender isso m breve!) Volte sempre, afinal, além de muitos abraços gostosos, temos bolo de rolo! Ah, e brownie babado também rsrsr

Para ler a resenha de Carnaval, primeiro livro da Luly – clique aqui

Para ver o vlog do lançamento de Meus 15 anos – Clique aqui

Para ver o top 4 livros nacionais de 2014  – Clique Aqui –  Meus 15 anos está na lista.

Para ver as fotos do evento de lançamento de Na Porta ao Lado em Recife – clique aqui

O vlog do lançamento será postado em breve! Se inscrevam em nosso canal – clicando aqui! – afinal quem se inscreve assiste todos os vídeos em primeira mão! 😉

XoXo

[Resenha] Primeiro e Único – Emily Giffin

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ISBN: 9788581635972

Ano: 2015

Páginas: 448

Língua: Português

Editora: Novo Conceito

Preço Médio: 39,90

Shea tem 33 anos e passou toda a sua vida em uma cidadezinha universitária que vive em função do futebol americano. Criada junto com sua melhor amigas, Lucy, filha do lendário treinador Clive Carr, Shea nunca teve coragem de deixar sua terra natal. Acabou cursando a universidade, onde conseguiu um emprego no departamento atlético e passa todos os dias junto do treinador e já está no mesmo cargo há mais de dez anos.

Quando finalmente abre mão da segurança e decide trilhar um caminho desconhecido, Shea descobre novas verdades sobre pessoas e fatos e essa situação a obriga a confrontar seus desejos mais profundos, seus medos e segredos.
A aclamada autora de Questões do Coração e Presentes da Vida criou uma história extraordinária sobre amor e lealdade e sobre uma heroína não convencional que luta para conciliá-los.

Esse foi o primeiro livro de Emily Giffin que eu li, talvez porque os temas abordados nos outros livros da autora não me interessavam tanto. Quando me deparei com a sinopse e a capa de Primeiro e Único vi enfim uma história dela que despertou meu interesse, principalmente porque eu gosto bastante de futebol americano, do tipo que acompanha os jogos da temporada e gosta de saber como funciona esse universo no além-campo, os bastidores mesmo. E Primeiro e Único vem mostrar justamente um pouco desse mundo, especificamente o futebol americano de universidade já que a personagem principal trabalha em uma universidade no Texas.

Shea vive para o futebol, literalmente. Além de ser apaixonada pelo esporte, ela trabalha para o time da Universidade Walker em que se formou e isso a fez nunca deixar sua cidade natal. Até então ela não tinha se importado com aquele fato, mas sua mente muda quando a mãe de sua melhor amiga morre e o luto a faz se ver estagnada. Deixou sua paixão de jornalista para se dedicar a um time, não tem um relacionamento maduro já que seu namorado tem a mentalidade de um moleque de 15 anos, nunca se arriscou de verdade na vida. Ela decide então tentar um emprego como jornalista na seção de esporte de um jornal em Dallas, sendo o primeiro passo para a tal nova vida que ela deseja.

Junto com o novo emprego vem um novo relacionamento. Shea começa a se envolver com nada mais nada menos que Ryan James, o quarterback do Dallas Cowboys. Para você que não conhece futebol americano, seria o mesmo que Shea está namorando o marido de Gisele Bündchen, sabe? Inclusive, a autora cita em uma passagem do livro que Ryan James foi visto de papinho com Gisele para o terror do marido dela, só para mostrar como ele é o cara mais desejado do futebol americano. Ryan e Shea foram colegas de faculdade e já eram amigos antes desse romance, dando a entender que dessa vez ele queria um relacionamento diferente ao namorar uma mulher normal, não as modelos que ele costumava se envolver. Seria o relacionamento dos sonhos de Shea, certo? Ela ama futebol americano e qualquer mulher em sã consciência morreria para estar em seu lugar por se tratar de ser Ryan James, mas o coraçãozinho de Shea começa a mostrar ser de outro homem.

Desde o início do livro você percebe que Shea tem uma admiração incrível pelo pai de sua melhor amiga, que vem a ser o Técnico Carr que comanda o time da Universidade Walker. Com seu pai ausente por conta do divórcio com sua mãe e a nova família, Técnico Carr se tornou a figura paterna de Shea, vendo-a crescer ao lado de Lucy e na vida adulta trabalhando junto com ele no time. Mas a autora resolveu se aventurar um pouco e fez Shea começar a se interessar de outra forma por Técnico Carr. É nesse ponto da história que divide os leitores em duas categorias: os que acham isso esperado, afinal um homem integro como o Técnico Carr (e bem conversado apesar da idade, pela descrição) não é pra menos uma mulher se interessar, e os leitores que abominaram essa ideia. “O pai da melhor amiga? Que merda é essa?”.

Eu me encaixei na segunda categoria de leitor, porque eu realmente não consegui entender como esse relacionamento poderia ser possível. Não estou falando da idade, mas do fato do homem que Shea se interessou ter sido sua figura paterna por vários anos, do tipo que a deu um sermão quando ela foi pega dirigindo bêbada na adolescência. Bastou a mãe de Lucy morrer para ela, puff, desejar o Sr. Carr? Eu só conseguia encontrar uma explicação para isso: daddy issues. A clássica projeção que algumas mulheres fazem em seus relacionamentos porque não têm uma relação boa com os pais. Shea procurou em um homem tudo o que o pai foi ausente durante sua vida e encontrou justamente naquele que exerceu esse papel.

Além do mais, a admiração de Shea pelo Sr. Carr como técnico atrapalha sua profissional, já que ela se torna incapaz de ser imparcial quando faz matérias sobre o time que ele dirigi. Junto com o fato de que a NACC, que gerencia os esportes universitários, estar investigando a Universidade de Walker e Shea simplesmente não aceitar que o Técnico Carr não é esse homem perfeito que por anos ela colocou em um altar. No resumo, é uma relação que foi desenvolvida de uma maneira estranha e me frustrou de verdade. Passei o livro inteiro torcendo para que Shea e Ryan ficassem juntos, afinal, namorar um jogador do seu esporte favorito seria a relação ideal para ela, mas aparentemente Emily Giffin gosta de polemizar. E no final não houve a tal mudança de vida que Shea desejava, a personagem simplesmente não evoluiu.

Li algumas resenhas depois de terminar o livro e minha conclusão foi que: as leitoras brasileiras não gostaram do plano de fundo da história ser futebol americano enquanto algumas americanas adoraram. Realmente, o livro fala muito sobre o esporte e quem não está familiarizada com esse mundo vai achar muito chato. Mas foi justamente o que eu amei no livro, porque me fez entender mais um pouco sobre futebol e como as coisas funcionam nos times das universidades, amenizando a minha decepção pelo relacionamento principal ter sido dessa forma.

No mais, foi uma boa experiência por eu nunca ter lido nada sobre o tema “futebol americano”, mas creio que as pessoas que não se interessam pelo assunto vão se envolver mais com o romance e talvez façam parte daquele primeiro grupo de leitores que comentei. Talvez pra vocês esse casal faça algum sentido, sei lá.

Beijos 🙂